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Diário da Região

28/12/2016 - 20h00min

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Diversão na hora da refeição

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Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkely, nos Estados Unidos, descobriram que forçar os animais a "trabalhar" para conseguir comida resulta em mais atividade física e menos estresse. "Gatos, por exemplo, são caçadores por natureza. Quando os deixamos dentro de casa, inibimos isso. Os brinquedos para a hora da alimentação são, portanto, uma maneira de ajudá-los a usar o cérebro e o corpo", analisa Mikel Delgado, expert em comportamento animal e autor da pesquisa.

Segundo Bruna Veiga, veterinária da Petz, rede brasileira de pet shops, brinquedos funcionam melhor quando usados para aliviar estresse, ansiedade e hiperatividade nos animais. "Gosto muito de indicar os famosos brinquedos inteligentes quando os tutores referem lambedura de patas o tempo todo (animais que passam muito tempo sozinhos e estão deprimidos), para filhotes que ficam sozinhos em casa e para cães hiperativos. Acho um excelente aliado nas terapias comportamentais", diz.

A médica veterinária Juliana Gabarron, de Rio Preto, explica que esses brinquedos, além de estimularem a coordenação e inteligência do animal, também auxiliam no uso de medicamento. "Já existem no mercado alguns brinquedos que você aplica à medicação e o animal, brincando, toma. Os brinquedos com cravos podem ser usados para higienização bucal. Basta passar a pasta de dente nos cravos e, enquanto o animal brinca, ele também vai limpando os dentes", ensina Juliana. "É possível até adestrar um animal com brinquedos interativos.

Se o cachorro está roendo o pé da mesa, por exemplo, é legal você usar o brinquedo interativo para mudar o foco do animal. Dessa forma, esquece a mesa e passa a se divertir." O estudo da Universidade da Califórnia teve como alvo principal os felinos. Delgado garante que os brinquedos não precisam ser elaborados, até aqueles no estilo "faça você mesmo" dão resultado. "O fundamental é que exija esforço. Estimular o gato a utilizar a pata para pegar a ração, por exemplo, já é uma atividade bacana", declara o cientista. 

Carla Storino Bernardes, veterinária da Cobasi, rede voltada para animais de estimação, diz que cada animal reage de uma forma a estímulos e, por isso, é fundamental que os brinquedos sejam diferentes para cada espécie. "O gato, por seu hábito caçador, prefere brinquedos que promovem o instinto de caça e ajudam a evitar o estresse. Podemos colocar petiscos secos junto ao brinquedo. Arranhadores também são muito queridos pelos gatos", explica ela.

"No caso dos cães, que são mais curiosos, temos diversos brinquedos inovadores, interativos e inteligentes, que estimulam para a busca de alimentos escondidos. Os cães aprendem e memorizam com os brinquedos", diz. Mas Carla faz um alerta: "A alimentação deve ser feita de acordo com a prescrição de um médico veterinário, com a quantidade e o número de vezes estabelecidos por ele. O animal jamais pode se alimentar somente com petiscos e no momento da brincadeira. Este deve ser somente um momento de interação do tutor com o animal ou como forma de distração para momentos que estejam sós", analisa. 

Mais dócil e mais magro

Quem chega na casa da estudante Sophia de Martins Calle, 16 anos, tem certeza que por lá vive um bebê, de tanto brinquedo espalhado pela sala. Mas o dono dessa coleção é o shith-tzu Paulinho, de 2 anos. "Desde bebê, compro brinquedos para o Paulinho, mas foi de um tempo para cá que ele começou a se interessar. A ideia partiu de mim, mas é nítido o quanto ele ficou mais dócil e até mais magro depois que intensificamos as brincadeiras", conta. Sophia diz que dentre os brinquedos preferidos do Paulinho está um ursinho. "Eu trouxe esse curso de uma viagem que fiz e o Paulinho ama. Anda com ele para cima e para baixo", declara. 

Benefícios

  • Os gatinhos do estudo norte-americano apresentaram melhora em relação a problemas específicos:
  • Obesidade - Depois de passar 12 meses utilizando brinquedos, um gato chegou a perder 20% do seu peso 
  • Xixi fora da caixa - Essa questão foi completamente resolvida após seis meses de jogos com a comida 
  • Medo de pessoas - Em um ano, houve bichano agressivo e assustado que ficou mais calmo e pôde até ser carregado no colo  

Fonte: Mikel Delgado, da Universidade da Califórnia, em Berkely, nos Estados Unidos

 

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