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Diário da Região

21/10/2016 - 00h00min

Sem controle

Auxílio-atleta patrocina exército de fantasmas

Sem controle

Jonnhy Torres Edson Borges da Silva, o Nelsinho (de vermelho), recebe R$ 1,1 mil por mês como técnico do time amador do Mesclado, e Rogério Martins (de amarelo), cabo eleitoral de Fábio Marcondes, ganha R$ 1,3 mil mensais como dirigente da mesma equipe
Edson Borges da Silva, o Nelsinho (de vermelho), recebe R$ 1,1 mil por mês como técnico do time amador do Mesclado, e Rogério Martins (de amarelo), cabo eleitoral de Fábio Marcondes, ganha R$ 1,3 mil mensais como dirigente da mesma equipe

Auxílio-atleta, mas pode ser chamado também de uma ferramenta para barganha de votos, meio de bancar cabos eleitorais sem tirar dinheiro do próprio bolso, ou ainda meio de vida para pessoas próximas da alta cúpula da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel) e de alguns vereadores de Rio Preto. A conta sobra para o contribuinte. Entre janeiro e setembro deste ano, o benefício para técnicos e atletas amadores consumiu R$ 7 milhões dos cofres públicos. A média de gasto mensal, em pleno ano de campanha eleitoral, saltou de R$ 510 mil, em 2013, para R$ 775 mil entre janeiro e setembro de 2016.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, o Diário teve acesso a duas listas enviadas pela Smel com valores, modalidades e nomes contemplados pelo benefício desde janeiro de 2015. Os documentos, no entanto, apresentam nomes duplicados e números de beneficiados distorcidos no mesmo mês, nas diferentes listas. Alguns com pequena mudança na grafia como Fábio Selman Simões, do karatê e que recebe R$ 1 mil por mês, e Fábio Selmon Simões, também do karatê e com R$ 420, no mesmo período.

Outro indício de manipulação na lista entregue ao Diário é a ausência de Rogério Martins, cabo eleitoral do vereador e atual presidente da Câmara, Fábio Marcondes. Após ter sido flagrado danificando carro com propaganda de um rival de Marcondes, Martins também foi acusado de usufruir do benefício. Ele recebe R$ 1,3 mil mensais pelo futebol e é dirigente do Mesclado, time de futebol amador da cidade. O técnico do Mesclado, Edson Borges da Costa, conhecido como Nelsinho, também recebe auxílio de R$ 1,1 mil.

Segundo o secretário de Esportes, Fernando Reis Alves, o gasto público com o dirigente e o técnico da várzea estão amparados por lei. “Os nomes citados desenvolvem trabalhos distintos dentro da comissão técnica do time do Mesclado, sendo que ambos se enquadram nas exigências da lei do auxílio-atleta”, defende Alves. “A lei beneficia atletas profissionais e amadores. Muitos times da várzea não sobreviveriam sem a ajuda da Prefeitura. Atletas como Luan (hoje no Grêmio) e Branquinho (ex-Atlético-PR) não teriam sido revelados se não existisse a várzea da cidade”, acrescenta o secretário. Porém, nem todas as equipes amadoras ganham o benefício.

Criada em 1993, a lei do auxílio-atleta amador se estende também a técnicos. Ela sofreu duas modificações em 1997 e em 2002 (veja arte na página 7). Desde o texto de 1993, determina que o beneficiado passe por uma comissão e seja julgado mediante o índice técnico, o renome e o alto desempenho esportivo, o que na prática, não acontece. O vereador Marco Rillo, após requerimento encaminhado ao prefeito Valdomiro Lopes, recebeu a lista com nomes e valores desde o ano passado. Rillo promete investigar o assunto e mostrou-se incomodado com o gasto da Smel com o time de futebol amador. “É preciso auxílio-atleta para formar no esporte crianças e jovens. Não para marmanjos.

 

Arte - Auxílio Atleta 01 - 21102016 clique na imagem para ampliar

E tem muito candidato de beira de campo dando auxílio para marmanjo”, disse na sessão da Câmara de terça-feira. Nas redes sociais, páginas de beneficiados são dedicadas a campanhas políticas, elogios e agradecimentos aos vereadores Francisco Júnior, Fábio Marcondes e até mesmo Marinho das Bombas, secretário de Esportes entre 2009 e 2012, que foi alvo de investigação do Ministério Público pela distribuição aleatória de auxílio. O caso foi arquivado. O Diário apurou alguns casos divergentes nas listas que apontaram 4.551 benefícios liberados em 2015, e 4.134 só de janeiro a julho deste ano. 

