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02/08/2015 - 00h36min

Criança

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Criança

Johnny Torres João Pedro Souto Brito, 5 anos, adora jogar no videogame que ganhou há um ano e no tablet. A mãe, Carol, esperou até que o menino crescesse um pouco e, com medo do vício, achou que precisaria impor algumas regras, mas nem foi necessário
João Pedro Souto Brito, 5 anos, adora jogar no videogame que ganhou há um ano e no tablet. A mãe, Carol, esperou até que o menino crescesse um pouco e, com medo do vício, achou que precisaria impor algumas regras, mas nem foi necessário

Eles estão em toda parte. No celular, na televisão, no computador, no tablet, no console portátil, e fazem a cabeça não só de crianças e adolescentes, mas também de muitos adultos. Motivo de preocupação. Será mesmo? Jogos eletrônicos podem mesmo levar a comportamentos violentos ou solitários? Serem responsáveis pela obesidade infantil? Atrapalharem os estudos? Diversas pesquisas acadêmicas vêm desmentindo esses mitos e reconhecendo o potencial de aprendizagem dos games, além de sua importância como entretenimento cultural. 

Os jogos eletrônicos desenvolvem diversas competências e habilidades cognitivas, além de trabalharem aspectos afetivos das crianças e jovens. "Esses jogos podem ajudar no desenvolvimento de habilidades motoras, raciocínio e concentração", diz Luciana Rufo, psicóloga do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo.

Uma hora por dia está ótimo

Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, sugere que jogar videogame por um curto período do dia pode gerar um pequeno, mas positivo impacto no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Os cientistas descobriram que jovens que passaram menos de uma hora por dia jogando videogame tiveram melhores desempenhos em índices de satisfação com a vida e relacionamento e apresentaram maiores níveis de interações sociais positivas em relação àqueles que não jogaram. Já os adolescentes que jogaram por mais de três horas por dia relataram menos satisfação com a vida. A pesquisa foi publicada na revista Pediatrics. 

Espaço de aprendizagem

"O jogo, independentemente do conteúdo, pode constituir um espaço de aprendizagem", afirma a pedagoga Lynn Alves, professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), especialista no assunto. Segundo ela, as crianças, quando jogam, são obrigadas a traçar objetivos e a criar estratégias para solucionar obstáculos que surgem em cada jogada. Essa ação contribui para estimular nelas habilidades cognitivas. 


Positivos, desde que...


Os games tendem a ser positivos, desde que seu uso seja bem dosado e não se torne um vício. "Passa a ser ruim quando deixa de ser mais uma atividade e se torna a única", diz a psicóloga Luciana Rufo, psicóloga do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo. É preciso conciliar os jogos com a escola, a prática de esportes e outras atividades cotidianas. "É preciso ter limites, sempre orientados pelos pais."

Jogo só potencializa o que já existe

Em sua tese de doutorado, Lynn Alves analisou a associação entre jogos e comportamentos violentos. Ela descobriu que os jogos são uma oportunidade para os jovens trabalharem seus medos, desejos e frustrações. É como se eles realizassem essas emoções sem precisar correr riscos. E é por isso que os pais devem acompanhar de perto a relação de seus filhos com os games: eles não determinam comportamentos violentos, mas podem potencializar algo que já existe na criança. 

"Se a criança ou o jovem apresenta um comportamento violento quando joga", orienta Lynn, "ela está sinalizando que algo não vai bem, e os pais devem investigar se aproximando do filho ou procurando um especialista."


Três características que, segundo a ciência, os games ajudam a aprimorar : 

 
EQUILÍBRIO

:: Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, testaram o videogame Wii em pacientes com doença de Parkinson. Depois de seis semanas de treinamento diário por 30 minutos com o Wii Fit, de exercícios físicos, e 15 minutos de Wii Sports, os participantes melhoraram o equilíbrio. Os pesquisadores acreditam que treinamentos desse tipo podem ajudar a diminuir o declínio das funções corporais em pacientes com aquele problema
 
VISÃO

:: Pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, descobriram que "uma hora de videogame pode melhorar a visão tanto quanto 400 horas do uso de tapa-olhos". Já na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, pesquisadores descobriram que jogos de tiro em primeira pessoa (FPS) melhoram a visão ao aumentarem a capacidade do cérebro de prestar atenção em vários eventos e detalhes ao mesmo tempo
 
COORDENAÇÃO MOTORA

:: Uma pesquisa feita em Albuquerque, nos Estados Unidos, foi realizada com 26 garotas. Durante três meses, elas jogaram Tetris por 30 minutos diários. Com esse estudo, os pesquisadores descobriram que o córtex das meninas que jogaram ficou mais espesso. Essa parte do cérebro está ligada à coordenação de informações visuais, auditivas e táteis

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