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Diário da Região

03/05/2015 - 00h26min

#VemPraRua

Movimento agora prioriza o impeachment

#VemPraRua

Guilherme Baffi Segundo números oficias da Polícia Militar cerca de 10 mil pessoas participaram da manifestação do dia 12 de abril
Segundo números oficias da Polícia Militar cerca de 10 mil pessoas participaram da manifestação do dia 12 de abril

O movimento popular #VemPraRua, que se notabilizou pelo discurso de protesto apolítico de combate à corrupção em todas as esferas do poder, decidiu agora dar nome aos seus alvos e começa a pedir abertamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Nós estamos atendendo a um grito que vem das ruas. Existem também, agora, pareceres jurídicos que apontam para a legalidade do afastamento da presidente. Então nós vamos atender ao clamor das ruas e defender que o pedido seja encaminhado ao presidente da Câmara, que é quem tem o dever constitucional de avaliar essa reivindicação", disse o engenheiro Rogerio Chequer, porta-voz do movimento, em entrevista exclusiva ao Diário da Região. Desde a reeleição da presidente Dilma, Chequer já dizia que a ausência do impeachment na pauta de reivindicações do movimento era um posicionamento momentâneo e que poderia ser mudado "por circunstâncias futuras". 

Ele nega, no entanto, que esse novo posicionamento tenha provocado uma debandada de apoiadores. "Não há motivo para a presidente não ser investigada. Nós pedimos, principalmente, a investigação. Houve menções a ela (Dilma) nos depoimentos da operação Lava Jato. Ela foi mencionada 11 vezes", diz. A investigação da presidente Dilma Rousseff consta em uma lista de exigências assinada por 27 movimentos populares que foi entregue ao Congresso Nacional há 15 dias. A inclusão do impeachment gerou divisão entre os grupos. 

Pelo menos cinco movimentos ameaçaram não assinar o documento, mas desistiram após texto ser revisado. Diante da acusação de governistas, que alegam haver majoritariamente integrantes da elite econômica do país nos movimentos contra o governo, Chequer rebate com números. "Quando você leva três milhões de pessoas para as ruas em quatro semanas, você percebe que existe uma penetração em todas as classes. A indignação é generalizada e já atinge os próprios eleitores do PT".

O movimento contra o governo, afirma ele, tem conseguido, inclusive, ganhar adeptos na região Nordeste do país, onde a presidente Dilma goza, estatisticamente, de popularidade um pouco melhor que a registrada no Sudeste. 
"Nosso Nordeste mostra um nível de indignação contra o governo muito alto. Apesar de um histórico de simpatia, essa simpatia está sendo revertida em indignação diante dos descalabros que o governo está fazendo com o dinheiro público".

Questionado sobre a diminuição da adesão a atos públicos nas duas últimas semanas, o engenheiro disse que essa "impressão" é resultado de um momento de transição vivido pelo País. "As movimentações em massa são uma parte da forma de manifestação do povo. A outra parte vão ser os pedidos muito pontuais para deputados e senadores, que agora são responsáveis por implementarem as mudanças que o povo pediu nas ruas". 

Apesar da recente aproximação com políticos da oposição, diz ele, o movimento continuará sendo suprapartidário. "Uma interlocução política é necessária quando você faz reivindicações específicas. Estamos abertos para falar com deputados e senadores, desde que eles se mostrem genuinamente interessados em realizar as mudanças". O porta-voz do "#Vem Pra Rua" nega, no entanto, que tenha pretensões política. "Não sou filiado a nenhum partido político e não tenho a intenção de assumir nenhum cargo público", completou. 

Rio Preto

Chequer classificou como "impressionante" o comparecimento de manifestantes nos atos públicos realizados em Rio Preto. Segundo a Polícia Militar, foram 10 mil pessoas em 15 de março e 10 mil no dia 12 de abril. "Quando você leva em conta que essas pessoas deixaram suas casas e foram espontaneamente para as ruas protestar, isso demostra o nível de insatisfação".

Tudo começou por 20 centavos

O movimento #VemPraRua nasceu no início de 2013 com um discurso de indignação por conta da corrupção generalizada e teve como estopim a luta contra "os vinte centavos", que seria o valor do reajuste do transporte coletivo na cidade de São Paulo naquele ano. Porém, rapidamente, a movimentação assumiu uma postura reconhecidamente politizada e totalmente apartidária, exigindo ética, moral e probidade no trato com o dinheiro público. 

Nas manifestações contra a corrupção realizadas em meados daquele mesmo ano, o grupo se viu reconhecido nacionalmente como a principal frente de enfrentamento aos desmandos e sucessivos escândalos políticos por todo o País. Esse movimento acabou servindo de inspiração para a criação de outros grupos de manifestantes por todo o País, como em Rio Preto, onde empresários, profissionais liberais e assalariados fundaram o MCB (Movimento Cidadania Brasil).

O MCB, liderado pelo empresário rio-pretense Olavo Tarraf, é um dos 27 grupos que entregou ao Congresso Nacional a lista de reivindicações que sintetizam os pedidos dos dois atos nacionais realizados em 15 de março e 12 de abril. 

 

 

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