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Diário da Região

28/08/2016 - 00h00min

À flor da pele

Coceiras ou feridas podem ter origem em desequilíbrio emocional

À flor da pele

Stock Images/Divulgação NULL
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À flor da pele. A frase é quase que frequentemente citada nos momentos em que as emoções superam a razão. Em que os sentimentos brotam como o suor que sai da pele. Talvez, ao usar essa expressão, você sequer tenha parado para refletir que a pele é justamente o que separa o meio ambiente do interior do corpo. E que aquela feridinha ou coceira pode estar relacionada a um desequilíbrio das suas emoções.

Vida agitada, aborrecimentos, prazos, cobranças, metas, frustrações, demandas e preocupações estão cada vez mais desencadeando doenças na pele. São as chamadas dermatoses psicossomáticas ou doenças de fundo emocional, como aquela mania de cutucar a pele até abrir uma ferida.

“O corpo, a mente e o espírito são três níveis vibratórios indissociáveis do ser humano. A pele é o limite entre o meio e o interior do corpo e desempenha importante papel no desenvolvimento neurológico e psicológico do ser. Estados de ansiedade, tristeza, depressão e revolta, em certas pessoas, podem gerar distúrbios de agressões à própria pele”, alerta o chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Base (HB), João Roberto Antonio.

De acordo com o dermatologista, uma das doenças mais comuns é a chamada  escoriação psicogênica. As lesões são produzidas e reconhecidas pelo paciente como o resultado de autoescoriação repetida, a qual pode ser iniciada por uma coceira, “podendo então iniciar e perpetuar o ciclo de coceira-escoriação e escoriação-coceira, que em alguns pacientes torna-se um verdadeiro ritual compulsivo, sendo que as lesões são produzidas pelo ato de coçar compulsivamente, gerando escoriações psicogênicas.”

Outra doença bem definida como de causa psicossomática é a dermatite artefata, que é uma síndrome constituída por lesões cutâneas produzidas pelo paciente e propositadamente negadas, considerada projeção na pele de uma doença mental. “É caracterizada por lesões únicas ou múltiplas, de aparecimento abrupto, localizadas nas partes mais ao alcance da mão dominante. Os aspectos das lesões são muito variados quanto aos métodos empregados para autoflagelação.” 

Antonio destaca que algumas doenças são apontadas de causa emocional de forma errada, como a psoríase e o vitiligo, cuja causa na verdade é imunológica em pessoas predispostas a tê-las. “Porém, em quem as têm, uma emoção pode desencadear ou agravar o problema, atribuindo desse modo como sendo a causa emocional. Por outro lado, pacientes portadores de psoríase e vitiligo, muitas vezes, não aceitam essas lesões na pele que os afeta tanto fisicamente como esteticamente, e passam a agravá-las mediante agressão dessas lesões, o que leva as pessoas a julgar serem de causa emocional.”

Outras doenças

Segundo a dermatologista Joana Tebar Figueira, a alopecia areata pode estar relacionado ao estresse, apesar de não comprovado cientificamente. “É uma doença que provoca a queda do cabelo em áreas arredondadas ou ovais do couro cabeludo, ou ainda em outras partes do corpo. Além da perda brusca do cabelo, a doença não possui sintomas. Pode ser hereditária e, geralmente, acomete pessoas na faixa etária entre 20 e 50 anos.”

A dermatite atópica é outra doença em que o estresse interfere no agravamento do quadro clínico. “Ela não é contagiosa e apresenta lesões inflamadas da pele, de cor avermelhada, que provocam coceira, pioram com a transpiração, descamação e, às vezes, ficam úmidas.”

Para ela, esses tipos de doenças têm aparecido mais com base na nossa rotina. “Ficar constantemente nesse 'modo de emergência' pode sobrecarregar a mente, o corpo e o comportamento de muitas maneiras. A pele é mais vulnerável às emoções e sinaliza quando há um desequilíbrio emocional.”

Tratamento

Quando o assunto são doenças em que ocorre a autoescoriação, um dos tratamentos mais indicados é o curativo, para evitar que o paciente continue se machucando. Em alguns casos, pode ser necessária a internação hospitalar e a colaboração do psiquiatra. 

“Em todos os casos, precisamos perguntar o que está acontecendo com o paciente, como está seu relacionamento com as pessoas dentro de sua casa e afins. A questão geralmente está na maneira como ele lida com os fatos da vida e com as pessoas à sua volta”, explica João Roberto Antonio.

Nesses casos, o médico precisar ouvir o paciente, apoiá-lo e estimulá-lo a bucar a cura dentro de si mesmo.

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