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Diário da Região

05/04/2015 - 01h48min

Muito além da amizade

Contato com animais de estimação contribui para o desenvolvimento das crianças

Muito além da amizade

Sergio Isso O pequeno Roglinei Lucchetta Melegatti, de 5 anos, está sempre junto de seu melhor amigo, Fábio, o cão da família, um Golden Retriever (raça campeã de doçura)
O pequeno Roglinei Lucchetta Melegatti, de 5 anos, está sempre junto de seu melhor amigo, Fábio, o cão da família, um Golden Retriever (raça campeã de doçura)

A simples ideia de ter um bichinho de estimação em casa - não importa qual, cão, gato, coelho, pássaro, hamster - assusta muitos pais. A justificativa é simples: um animal vai mudar toda a rotina da família, sem contar o aumento dos gastos com visitas rotineiras ao veterinário, vacinas e remédios. No entanto, especialistas garantem que os benefícios da convivência entre os animais e as crianças superam as razões para não tê-los.

Esse convívio, aliás, ajuda no desenvolvimento da criança, que irá exercitar o senso de responsabilidade. Além disso, passará a trabalhar sentimentos como a autoestima, a alegria, a tristeza, a frustração, a tolerância e a compreensão. Roglinei Luchetta de Souza Meleggati, 5 anos, sabe bem o que é isso. Os pais, Viviane e Roglinei, são donos do Canil Romvil, o que assegura o contato com cães de todos os portes, adultos e filhotes, dentro e fora de casa, desde que nasceu. "O pediatra disse que se os animais estivessem vacinados nunca haveria problema. Faz tão bem a ele que é preciso ficar atento na rua. Ele quer abraçar todos os cachorros que encontra", complementa Viviane.

"Tudo isso passa quando os pais percebem o quão bem esse animal pode fazer a seus filhos. Um animal de estimação é muito importante. Com o animal, a criança trabalha seu desenvolvimento global", explica a psicóloga Cristiane Bertucci Nicoleti, gestalt terapeuta."A criança desenvolve uma ótima autonomia, responsabilidade, ordem, cuidados básicos, pois precisam cuidar de seus animais, passear, dar alimento e água, limpar as sujeiras", complementa Cristiane.

"A convivência com um animal de estimação é uma experiência muito rica, já que o contato com o animal possibilita à criança recursos internos que serão importantes para seu desenvolvimento. Nesta relação, a criança pode experienciar responsabilidade pelo cuidado com o outro, solidariedade, tolerância, compaixão, redução do estresse e toda uma gama de outros sentimentos que as relações afetivas proporcionam e que vão colaborar na construção do caráter e na modelagem de sua personalidade", explica a psiquiatra Simone Secco da Rocha.

A partir de que idade?

A criança pode ter um animal de estimação a partir do momento que adquire alguma autonomia. E, é claro, vai depender do animalzinho escolhido. Até um bebê pode ter um animal de estimação em casa, porém, cabe aos pais a melhor decisão para esse momento. "Por meio do animal de estimação, a criança aprende inclusive a lidar com o processo de morte. Quando perdem um bichinho, eles trabalham esse processo de luto", explica a psicóloga Cristiane Bertucci Nicoletti. 

"A idade depende dos pais e dos cuidados que eles vão adotar, além de inspecionar o contato", diz a veterinária Cibelli Soares Frade. 
Os pais devem estar dispostos a ajudar nas tarefas, e isso requer paciência e tolerância, principalmente em relação às tarefas que exigem maior compromisso com horários, como dar comida ou remédio. As atividades mais simples devem ser atribuídas progressivamente aos pequenos. Entre outras funções que podem ser atribuídas, eles podem pentear o pelo do animal ou colocar água no recipiente. 

 

Roglinei Lucchetta Melegatti com seu cachorro 1

Existe perigo?

Muitos pais se questionam sobre o perigo de ter um pet em casa, devido a alguns comportamentos como morder, arranhar ou dar patadas. Os acidentes ocorrem devido à falta de supervisão adulta e nos casos em que o animal é muito maior que a criança, podendo ocasionar tombos ao brincar. 

"Os animais só fazem isso quando filhotes, por curiosidade, como as crianças. Quando maiores, só fazem isso se estimulados. A melhor forma de prevenir é saber que a criança nunca pode ficar sozinha com o animal. Deve sempre haver supervisão adulta, cuidando e impondo limites às ações da criança, e mostrando que o pet vai reagir de maneira negativa a agressões", diz a veterinária Ceres Faraco. 

Mais saúde

Um estudo do grupo de pesquisa do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que os benefícios dos pets à saúde são muito maiores do que apenas de cunho psicológico. t  Vão desde a melhora da imunidade de crianças e adultos à redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. "Os pesquisadores identificaram vários benefícios aos bebês, pois certas proteínas que exercem importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em bebês de um ano de idade quando expostos precocemente a um cão", diz a psiquiatra Simone Secco da Rocha

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