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Diário da Região

03/03/2016 - 00h00min

NO VERMELHO

Vendas do comércio da região têm nova queda

NO VERMELHO

Guilherme Baffi Na tarde de quarta, 2, o calçadão de Rio Preto estava quase vazio
Na tarde de quarta, 2, o calçadão de Rio Preto estava quase vazio

Nem todos os setores do comércio tiveram um 2015 difícil. Para a empresária Anaísa Machado de Castro, proprietária da Versátil Home & Office, o ano que terminou foi o melhor. “Estamos no mercado há três anos e 2015 surpreendeu. Enquanto todos diziam que estavam passando por um momento difícil, nós víamos as vendas crescerem”, conta. A loja de Anaísa é do setor de móveis e decoração, segmento do comércio que entre janeiro e novembro de 2015 teve o melhor desempenho na região de Rio Preto, com alta de 3,2%, superando até as vendas de farmácias e supermercados, que fecharam o período com altas de 2,4% e 0,6%, respectivamente.

 

Arte - Comércio - 03032016 Clique na imagem para ampliar

“Pelo que percebi do mercado, os clientes não pararam suas construções. A maioria já estava com a obra encaminhada e deu continuidade. Houve, sim, uma mudança de comportamento. Antes, os clientes vinham e faziam o orçamento para uma casa inteira. Agora, eles fazem algumas partes, mas não deixam de comprar”, diz Anaísa. Segundo o economista Bruno Sbrogio, em 2015, o mercado ainda estava sobe o efeito do boom imobiliário de anos anteriores. “Além disso, os preços dos produtos caíram e o público de móveis e decoração faz parte de uma classe mais alta, com poder aquisitivo maior, que tem sentido menos a crise.”

Também contribuiu para o crescimento o fato de 2014 ter sido muito ruim, garante Orvásio Tancredi Júnior, coordenador da pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Rio Preto (Sincomercio). “É um resultado atípico, mas o ano passado foi um momento de recuperação. Basta analisar a comparação entre 2015 e 2014. As vendas de móveis e decoração tiveram alta de 13,4% em novembro de 2015 na comparação com o mesmo mês de 2014." Entretanto, esses números não significam boa notícia no geral. Os três segmentos apontados acima foram os únicos com desempenho positivo no acumulado do ano da pesquisa divulgada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Rio Preto (Sincomercio) com o desempenho do setor na região.

 

Arte - Opinião públicas - 03032016 Clique na imagem para ampliar

Entre janeiro e novembro de 2015, as vendas na região tiveram queda de 6,7% no total. Só em novembro, a redução foi de 3,7% na comparação com o mês anterior e de 9,7% na comparação com o mesmo período de 2014. “Os números estão de acordo com o que está acontecendo no País. As pessoas estão inseguras e fazendo contenção de despesas, com medo de perder seus empregos”, explica Ricardo Arroyo, presidente do Sincomercio, de Rio Preto. Dos nove segmentos analisados pela pesquisa, seis tiveram desempenhos piores que os de 2014. A maior queda de novembro foi das concessionárias de veículos, com redução de 25,2%, seguida por lojas de vestuário, tecidos e calçados (-17,2%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-16,6%).

“O que notamos é que as maiores quedas são de setores de produtos duráveis e de preços mais altos. Esses são os segmentos que mais sofrem em momentos de crise”, analisa Tancredi Júnior. Já na comparação com outubro, as vendas permaneceram sem grandes variações, mostrando a permanência do mercado difícil. As exceções são as lojas de autopeças e acessórios, cujas vendas caíram 13,9%, e as lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e de departamento, com alta de 11,6%. “Esse crescimento de eletrodomésticos, eletrônicos e de lojas de departamento foi influenciado pela Black Friday”, diz o coordenador da pesquisa.

 

Bruno Sbrogio - 03032016 O orçamento da população está corroído, afirma Bruno Sbrogio

Sem perspectiva de melhora

A situação crítica para o comércio deve se repetir em 2016. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Rio Preto (Sincomercio), Ricardo Arroyo, o ano começou devagar, sem mostrar reação alguma. “Mesmo com ofertas, descontos e promoções, não tivemos nenhum indicativo de melhora. Nossa expectativa agora recai sobre 2017”, diz. Para o economista Bruno Sbrogio, não há como fazer nenhuma previsão otimista para o setor em 2016. “Mesmo querendo ser otimista, o mercado nos mostra que não há como melhorar. 

O nível de desemprego está aumentando, a renda da população está cada vez menor e o consumo sofre impacto direto com isso. É um círculo. Quando a população não compra, as empresas não têm lucro. Se elas não têm lucro, elas demitem ou fecham. Com isso, temos mais gente sem renda, o que aumenta o número de pessoas sem gastar, e assim sucessivamente.” Além disso, a inflação em alta contribui para que o poder aquisitivo da população fique cada vez menor. “Os salários estão sendo corroídos”, diz Sbrogio.

 

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