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Diário da Região

26/01/2016 - 00h00min

Riopretão

Rio Preto apaga dinastia Dalla Pria da sua galeria

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Johnny Torres Papéis pretos foram colocados nos lugares das fotos de Wayta e Vergílio Dalla Pria
Papéis pretos foram colocados nos lugares das fotos de Wayta e Vergílio Dalla Pria

Expulsos do quadro associativo do Rio Preto junto dos demais integrantes de sua família, os ex-presidentes Vergílio Dalla Pria Netto e Wayta Menezes Dalla Pria tiveram suas fotos na galeria dos ex-presidentes, exposta na sede do clube, cobertas por uma tarja preta. Além disso, todas as placas de homenagem que continham seus nomes foram arrancadas do estádio Anísio Haddad e do conjunto poliesportivo do clube. A ação foi uma penalidade do Conselho Deliberativo do Jacaré, em razão do resultado da sindicância interna feita pela diretoria atual no ano passado e divulgada em outubro. 

“Não quero fazer comentários da atual administração. O que eu e a Wayta fizemos pelo clube está registrado nos anais dos jornais e na imprensa local. Quando assumi, o Rio Preto não tinha um palmo de patrimônio”, disse Dalla Pria, que alega não ter sido procurado para acompanhar a sindicância e se defender das acusações de possíveis irregularidades administrativas em sua gestão. Ele presidiu o clube de 1982 a 1988 e de 1993 a 2014.

Wayta criticou a condução dos opositores à família Dalla Pria e comparou a atitude a um “tribunal do júri do crime organizado”. “Não tem como ter diálogo com essas pessoas, e tudo que está sendo feito será motivo de ações. O legado que deixo é meu nome, tenho sete filhos, 11 netos e não quero que isso seja jogado na lama por pessoas que só querem denegrir a minha imagem”, afirmou a ex-presidente.

 

Papéis preto no lugar das fotos Dalla Pria - 26012016 As explicações da atual diretoria

“Eles são personas não gratas no clube. Fico chateado porque ficaram 32 anos e podiam ter feito o que está sendo feito agora”, comentou o presidente do Conselho Deliberativo, Itamar Rubens Malvezzi, que por quase metade desse período foi aliado político de Dalla Pria na agremiação. É Malvezzi quem assina a portaria com a investigação feita pela comissão de sindicância, que levou irregularidades durante os 32 anos da gestão de Dalla Pria e de Wayta. 

Ela administrou o Jacaré entre 1988 e 1992. “Considerando todo o exposto ficam portanto todas as homenagens e referências ao ex-presidente, tornadas sem efeito e fotos na galeria de ex-presidentes retiradas, pois comprovado já que o sócio e ex-presidente Vergílio Dalla Pria Netto desonrou as tradições do clube, e traiu toda a coletividade rio-pretense”, diz o trecho final do relatório. Wayta considera a atitude uma afronta à história construída por sua gestão e a do marido. “Fizemos o trabalho do Iboruna, um projeto para criar a independência financeira do clube. 

O poliesportivo fui eu quem fiz. É um passado que alguns valorizam e alguns querem massacrar para se sobressair. Isso vamos decidir na justiça, é insensato”, emendou Wayta. A galeria de ex-dirigentes do Jacaré foi colocada na sede ano passado, ampliando o trabalho de reprodução feito pelo Diário da Região em 2009, no caderno especial de 90 anos do clube. “Chega a ser hilário. A galeria foi uma iniciativa minha. Buscamos fotos, uma foto teve até que ser restaurada por um artista. Inauguramos com todos os seus familiares”, disse Wayta.

A galeria original, porém, nunca foi exposta na sede atual e está guardada em uma caixa nas dependências do estádio. “Era para ser retirada a foto também, mas optamos pela tarja para não dizer que varremos sujeira para debaixo do tapete. Foi um período obscuro na vida do clube, de gestão temerária, o qual viramos a página”, disse o conselheiro José Eduardo Rodrigues, que integrou a comissão de sindicância junto com Shirtes Pereira e Sidney Oliva. O clube move três processos criminais contra Dalla Pria, por falsidade ideológica, apropriação indébita de bens e estelionato.

 

Vergilio Dalla Pria Netto e Wayta Menezes Dalla Pria - 26012016 Vergílio Dalla Pria Netto e Wayta Menezes Dalla Pria, que atuaram como mandatários do Rio Preto entre 1982 e 2014, são acusados pela atual diretoria de ter cometido irregularidades administrativas

Tardia, Justiça dá ganho de causa a Dalla Pria

A Assembleia Geral Extraordinária que afastou Vergílio Dalla Pria Netto da presidência do Rio Preto, em 27 de outubro de 2014, foi considerada ilegal e cancelada pelo juiz Paulo Marcos Vieira. A atual administração do Jacaré recorreu e o caso será julgado nos próximos dias pelo Tribunal de Justiça (segunda instância). Neste período, porém, além de vencer o mandato do cartola, o Conselho Deliberativo empossou interinamente Fábio Renato Amaro da Silva, depois refez seu estatuto e elegeu Suélio Ribeiro como presidente, com gestão válida até o final de 2017.

Pelo despacho de Vieira, competia a uma Assembleia Geral discutir o afastamento de Dalla Pria e a apuração de irregularidades contra o cartola, que foi acusado de contrair empréstimos fictícios de R$ 1,1 milhão junto à ex-secretária Sueli Longo de Morais e o marido dela, Antônio Caparroz. A própria sentença, porém, diz que a pretensão de manter Dalla Pria no cargo se perdeu pela Assembleia Geral Ordinária, que elegeu novo mandatário para o Rio Preto. “Eu disse que sairia no final do meu mandato, tudo isso só foi feito para que eu não interferisse no processo eleitoral”, disse Dalla Pria.

Na inicial do processo, de Dalla Pria contra o presidente do conselho, Itamar Rubens Malvezzi, o ex-cartola alega ainda que a convocação para a Assembleia foi feita de forma irregular. A Assembleia ocorreu na calçada em frente à sede do Rio Preto, com a presença de apenas sete dos 40 conselheiros. José Eduardo Rodrigues, coordenador jurídico da atual diretoria e líder no movimento contra Dalla Pria, afirma que a decisão não tem nenhum significado prático à política do clube. “Isso não tem efeito nenhum, é simplesmente um equívoco da Justiça quanto ao estatuto do clube.

Alega que teria de ser uma Assembleia Geral Ordinária, e não Extraordinária”, disse Rodrigues. Apesar da decisão, hoje Dalla Pria não teria mais condições de voltar a frequentar o clube, uma vez que ele foi excluído da agremiação junto com a esposa e outros familiares. “Nada volta atrás, ele já responde a processos e pela lei de responsabilidade tenho certeza de que será banido do futebol. Nós seremos implacáveis com essas pessoas que usaram o clube para satisfazer objetivos pessoais”, finalizou Rodrigues. 

 

 

 

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