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Diário da Região

12/09/2016 - 18h17min

Terceira Idade

Desarme esta 'bomba relógio'

Terceira Idade

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A hipertensão, mais conhecida como pressão alta, atinge cerca de 25% dos brasileiros, chegando a mais de 50% após os 60 anos, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). O problema maior é que ela é uma doença silenciosa e pode levar a sérios problemas de saúde, como infarto e outros males cardíacos. 'Democrática', ataca homens e mulheres e é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. 

Mas o que é a hipertensão? A SBH considera a doença quando a pressão arterial é sistematicamente igual ou maior a 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. O coração e os vasos podem ser comparados a uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Se fecharmos a ponta dos esguichos, a pressão lá dentro aumenta. O mesmo ocorre quando o coração bombeia o sangue. Se os vasos são estreitados, a pressão sobe.

Na maioria dos idosos, a hipertensão arterial não causa sintomas. No entanto, no primeiro sinal é preciso consultar um especialista. É importante saber que alguns sintomas podem ser muito inespecíficos. Tontura, mal-estar geral, falta de ar, dor no peito e dor de cabeça podem ser manifestações iniciais da hipertensão arterial, segundo José Fernando Vilela Martin, coordenador da clínica de hipertensão da Famerp e do Hospital de Base (HB). Outras vezes, raramente, os pacientes podem apresentar hipertensão com elevação aguda e importante da pressão arterial na forma de lesões em órgãos nobres: no coração, como infarto agudo do miocárdio; no cérebro, como acidente vascular cerebral e edema cerebral, e nos rins, como insuficiência renal aguda. 

José Carlos Aidar Ayoub, cardiologista do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), define a doença como uma inimiga silenciosa que lesiona órgãos alvos como coração, cérebro e rins, assim como vasos, como a aorta. A doença é classificada em estágios, de acordo com o nível tensional. Experiente no assunto, ele afirma que é fundamental saber que a pressão sistólica, ou conhecida como máxima, não deve ultrapassar 140 mmhg. "A partir desse número, pode ocorrer um acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame cerebral."

Prevenir ainda é o melhor remédio. Homens e mulheres como mais de 65 anos devem ter hábitos saudáveis de vida e uma boa alimentação, assim como praticar atividade física e se preocupar com a manutenção do peso corporal dentro de parâmetros normais. 
"A alimentação com pouco sal e pouca caloria pode prevenir, principalmente nos pacientes que tragam o histórico de hipertensão nos pais", afirma José Fernando Vilela Martin. Além de todas as medidas saudáveis, não fumar é uma dica de José Carlos Aidar Ayoub. 

Consequências secundárias

Percival Trindade, cardiologista do Incor Rio Preto - Instituto do Coração, afirma que a hipertrofia do ventrículo esquerdo, que caracteriza-se pelo espessamento anormal do músculo cardíaco - consequência do excesso e da sobrecarga causada pelo aumento da pressão arterial - é uma das primeiras anormalidades cardíacas decorrentes da hipertensão. Sua presença gera um maior risco de complicações, como acidente vascular cerebral e derrame cerebral. "A prevenção é importante para evitar complicações como insuficiência cardíaca e até morte súbita."

O médico explica ainda que existe a hipertensão secundária, em que é preciso tratar a causa. "Tem paciente, por exemplo, que tem 150 quilos e é hipertenso de caso grave. Ele faz a cirurgia bariátrica, perde peso e a hipertensão se normaliza." Trindade também afirma que existe a hipertensão pulmonar, que é diferente da arterial. "É uma doença pulmonar. É a pressão alta nas artérias dos pulmões, que também afeta o coração." 

Corte o sal

José Fernando Vilela Martin, coordenador da clínica de hipertensão da Famerp e do Hospital de Base, afirma que o tratamento da hipertensão é apoiado em dois grandes pilares, o não medicamentoso e o medicamentoso. O primeiro é baseado na mudança de estilo de vida, ou seja, manter hábitos saudáveis de vida, perder peso, praticar atividade física, comer com pouco sal e evitar alimentos industrializados e embutidos que contenham muito sal. Além disso, parar de fumar e consumo moderado de bebida alcoólica também são outros aspectos importantes. Já o tratamento medicamentoso "deve ser avaliado pelo médico, que vai prescrever o melhor tratamento disponível", diz Martin.

A hipertensão arterial não tem cura, mas deve ser tratada para impedir suas complicações. O diagnóstico deve ser feito medindo-se a pressão arterial durante a consulta médica. Outro método de detecção pode ser a monitorização da pressão realizada na residência do paciente por 24 horas - ou até por um tempo maior. A indústria farmacêutica está cada vez mais eficiente no tratamento da doença.No 14º Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão, realizado em julho, em São Paulo, foram apresentado resultados preliminares do estudo Prever-tratamento, que comparou diuréticos e bloqueadores do receptor de angiotensina no tratamento de hipertensos. 

Como vai ser a série

Hoje, a expectativa de vida média do brasileiro é de 70 anos. Pensando neste público, a revista BemEstar inicia neste domingo, 11, uma série de seis reportagens sobre saúde na terceira idade. Nas próximas semanas, o leitor vai conferir uma matéria nova a cada domingo sobre doenças que afetam os idosos. O objetivo é tirar as dúvidas, orientar sobre os principais dilemas e desafios característicos da idade e buscar soluções práticas para se ter qualidade de vida e bemestar, com embasamento médico

Na sequência desta primeira reportagem sobre hipertensão arterial, virão: Mal de Alzheimer; apneia do sono; diabetes; prevenção de quedas, e doenças do coração. Alguns dos melhores especialistas em cada assunto, de Rio Preto e de fora, abordarão sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

 

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