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Diário da Região

24/05/2016 - 02h06min

Saúde

Antes até de apontar o primeiro dentinho de leite

Saúde

Stock Images/Divulgação NULL
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Engana-se quem pensa que os cuidados com a saúde bucal infantil só devem começar quando surge o primeiro dente. Para os especialistas, a manutenção deve ser um dos assuntos inseridos na rotina familiar, com incentivo a atitudes preventivas que vão muito além da escovação. Segundo Andrea Figueiredo, os cuidados com a higiene bucal podem começar antes mesmo da erupção dos dentes.

"Após a amamentação ou uso da mamadeira, a mãe deve limpar a gengiva do bebê com um pano umedecido em soro fisiológico ou água limpa. A escovação pode ser introduzida a partir do primeiro dente, com uma escova de dentes infantil de cerdas bem macias e pasta de dente sem flúor", explica a odontologista. A recomendação da Associação Brasileira de Odontopediatria (ABO) é que a primeira visita ao dentista deve ocorrer perto do primeiro aniversário da criança.

No consultório, o dentista poderá orientar sobre a escolha da escova correta para cada faixa etária, como deve ser feita a escovação e acompanhar o desenvolvimento dos dentes. Um trabalho publicado na Community Dental Health, em 2004, mostra que existe maior chance de uma criança com 6 anos de idade ou menos desenvolver cárie se a aquisição de Streptococcus Mutans (bactéria) ocorrer precocemente, mas isso pode ser parcialmente compensado por outros fatores, como boa higiene bucal e dieta saudável.

Ou seja, mesmo nessas condições, o desenvolvimento de cárie pode ser controlado. "Assoprar a comida do bebê ou beijo na boca pode transmitir o micro-organismo da cárie, e para a doença desenvolver há necessidade de uma alimentação rica em açúcar e má higiene bucal. É muito importante para o controle da cárie a redução no consumo de bebidas e alimentos açucarados. Estudos são consistentes ao demonstrar a existência de associação entre a saúde bucal da mãe e a saúde bucal da criança", destaca a odontopediatra Ana Rosa Kuymjian Albieri, de Rio Preto.

Em 2015, durante o Congresso Brasileiro de Odontopediatria, a professora doutora Branca Heloisa de Oliveira relatou que, segundo a Organização Mundial da Saúde, em pesquisa realizada em 2010, a prevalência de cárie nas crianças aos 5 anos de idade é de 53,4%. Nessa idade, uma criança brasileira possui, em média, 2 dentes com experiência de cárie. Ainda segundo a pesquisa, 80% das lesões de cárie permanecem sem tratamento. Durante o congresso, Branca mostrou a reformulação do conceito de cárie.

"Segundo ela, não podemos dizer que a cárie é uma doença infecciosa, pois não pode ser tratada com antibióticos. Trata-se de uma doença infecciosa endógena e não é possível impedir a colonização da boca por micro-organismo envolvidos na sua etiologia", explica Ana Rosa. A odontopediatra rio-pretense ainda reforça que devemos mudar também o conceito sobre a transmissibilidade. "A doença não é transmissível, o que é transmitido é o micro-organismo (transmissão horizontal e vertical), mas não a doença. Podemos ter o micro-organismo, mas não desenvolver a doença. O maior inimigo da cárie é o açúcar", garante a especialista. 

Açúcar, o grande vilão

Os especialistas garantem que o açúcar é o grande vilão quando o assunto é cárie. Há 15 anos atuando na área clínica em ortodontia, o cirurgião-dentista Alberto dos Reis Condé Júnior, de Goiânia, afirma que o consumo de açúcar tipo industrializado puro ou dentro de alimentos (mesmo os salgados) mais do que três vezes ao dia, associado à presença de bactérias bucais (extremamente comuns) forma a base para a doença cárie. 

"Algumas dicas eficientes para o controle da cárie são conhecimento personalizado junto com cirurgião-dentista, que irá orientar sobre a importância do controle do consumo de açúcar industrializado, e não menos importante, revisar junto com o paciente, dentro do consultório, como é feita a escovação, nível de força, conhecimento prático... Tudo isso ajuda", orienta. 

Condé Junior explica ainda que ter uma educação odontológica na infância faz toda a diferença na vida adulta. "A postura dos pais frente à prevenção de cárie e doença periodontal, desde cedo, é fundamental para se perpetuar bons resultados quando adultos, mas se houver descuido da saúde bucal, em qualquer idade, podem surgir cáries." 

 

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