Aliás, o primeiro ponto de discordância vem nos números de janeiro deste ano: são 163 beneficiados na primeira lista e 359 nomes incluídos após o segundo pedido. As duas listas são oficiais e foram enviadas pela Smel. Luciana Costa Caparroz da Silva trabalha no setor administrativo de uma rede de supermercados, mas recebeu R$ 1.460,00 em janeiro deste ano pela primeira lista. Na segunda, não. Inscrito como mesa-tenista, o ex-árbitro de futebol Thiago Silva Egídio embolsa R$ 2 mil por mês, mas não compete há pelo menos uma década e também não ensina a modalidade para novatos.

Incluído na listagem como jogador de futsal, o comerciante Giancarlo Diniz Correa Ceraldi, dono de uma adega, ganha R$ 1,5 mil mensais, mas não se lembra sequer que competição disputou e muito menos a cidade onde esteve hospedado. “Sempre confundo os Abertos e os Regionais”, diz Ceraldi. “Eu recebo porque jogo sim pela cidade no time do Minhoca (Ewerton Carlos da Silva, que está na lista como iniciação esportiva e levou até R$ 2.270,00 num único mês)”, falou Giancarlo.

Bruna Carolyne Fernandes nunca foi vista no futebol feminino do Rio Preto/Smel, entretanto, embolsa R$ 1,5 mil por mês como jogadora da modalidade. O secretário Fernando Reis Alves contraria a lista e diz que ela é “atleta de futsal feminino e atualmente disputa campeonato promovido pela Liga Riopretense”. Ainda no futebol, Aluizio Fernando Chagas trabalha em uma empresa de alimentos que mantém uma equipe na várzea. Ele recebeu cerca de R$ 15 mil em 2015 e mais R$ 9,6 mil neste ano. Segundo ele, por já ter defendido Rio Preto nos Regionais, mas não atuou neste ano.

O que esses nomes têm em comum? São bem relacionados com o alto escalão da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel). Alguns trabalharam como cabos eleitorais na eleição de outubro. O mais conhecido é Rogério Guilherme Martins, inscrito no futebol e que recebe R$ 1,3 mil. Martins está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) por compra de votos a favor de Fábio Marcondes. Francisco Júnior, ex-secretário de Esportes, também abusou do benefício para aumentar sua popularidade. 

Pagou auxílio de R$ 1,1 mil para o seu cabo eleitoral Bruno Henrique Moura, como atleta de capoeira. O Diário apurou que ele é capoeirista, mas não defende Rio Preto. Com a verba do auxílio-atleta, Júnior turbinou o seu projeto Mundo Novo, contratando e pagando professores, além de abrir novas unidades, como a do Maquininha. O bairro, aliás, foi um dos seus redutos eleitorais. Dos 6,6 mil votos que ele teve na eleição de outubro, 3,6 mil e outros 1,6 mil foram das zonas eleitorais 267 e 268, respectivamente. São urnas de bairros da zona norte e dos arredores do São Deocleciano.

 

Luciana Caparroz da Silva - 21102016 Luciana Caparroz da Silva levou R$ 1.460 em janeiro

Funcionária de mercado ganha no vôlei

A lista dos beneficiados é extensa e o controle é falho. O fato de “ajudar” alguns e deixar outros de fora gera ciúmes e denúncias de que a bolsa é paga indevidamente. Um dos casos apurados pela reportagem mostra Luciana Costa Caparroz da Silva, que trabalha no setor administrativo de uma rede de supermercados. O único vínculo esportivo dela é ser mulher de um ex-jogador profissional, que hoje atua na várzea rio-pretense. Seu nome consta na lista de janeiro deste ano, como atleta de vôlei. “Desenvolvo a atividade no Natalone, não no... (pausa), sempre estou lá treinando, pratico atividades”, disse.

Ao ser questionada se participava de competições, defendia Rio Preto em algum campeonato, ela respondeu rapidamente de forma evasiva e depois ficou em silêncio até desligar o telefone. “Tô sempre treinando só, defender, não.” A reportagem ligou outras três vezes na sequência, mas ela não atendeu. Em resposta, o secretário de esportes, Fernando Reis Alves, disse que ela é “atleta de voleibol master. Realiza seus treinamentos com o treinador Roberto”, afirmou em nota.

