X
X

Diário da Região

22/11/2015 - 00h00min

Impasse no Paulistão

Clubes promovidos reclamam da exigência da federação

Impasse no Paulistão

Guilherme Baffi Mirassol espera resolução até terça-feira, segundo Ermenegildo
Mirassol espera resolução até terça-feira, segundo Ermenegildo

O Mirassol espera que a federação defina o seu futuro no começo desta semana. A entidade que rege o futebol estadual deve se pronunciar entre segunda e terça-feira, segundo o presidente mirassolense, Edson Antonio Ermenegildo, sobre quem assume uma vaga que está em aberto no Paulistão de 2016. O Água Santa, que conquistou o acesso neste ano, ainda não conseguiu provar que o seu estádio, em reforma em Diadema para ter a capacidade ampliada para 10 mil pessoas - exigência da FPF para o Paulistão -, fique pronto até a estreia, dia 30 de janeiro.

“A federação tem até o próximo dia 30 para divulgar a tabela da competição”, afirmou Ermenegildo, amparado no Estatuto do Torcedor - a tabela deve ser divulgada 60 dias antes de a competição começar. O estádio do Mirassol, o José Maria de Campos Maia, com capacidade para 15 mil torcedores, se enquadra na exigência da FPF tanto para o A-1 quanto para o A-2, onde a capacidade caiu de dez mil para oito mil.

 

Paulo Sirqueira, presidente do Água Santa - 22112015 Paulo Sirqueira, presidente do Água Santa

As exigências da FPF têm deixado alguns clubes, principalmente o Água Santa, descontentes. O Paulistão de 2015 teve média de 7.605 torcedores pagantes por jogo. Graças aos quatro principais clubes. Senão, a média cairia para pouco mais de 3,5 mil e isso contando os jogos dos pequenos contra os grandes.

O clube de Diadema corre contra o relógio para adequar a arena à capacidade determinada e, assim, poder jogar na elite pela primeira vez. Esperança que o Atibaia não tem mais no A-2. Precisaria ter um estádio para oito mil pessoas e, como o seu só comporta três mil, não poderá usufruir da vaga conquistada em campo.

Os clubes envolvidos lamentam. Mas tomam atitudes diferentes. O Água Santa, que enfrenta as consequências de um desabamento de parte das arquibancadas que pode atrasar de maneira fatal a reforma que está sendo feita no estádio do distrito de Inamar para deixá-lo apto para 10 mil pessoas, prefere não reclamar. “Sabemos que a primeira divisão é um campeonato diferente de tudo que já vimos até agora”, diz o presidente Paulo Sirqueira.

 

Leonardo Silvério, do Atibaia - 22112015 O Atibaia, de Leonardo Silvério, seguirá no A-3

O Atibaia, condenado a permanecer na Série A3, pois o estádio da cidade comporta apenas três mil pessoas e a prefeitura não se dispôs a ampliá-lo, é um pouco mais incisivo. “A federação exige oito mil para um estádio de A-2, sendo que nunca iremos colocar isso no estádio. Nossa média de público é de 250 pessoas e, se aumentar a capacidade do estádio, vai ter um elefante branco. Que time coloca oito mil pessoas no estádio?”, reclamou o diretor esportivo, Leonardo Silvério.

Até quem não enfrenta esse problema, como outro caçula do Paulistão, o Novorizontino, considera 10 mil um exagero. “Eu acredito que isso (o limite mínimo) poderia ser diminuído”, disse o presidente Genival Rocha Santos. “Seria até mais prudente. É preferível você ter um estádio com capacidade menor que fique cheio do que um para dez mil que receba dois mil.” O clube de Novo Horizonte joga no estádio Jorge Ismael de Biasi, cedido pela família Biasi, que tem capacidade para 13 mil pessoas.

Os presidentes, de maneira geral, lembram que quando um pequeno enfrenta um grande no Paulistão, muitas vezes o jogo é transferido para um palco maior. “Se chega numa A-1 e vai enfrentar o Corinthians, aí vai jogar em estádio com melhores condições”, ponderou Silvério, do Atibaia.

Defesa

A federação defende a medida. “Exagerada? Era mais exagerada ainda, a exigência era de 15 mil e de 10 mil para o A-2. Nós baixamos”, disse o coronel Marcos Marinho, diretor de prevenção e segurança da FPF. “A gente visa à qualidade, o conforto e a segurança do torcedor. O clube tem de investir nisso.” Ele garante que Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos vão jogar em estádios para pouco mais de 10 mil pessoas, se eles estiverem aptos para receber a partida. Detalhe: neste ano nem o campeão Santos (9.752) alcançou, em média, a capacidade mínima exigida. Apenas Corinthians (29.235), Palmeiras (28.913) e São Paulo (10.185) tiveram média superior a 10 mil pessoas.

 

 

 

>> Acesse aqui o Diário da Região Digital

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso