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Diário da Região

07/09/2016 - 00h00min

ELIMINATÓRIAS

Seleção embala e entra no G4

ELIMINATÓRIAS

Pedro Martins/MoWA Press 6/9/2016 Logo a um minuto de partida, jogadores comemoram o gol do zagueiro Miranda, que completa 32 anos hoje
Logo a um minuto de partida, jogadores comemoram o gol do zagueiro Miranda, que completa 32 anos hoje

A Seleção Brasileira é mesmo uma equipe renovada sob o comando do técnico Tite. Nesta terça-feira, sofreu, viveu momentos de tensão, ansiedade, mas soube superar as dificuldades e bateu a Colômbia por 2 a 1, na Arena Amazônia, em Manaus. Foi a segunda vitória do Brasil sob nova direção e também a primeira vez que ganha duas partidas seguidas nas Eliminatórias, em sua oitava rodada. E atingiu o objetivo de entrar no G4.

Com 15 pontos, a Seleção está na zona de classificação à Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia. Está atrás do Uruguai (16), mas passou a Argentina no saldo de gols e dependia do resultado entre Peru e Equador, em Lima, para definir se terminaria a oitava rodada em segundo ou terceiro lugar.

Há dois aspectos principais a se considerar no primeiro tempo. De certo modo, o time conseguiu a evolução pedida por Tite. Tocou bem a bola, foi objetivo, buscou tabelas constantemente, criou algumas boas chances de gol, marcou muito bem e, sob pressão, esforçou-se para, ao perder a bola, retomá-la rapidamente.

Fez isso até com intensidade maior do que no jogo contra o Equador. E dominou a etapa diante de um adversário que de fato não é bobo. A Colômbia é time bem montado, entrosado, experiente Nesta terça-feira, tentou até ser agressiva. Mas acabou neutralizada pela boa marcação brasileira.

A Colômbia deu um toque na bola antes do Brasil fazer 1 a 0. Foi do volante Barrios. Na tentativa de desarmar Neymar, ele cedeu escanteio. O próprio Neymar cobrou, a zaga não marcou e Miranda fez de cabeça, a 1 minuto e 19 segundos. Foi o primeiro gol do zagueiro pela Seleção Brasileira. Ele completa 32 anos nesta quarta.

Um gol logo de cara, claro, facilita a vida de qualquer time. Ainda mais quando esse time está confiante, motivado e tem o apoio da torcida. Deu até para jogar bonito em alguns momentos, como da troca de bola entre Marcelo e Neymar, permeada por alguns toques de efeito. O bom futebol, embalado nas arquibancadas por um animado batuque, levou a torcida a cantar, a sambar e a esperar mais gols. Mas ele não veio, de certa forma porque Ospina fez boas defesas em conclusões de Renato Augusto e Neymar.

E porque Paulinho, ao receber na frente do goleiro lançamento de Neymar, perdeu o tempo da bola e tentou enganar o árbitro, tocando a bola com o braço. Além de o gol ter sido corretamente anulado, o volante levou cartão amarelo, seu segundo em dois jogos e que o deixa de fora do jogo contra a Bolívia, em outubro

Pouco depois, veio uma falta em James Rodríguez na intermediária, que poderia ter sido evitada. Não foi e na cobrança do meia, bola bem batida, Marquinhos, ao tentar desviar para escanteio acabou marcando contra. Descontrole veio no final da etapa e teve Neymar como um dos protagonistas. Após um encontrão de Barrios em Gabriel Jesus, que o árbitro argentino Patricio Lousteau considerou lance normal, o atacante se irritou e entrou duro em Jeison Murillo. Acabou levando cartão amarelo.

O Brasil voltou um time mais ansioso. Com isso, ficou um pouco desorganizado. A entrada de Phillipe Coutinho no lugar de Willian mudou o jogo. A seleção cresceu de novo, com o meia do Liverpool fazendo boas arrancadas. Em uma delas, percebeu Neymar entrando pela esquerda e tocou. Ele dominou e bateu cruzado, rasteiro: Brasil 2 a 1 e 48º gol de Neymar pela Seleção.

Ficha técnica

Brasil - Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Renato Augusto, Paulinho (Giuliano), Willian (Phillipe Coutinho) e Neymar; Gabriel Jesus (Tayson). Técnico: Tite.

Colômbia - Ospina; Medina, Oscar Murillo, Jeison Murillo e Díaz; Carlos Sánchez, Barrios, James Rodríguez e Macnelly Torres (Cuadrado); Muriel (Marlos Moreno) e Bacca (Martínez). Técnico: José Pekerman.

Gols: Miranda a 1 e Marquinhos (contra) aos 36 minutos do primeiro tempo. Neymar aos 29 minutos do segundo tempo. Árbitro: Patricio Lousteau (Fifa/Argentina). Renda: R$ 5.840.500,50. Público: 36.609 pagantes. Local: Arena Amazônia, em Manaus (AM), nesta terça-feira, 6, à noite.

Argentina tropeça e o Uruguai lidera

Sem o craque Messi, poupado por sentir dores no púbis, a Argentina sofreu contra a lanterna Venezuela. Nesta terça-feira, a seleção comandada pelo técnico Edgardo Bauza foi surpreendida em campo, levou 2 a 0 e teve que correr atrás para arrancar um empate por 2 a 2, no estádio Metropolitano, na cidade venezuelana de Mérida.

Apesar do ponto obtido fora de casa, a Argentina perdeu a liderança conquistada na rodada passada após a vitória sobre o Uruguai. Os argentinos, agora com 15 pontos, foram ultrapassados justamente pelos uruguaios, que golearam o Paraguai por 4 a 0, em Montevidéu, e subiram para 16. A Venezuela, que antes só havia empatado com o Peru e perdido as outras seis partidas, conquistou seu segundo ponto.

Juanpi, aos 36 minutos do 1º tempo, e Martínez, no começo do 2º, fizeram para a Venezuela. Lucas Pratto, do Atlético-MG, e Otamendi, empataram para os argentinos.

Em Montevidéu, a boa fase do Paraguai não resistiu à superioridade técnica do Uruguai, que goleou por 4 a 0, no estádio Centenário. Embalado por ótimas atuações de Luis Suárez e Cavani, o time do técnico Óscar Tabárez atropelou o adversário ao fazer 4 a 0.

Apesar do embalo do Paraguai, a maior qualidade técnica do Uruguai ficou escancarada desde o início. Aos 17 minutos, Suárez levou a melhor sobre o zagueiro pela direita e cruzou rasteiro para Cavani abrir o placar. Aos 42, Ramírez cruzou, Cristian Rodríguez se antecipou a Barreto e fez 2 a 0.

Os uruguaios ampliaram na etapa final. Suárez caiu pelo lado esquerdo e foi derrubado na área. O próprio atacante do Barcelona cobrou o pênalti com categoria para balançar a rede. Suárez cruzou para Cavani fazer o quarto.

Em Santiago, o Chile, atual campeão da Copa América e da Copa América Centenário, decepcionou de novo ao empatar sem gols com a Bolívia. O resultado manteve os chilenos fora da zona de classificação para o Mundial da Rússia, com 11 pontos. A Bolívia vem uma posição atrás, mas tem somente sete pontos e não deve brigar por um lugar na Copa de 2018.

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