Brecha na lei fez promotor arquivar investigação

Quatro anos depois de ser investigada pelo Ministério Público, a lista do auxílio-atleta voltou a levantar suspeitas em Rio Preto. Em 2012, o vereador Marco Rillo (PT) fez denúncia com base no aumento de beneficiados e, consequentemente, de gastos. O petista apontou que, na gestão do então secretário Marinho da Casa das Bombas, em maio de 2012, mil pessoas recebiam o auxílio. Um ano antes, o número era de 791 beneficiados.Esse aumento em 2012, assim como ocorreu em 2016, ano de eleição municipal, chamou atenção.

Em outubro de 2012, reportagem do Diário havia revelado, com exclusividade, que “atletas fantasmas”, vereador e até padre apareciam na lista de beneficiados do auxílio-atleta. Mesmo assim, o promotor de Justiça Cláudio Santos de Moraes arquivou inquérito, em janeiro de 2014. Na época, o promotor afirmou que “admitia o exagero das contratações de beneficiados, mas o procedimento administrativo questionado encontrava amparo nas regras e limites estabelecidos nas leis municipais 5.425/93, 6.909/97 e 8.813/02, que regulamentam a distribuição do auxílio-atleta”. 

 

Thiago Silva Egídio - 21102016 Thiago Silva Egídio embolsou de auxílio R$ 12 mil neste ano

Ex-árbitro diz que dá aula de tênis de mesa em Schmitt

Thiago Silva Egídio é outro caso de recebimento que levanta suspeitas, uma vez que está inscrito na modalidade tênis de mesa, mas não integra a modalidade. De janeiro a setembro de 2015 recebeu repasse mensal de R$ 1.530,00. Na atual temporada, R$ 2 mil mês. O Diário teve acesso ao recebimento dele até o mês de junho, ou seja, embolsou mais R$ 12 mil em 2016. Procurado pela reportagem, Egídio, que até 2013 era árbitro da Federação Paulista de Futebol, afirmou que desenvolve a iniciação do tênis de mesa em Engenheiro Schmitt.

“Sou educador físico, faço esse trabalho em Schmitt, só no período noturno, é uma escolinha”, disse. Porém, quem dá aulas do esporte no local citado por ele é o coordenador da modalidade, Walmir Costa, responsável pelas equipes que representam a cidade nos Jogos da Juventude, Regionais e Abertos do Interior. “Conheço o Thiago da época em que ele jogava no Palestra, mas faz muito tempo que não o vejo”, disse Costa, que por sua vez recebe auxílio de R$ 1.123,59. O tênis de mesa é desenvolvido no antigo salão de festas do Asilo de Schmitt, de terça e quinta-feira, das 19h40 às 22h30, na sexta das 18h30 às 20 horas, e aos sábados das 16 horas às 18h30. O local também abriga aulas de judô e taekwondo.

O coordenador de esportes competitivos da Smel, Paulo Estevão, tentou justificar o trabalho de Egídio, seu amigo de arbitragem, dando outra versão. “Ele estava passando meio apertado e coloquei na Copa São Paulo para ajudar pela prefeitura, funções de guia, estava como professor e foi desligado em junho”, disse Estevão. “Ele ia jogar tênis de mesa por Rio Preto, mas arrumou um serviço que não o liberou. Trabalhou um tempo na Apae recebendo pela secretaria, mas a Apae contratou ele registrado, aí largou a secretaria. É um amigo meu e tentei ajudar ele da melhor maneira possível.”

 

Arte - Auxílio Atleta 02 - 21102016 clique na imagem para ampliar

Comissão inoperante deixa a farra completa

A lei do auxílio-atleta tem como principal regulador uma Comissão Especial para definir quem merece ou não o benefício, de acordo com currículo, índice e alto desempenho. Sua composição atual tem Mauro Olivier, presidente da Liga Riopretense de Futsal (LRFS); Marcelo Figueira, assessor do vereador Paulo Pauléra; Rosicler Pires e Matheus Salettes Leal, ambos trabalham na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel); e o radialista Edno de Freiras Rodrigues como representante da imprensa.

Com o início das apurações de irregularidades de benefícios pela reportagem do Diário, eles foram chamados para assinar documentos. “Estive lá, mandaram assinar umas folhas. Mas não julgo nada, só assino. Até pedi para tirarem meu nome da comissão porque estou desde a época do Marinho (ex-secretário José Carlos Marinho), não ganho nada para isso”, afirmou Edno de Freitas. “É muita coisa, a gente nem sabe o que é”, acrescentou. Funcionário de carreira na Smel, com 16 anos de trabalho na pasta, Paulo Estevão, hoje comissionado como coordenador de esportes e de competições, confessa que a comissão não tem força e que a indicação e solicitação de bolsas vem de todos os lados.

