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Diário da Região

05/12/2016 - 09h16min

Brasília

Retração do PIB em 2016 passa de 3,49% para 3,43%, revela Focus

Brasília

O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 5, trouxe mudanças nas projeções da atividade econômica. Pelo documento divulgado nesta manhã, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,49% para queda de 3,43%. Esta estimativa interrompe uma sequência de oito semanas consecutivas em que as projeções para o PIB só pioraram. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,31%. Na última quarta-feira, 30, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB no terceiro trimestre recuou 0,8% ante o segundo trimestre e cedeu 2,9% ante o terceiro trimestre do ano passado. Foi a sétima queda consecutiva do PIB brasileiro. Em uma reação aos números, muitos economistas citaram a perspectiva de que a economia brasileira volte a crescer apenas a partir de 2017. No comunicado da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC destacaram que o conjunto de indicadores divulgados sugere "atividade econômica aquém do esperado no curto prazo". Para 2017, o Focus mostra que a percepção piorou. O mercado prevê para o País crescimento de 0,80% no próximo ano, abaixo do 0,98% projetado uma semana antes. Há um mês, a expectativa era de 1,20%. Em suas projeções, o BC por enquanto trabalha com retração de 3,3% para o PIB em 2016 e com alta de 1,3% para 2017. Já o Ministério da Fazenda, que projetava avanço de 1,6% para o próximo ano, divulgou uma nova estimativa há duas semanas, de 1%. No relatório Focus desta segunda, as projeções para a produção industrial também indicaram um cenário difícil. A queda prevista para este ano passou de 6,23% para retração de 6,50%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial foi de 1,21% para 1,05%. Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,00% para 2016 e alta de 1,11% para 2017. Na última sexta-feira, 2, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial em outubro caiu 1,1% ante setembro e desabou 7,3% em relação a outubro do ano passado. Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano passou de 45,40% para 45,20% no Focus. Há um mês, estava em 45,15%. Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram de 50,79% para 50,70% ante projeção apontada um mês atrás de 49,80%. Superávit comercial Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a balança comercial em 2016. A estimativa de superávit comercial este ano seguiu em US$ 47,00 bilhões ante US$ 47,77 bilhões de um mês antes. Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2016 ficará em US$ 49 bilhões. Para 2017, as projeções de superávit comercial do mercado financeiro subiram de US$ 44,07 bilhões para US$ 44,57 bilhões de uma semana para outra - mesmo valor de um mês antes. No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2016 passaram de déficit de US$ 19,00 bilhões para rombo de US$ 19,30 bilhões. Há um mês, o saldo negativo projetado estava em US$ 18,25 bilhões. Para 2017, o mercado manteve a estimativa de rombo nas contas externas de US$ 25,68 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 25,70 bilhões. Os dados mais recentes mostram que de janeiro a outubro deste ano o País acumulou um déficit na conta corrente de US$ 16,957 bilhões. Já a projeção do BC para o déficit em conta em 2016 é de US$ 18,0 bilhões. Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário neste e no próximo ano. A mediana das previsões para o IDP em 2016 permaneceu, no Focus, em US$ 65,00 bilhões de uma semana para a outra - mesmo patamar de um mês antes. No acumulado deste ano até outubro, o IDP somou US$ 54,905 bilhões e a previsão do BC é que a cifra chegue a US$ 70,00 bilhões até o fim de 2016. Para 2017, a perspectiva de volume de entradas de investimento direto, de acordo com o Focus, seguiu em US$ 70,00 bilhões. Quatro semanas atrás, estava em US$ 68,50 bilhões.

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