Taxas futuras de juros fecham em forte alta em meio a estresse generalizadoÍcone de fechar Fechar
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Os juros futuros confirmaram no fechamento a forte alta determinada no começo do dia pela combinação de pressão vinda do exterior e piora do cenário doméstico. O avanço desta quinta-feira, 1º de dezembro, esteve em sintonia com os ganhos do dólar ante o real e dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. "O mercado abriu de olho no exterior ruim e ainda foi contaminado no político. Entrou hoje no radar a chance de o presidente Temer não terminar o governo. É pequena, mas existe", disse um operador. Segundo ele, os investidores estão atentos à mobilização da população. A atenção cresceu depois da tentativa, na quarta-feira, de colocação de urgência na votação do pacote anticorrupção no Senado, gerando reações, por exemplo, nas redes sociais. Agora, o foco está no julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode tornar Renan réu. O julgamento foi suspenso e deve ser retomado após um intervalo de 30 minutos. Tanto nos DIs quanto em Bolsa e câmbio há relatos de saída de investidores estrangeiros feitos por operadores. O nível de 312 pontos do contrato de swap default de crédito (CDS, na sigla em inglês) brasileiro de 5 anos alcançado esta tarde representa o maior nível desde o pós-Trump, de acordo com profissionais. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2021 - que melhor reflete a percepção de risco - apontava alta de 50 pontos base, de 11,76% no ajuste de quarta para 12,26% (máxima da sessão). A taxa do DI para janeiro de 2019 subiu de 11,57% para 11,91% e a do DI para janeiro de 2018, de 12,06% para 12,26%.