“Secretários, vereadores, munícipes, muita gente me procura”, afirmou. “Se for pagar para todo mundo que compete, não consegue. Está passando da hora de reformular isso”, emendou Estevão. “Existe a comissão, mas não tem como ela avaliar todos os atletas. Essa comissão não tem capacidade de negar alguma contratação”, destacou o coordenador. O auxílio, segundo Estevão, é dividido para três áreas - professores de iniciação esportiva, terceira idade, além de esportes de competição, a qual engloba equipes de alto rendimento em torneios federados e amadores.

 

Aluizio Fernando Chagas - 21102016 Aluizio, com uniforme de time patrocinado por Júnior, diz ter entregue o último relatório no ano passado

Sem relatório, mas com grana na conta

Aluizio Fernando Chagas jogou futebol profissionalmente pelo Rio Preto, depois foi atuar na várzea rio-pretense. Ele trabalha hoje em uma empresa do ramo alimentício e é uma das provas de que a última mudança na lei, em 2002 na gestão do então prefeito Edinho Araújo, abriu brechas. A substituição do Artigo 4º tirou a obrigatoriedade de os beneficiados apresentarem relatórios mensais de participação em competições. Essa obrigatoriedade havia sido incluída no texto de 1997. Chagas recebeu auxílio durante todo o ano passado e neste ano. 

Diz ter entregue o último relatório à Smel em 2015, referente aos Regionais. “Fiz quando eu joguei os Regionais, mas esse ano ainda não”, disse Aluizio. O vereador Francisco Júnior, ex-secretário, foi quem lhe deu o benefício, além disso é um dos patrocinadores da equipe da empresa onde trabalha, estampando seu nome no uniforme de jogos. “Quem concedeu foi o Júnior, porque joguei três Regionais representando Rio Preto, aí continuei no Projeto Mundo Novo. Eu ajudo lá, treino junto dos moleques lá no Maquininha”, afirmou Aluizio, que não foi aos Regionais de Araçatuba, nem aos Abertos de São Bernardo neste ano.

 

Fernando Alves e Francisco Júnior - 21102016 Atual secretário Fernando Alves (esq.) e o vereador Francisco Júnior (dir.) bancam o próprio projeto social com verbas do auxílio

Revisão só após gastança

O vereador reeleito Francisco Júnior, depois de elevar os gastos anuais com o auxílio-atleta de R$ 6 milhões para R$ 8 milhões enquanto foi secretário de Esportes, anunciou nesta quinta, 20, que fará audiência pública e quer ouvir a sociedade para propor mudanças na concessão dos benefícios, no próximo dia 27. Júnior foi o secretário de Esportes entre janeiro de 2014 e março deste ano. E, no último dia 2, foi reeleito para o segundo mandado de vereador.

Em 2013, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel) gastava, em média, R$ 510 mil por mês com o auxílio. Com Júnior no comando da pasta, a gastança saltou para R$ 775 mil nos últimos meses, véspera da campanha eleitoral. O vereador admite, agora, que a lei dá brechas para a farra com o dinheiro público. “Na secretaria, enfrentei muitas dificuldades”, diz Júnior. Por meio da assessoria de imprensa, Júnior alega que havia requerido a audiência desde o último dia 14.

No entanto, a audiência pública para o dia 27, na Câmara, só foi divulgada nesta quinta, após Júnior ter sido ser procurado pelo Diário no começo da semana. “É uma lei antiga que precisa ser readequada e dada transparência aos beneficiados”, diz Júnior. Questionado sobre o aumento de gastos com o auxílio em sua gestão, ele se esquivou e deixou a resposta para o atual secretário Fernando Alves Reis.

“Em 2014, houve aumento de contratação de professores para iniciação esportiva e aumento também no valor pago pelas horas/aulas aos professores que estavam defasados”, diz Reis. Júnior e Reis são sócios no projeto Mundo Novo. Professores do programa recebem auxílio-atleta. Enquanto vereador, Júnior abriu novas unidades do projeto, nos bairros São Deocleciano e Parque da Liberdade.

Veja lista completa dos beneficiados com auxílio-atleta entre janeiro de 2015 e julho deste ano:

CLIQUE AQUI PARA VER A LISTA 1

CLIQUE AQUI PARA VER A LISTA 2

 

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