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Diário da Região

07/09/2016 - 00h00min

RIO 2016

Conheça os atletas da região que estarão nos Jogos Paralímpicos

RIO 2016

NULL O armador Paulo César dos Santos, o Jatobá do CAD é um do que integra a equipe de basquete sobre roda no paralímpico do Rio de Janeiro
O armador Paulo César dos Santos, o Jatobá do CAD é um do que integra a equipe de basquete sobre roda no paralímpico do Rio de Janeiro

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 começam nesta quarta-feira, dia 7 de setembro, e Rio Preto e região estarão representadas nas quadras e nas pistas com a missão de fazer bonito e ajudar o Brasil a superar sua metas na competição. Em Londres 2012, o País ficou em sétimo lugar ao ganhar 21 medalhas de ouro. Fez a sua melhor participação na história e agora o objetivo é terminar entres os cinco melhores do paradesporto mundial. “Está sendo demais. É minha terceira Paralimpíada, mas a sensação é bem mais emocionante por ser no Brasil. A gente recebe uma energia muito bacana”, disse Paulo César dos Santos, o Jatobá, que compõe a Seleção Brasileira de basquete sobre cadeiras de rodas.

Aliás, o basquete rio-pretense emplacou quatro representantes no Rio. Além do armador Jatobá, o Clube Amigos dos Deficientes (CAD/Vetnil/Smel) teve o ala/pivô Erick Epaminondas convocado. O basquete masculino vai fazer sua estreia nesta quinta-feira, dia 8, contra os Estados Unidos, às 15h15. “Nossa equipe é qualificada. Fizemos três amistosos contra a Austrália, atual campeã mundial, e vencemos dois. Contra o Canadá, último campeão paralímpico, em quatro confrontos, ganhamos três”, informou. “Mas agora é competição e a meta inicial é ficarmos entre os oito primeiros colocados na primeira fase. Depois é mata-mata e se vencermos dois jogos já se teremos garantido uma medalha”, emendou Jatobá.

A seleção feminina do Brasil também começa sua caminhada na quinta-feira, contra a Argentina, às 12h15, com duas atletas da Associação Desportiva Riopretense (ADR/Smel), a ala Rosália Ramos e a armadora Ana Aurélia. O treinador da ADR, o italiano Matteo Feriani, está na comissão técnica do time masculino, como auxiliar.

Nas pistas, um rio-pretense nato é esperança de medalhas para o Brasil. Claudiney Batista dos Santos, amputado total da perna esquerda, entra como um dos favoritos ao pódio nas provas do lançamento do disco classe F54/55/56 e do dardo F56/57. Em Londres 2012, ele ficou com a prata na classe F57/F58. No Rio, Batista está acompanhado de seu treinador Flávio Santos.

Jerusa Geber Santos, matogrossense que é matriculada no CAD, mas mora e treina em Presidente Prudente, corre as provas de velocidade, sendo a primeira delas os 100 metros rasos T11 (deficiente visual). A primeira fase será nesta quinta-feira e a final na sexta, às 18h52. Ela ainda correrá os 200m T11 e o revezamento 4 x 100m T11-13.

paralímpicos rio preto 07092016 Clique na imagem para ampliar

Guia de campeã é de Jales

Rafael Lazarini, 29 anos, é de Jales, mas foi em Rio Preto que ele deu início ao seu sonho de ser atleta olímpico, em 2010, como competidor da Associação Riopretense Pró-Atletismo (Arpa), mas as circunstâncias do esporte o fizeram mudar um pouco o foco. Depois de se transferir para o Clube BM&F/Bovespa em 2013, treinava em São Caetano do Sul, junto da seleção paralímpica e resolveu se tornar atleta guia. 

