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Diário da Região

20/03/2016 - 00h00min

Saúde

30% das crianças em idade escolar têm problema de visão

Saúde

Stock Images/Divulgação NULL
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É fundamental que, nesta época do ano, pais e professores fiquem mais atentos às dificuldades das crianças para enxergar. A estimativa do Ministério da Saúde é que 30% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão e, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), de 3% a 10% de brasileirinhos de 7 a 10 anos precisam usar óculos. 
"Logo ao nascer, já é realizado o teste do olhinho e, nos próximos três anos, a criança deverá passar pelo oftalmologista.

Pelo menos no primeiro ano de vida ela deverá passar em consulta e, a partir daí, seguir as orientações do médico oftalmologista quanto à periodicidade do retorno", orienta Aline Vigna Goulart, do Hospital de Olhos Redentora, em Rio Preto. Os problemas mais comuns na infância são os erros refracionais - miopia, astigmatismo e hipermetropia -, facilmente corrigidos com o uso de óculos. "Geralmente, as crianças dão sinais de que algo está atrapalhando sua visão.

Cabe aos pais, avós e professores ficar atentos e tomar as providências, que começam com uma visita ao oftalmologista", alerta o médico oftalmologista Kássey Vasconcelos, especialista em Glaucoma, Estrabismo e Oftalmopediatria, do D'Olhos Hospital Dia, em Rio Preto. Segundo Vasconcelos, quando a criança tem sintomas ou histórico familiar, os pais geralmente já procuram oftalmologista: "Quando um olho não está enxergando da mesma forma que o outro, há ambliopia, em que um olho desenvolve e o outro não, com diferença de grau de um olho para o outro. Quando não é detectada a ambliopia antes dos sete anos, a chance de não conseguir resolver o problema é grande", alerta. 

Olho preguiçoso

Se não tratados, os problemas de visão podem levar ao estrabismo e ao 'olho preguiçoso', maior causa de cegueira monocular entre crianças. "É na infância que os problemas oculares devem ter tratamento imediatamente, pois o olho se desenvolve até a idade de 7 anos. A falta de óculos nos primeiros anos de vida agrava os vícios de refração, podendo levar ao estrabismo por causa do esforço visual, e à ambliopia, maior causa de cegueira infantil, popularmente conhecida como 'olho preguiçoso'", esclarece Folchi, que explica: "A criança naturalmente buscará enxergar com o olho sadio, o que irá comprometer o desenvolvimento do outro. Para tratar este problema, o tratamento é tapar o olho com a melhor visão para estimular o que enxerga menos", diz. 

 

Anna Elisa Lisboa Navarro - 20032016 Desde o ano passado, Anna Elisa Lisboa Navarro, 8 anos, faz acompanhamento comoftalmologista para controlar o astigmatismo. “Ela começou reclamando todos os dias de dor de cabeça. Na época, marcamos oftalmologista, otorrinolaringologista e cardiologista. Só no oftalmo foi constatado que ela tinha astigmatismo, considerado normal para sua idade”, relembra Jeferson Navarro Teixeira, pai de Anna Elisa. Ele conta que a filha não precisa usar óculos, mas foi necessário mudanças de hábito, como sentar do meio da sala de aula para frente. “Hoje, ela vai ao oftalmo duas vezes ao ano. Os professores estão a par de tudo e contribuem bastante”, diz

Prejuízos na escola

Crianças com alguma dificuldade visual podem se queixar de tonturas, sensibilidade excessiva à luz, náuseas ou dor de cabeça. "Aquelas que andam com cuidado excessivo, esbarram ou tropeçam com facilidade também podem apresentar algum tipo de deficiência visual. Devemos observar ainda crianças que trazem objetos muito próximos aos olhos ou precisar virar o pescoço para focalizar algo", explica o oftalmologista Luciano Fochi, do Hospital de Olhos Redentora, em Rio Preto. As consequências de um problema ocular não tratado são sérias e afetam, inclusive, o desempenho escolar. "Muitas vezes, o aluno é tido como desatento ou desinteressado, quando, na verdade, é míope ou hipermetrope. 

Por isso, a visita ao consultório uma vez ao ano é indispensável nesta fase da vida", reforça o oftalmologista Kássey Vasconcelos. Em crianças em idade escolar, as conjuntivites infecciosas são comuns. "Temos ainda os erros refracionais, que compreendem a miopia, miopia e o astigmatismo. O estrabismo relaciona-se ao alinhamento dos olhos e, dentre todas as alterações oculares, apesar de não ser a mais comum, é a mais estigmatizante", diz a oftalmologista Aline Vigna Goulart.
Segundo Vasconcelos, muitas mães perguntam se o filho pode ficar no tablet. "Pode, desde que mantenha a distância correta de 30 centímetros e ajuste a luz e o brilho", recomenda. 

Sinais de alerta

Crianças não sabem que têm a visão embaçada. Os principais sinais de alteração visual são:

Até 2 anos        

  • Lacrimejamento constante    
  • Fotofobia
  • Menina dos olhos muito grande    
  • Desinteresse por ambientes e pessoas
  • Olhos vermelhos e com secreção    

De 3 a 7 anos 

  • Tomba a cabeça para um lado
  • Dor de cabeça ou nos olhos frequente
  • Assiste TV muito próximo da tela
  • Esfrega os olhos após esforço visual
  • Fecha um dos olhos em local ensolarado

Fonte: Oftalmologistas Luciano Fochi e oftalmologista Aline Vigna Goulart, da equipe do Hospital de Olhos Redentora, em Rio Preto

 

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