No Rio de Janeiro, ele tem a missão de conduzir a multicampeã Terezinha Guilhermina, dona de seis medalhas paralímpicas, sendo três ouros, dois deles em Londres 2012, nas provas dos 100 e 200 metros T11 (deficiente visual). “Está sendo um sonho realizado, ainda mais com os jogos no Brasil. É importante e gratificante estar guiando a Terezinha”, disse Lazarini. “Estavam precisando de guias, me dispus a fazer o teste, eles gostaram, me dediquei muito e estou feliz pelo caminho certo tomado.”

Na pista de atletismo do bairro Eldorado, em Rio Preto, Lazarini foi treinado pelo técnico Aristides Junqueira. “Foi importante ter esse tempo em Rio Preto, onde comecei no atletismo profissionalmente. Aprendi muito com o Aristides e hoje usufruo do aprendizado. Tenho vontade de voltar a morar em Rio Preto um dia”, disse o atleta-guia, que também receberá medalha em caso de novo sucesso de Terezinha. “Não é só sair correndo, a gente está o tempo todo junto, corrigindo a parte técnica, e aprendi muito com o olhar técnico do Aristides.”

Rafael Lazarini está com Terezinha em várias peças publicitárias vinculadas aos Jogos Paralímpicos. “Eu tenho trabalhado bastante, em especial com o Rafael, que vai me guiar nas provas mais velozes. A nossa sintonia e sincronia estão muito próximas da perfeição para que o resultado seja realmente atingido”, disse Terezinha. “Meu trabalho é ser os olhos dela. Ela é quem tem que aparecer, ela que é dona de todos esses recordes, todos esses títulos. Eu só tenho que favorecê-la nas pistas, para ela atingir a melhor performance.”

paralimpíada 07092016 Atletas brasileiros formaram um coração ontem

Cerimônia de abertura promove inclusão

Agência Estado

Embora disponham de orçamento bem mais enxuto, os criadores da abertura da Paralimpíada do Rio-2016, a partir das 18h15 desta quarta-feira no Maracanã, prometem um espetáculo tão impactante quanto as cerimônias que iniciaram e encerraram a Olimpíada. Fugindo dos clichês associados aos atletas paralímpicos - de que são heróis, exemplos de superação -, a equipe criativa, encabeçada pelo artista plástico Vik Muniz, pelo escritor Marcelo Rubens Paiva e pelo designer Fred Gelli, tratará a questão da deficiência física com naturalidade, leveza e humor, desconstruindo preconceitos, promovendo a inclusão.

Dois slogans darão o tom da festa: “Everybody has a heart” (frase de duplo sentido, “todo mundo tem um coração” e “todo corpo tem um coração”) e “The heart has no limits” (“o coração não tem limites”). A relação homem-máquina será um dos temas.

Biamputada, a medalhista paralímpica de snowboard norte-americana Amy Purdy prepara uma apresentação de deixar o público pasmado. Famosa por atuar no programa “Dancing with the stars”, uma das maiores audiências da TV dos Estados Unidos, ela dançará alguns minutos usando uma perna mecânica e com um “parceiro surpresa”. Serão 2 mil voluntários e 70 dançarinos profissionais na festa. As quatro cerimônias, de abertura e encerramento da Olimpíada e Paralimpíada, custaram R$ 250 milhões.

A festa terá duração estimada em 2h45. O desfile dos 4,3 mil atletas, de 159 países, durará um pouco mais do que a da Olimpíada, por causa de dificuldades de locomoção.

Reprise do sucesso

Depois de um período de incertezas, os Jogos Paralímpico começam tentando reprisar a Olimpíada, que ficou marcada por disputas memoráveis e quebras de recordes dentro das pistas, quadras e piscinas e por alguns improvisos fora dela. Em 11 dias serão disputadas 23 modalidades e um total de 528 provas distribuirão medalhas. Destas, 225 são femininas, 265 masculinas e 38 mistas. Ao todo, serão 4,3 mil atletas de 159 países em ação. O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) também terá uma delegação, formada por atletas independentes e refugiados.

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