Diário da Região

01/05/2015 - 00h43min

Trabalho sob ataque

Mercado conturbado força trabalhador a pensar em alternativas de renda

Trabalho sob ataque

Hamilton Pavam Empresária Maysa Luchetti saiu do mercado formal e abriu seu próprio negócio no ano passado; em duas unidades, ela emprega 20 trabalhadores
Empresária Maysa Luchetti saiu do mercado formal e abriu seu próprio negócio no ano passado; em duas unidades, ela emprega 20 trabalhadores

Aumento no desemprego, possível regulamentação da terceirização, perda de benefícios trabalhistas. Esses são os principais temas em questão nesse 1º de maio de 2015, quando se comemora o Dia do Trabalho. Em Rio Preto, no primeiro trimestre, os números do emprego formal indicam níveis de empregabilidade baixíssimos. 

O saldo é positivo em apenas 197 vagas. Ao mesmo tempo, o projeto da terceirização da atividade fim da empresa está em votação na Câmara dos Deputados. O governo discute ainda mudanças nos benefícios trabalhistas, que incluem alterações nos prazos do seguro-desemprego e auxílios. Mas, ainda que o cenário econômico seja bastante negativo, é possível encontrar alternativas de renda se a carteira de trabalho não é mais sinônimo único de segurança ao trabalhador. 

Segundo especialistas, o caminho para o futuro do mercado de trabalho aponta para a figura do Microempreendedor Individual, para o investimento em negócio próprio e para a venda do próprio conhecimento como possibilidades de sobreviver à mudança do perfil do trabalho. Para Ana Carolina Verdi Braga, diretora da Cegente Educação Corporativa, de fato o mercado de trabalho passa por turbulências, com a extinção de diversos cargos na iniciativa privada. 

"Com a queda na receita, as empresas têm de rever custos e isso passa pelo quadro de funcionários", afirma. O que deu certo ânimo nesse sentido foi justamente o resultado positivo dos números do emprego em março, que encerrou um ciclo de meses de perdas de vagas. Justamente por esse cenário Ana Carolina entende que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não é o único caminho para a questão do emprego e renda. Ela vê como potenciais saídas a abertura de um negócio próprio, inclusive no formato de franquia - ainda que possa ficar mais caro - mas que tem a segurança como principal característica. 

Negócio próprio

A abertura de um negócio próprio também é vista pelo Sebrae como uma alternativa para quem está disponível no mercado de trabalho. Entretanto, segundo o gerente do escritório de Rio Preto, Marcos Amâncio, é fundamental fazer um planejamento antes de tomar essa decisão, para minimizar os riscos do novo empreendimento. "Uma coisa é certa, não dá para se aventurar pelo mundo empresarial sem de fato conhecer se a atividade escolhida pode ser considerada uma boa oportunidade de negócios", disse.

Capacitação

A especialista em recursos humanos defende ainda que o trabalhador não pare de estudar, que se mantenha em constante capacitação para enfrentar, mais preparado, uma possível busca por recolocação caso seja dispensado. Segundo Ana Carolina, é possível encontrar na própria internet uma série de cursos de capacitação e qualificação gratuitos que ajudam o trabalhador a se manter conectado com o que ocorre em seu meio. "Outra coisa é participar de eventos na sua área, o tal do networking. 

Não se trata de moda, mas de algo muito importa que pode ajudar na recolocação", afirma. A consultora de recursos humanos Ana Martinez, da Triarh, afirma ainda que a carteira assinada não é o único meio para se manter no mercado, embora muitas pessoas acreditem que carteira de trabalho gera segurança ao trabalhador. "O que gera segurança é você ser um bom profissional, íntegro, honesto e com capacidade de dar resultados para as empresas". 

Outro ponto fundamental é se manter atualizado para enfrentar esse cenário turbulento. Quando se fala em setores que podem ser prósperos tanto na geração de renda quando de emprego, o setor de serviços aparece com força, até pelo perfil local e desempenho que vem obtendo nacionalmente nos últimos anos. Tanto em março quanto no acumulado do ano este foi o setor que mais empregou em Rio Preto, gerando 842 vagas em três meses. "Neste momento está mais fácil encontrar oportunidades no setor agropecuário, comércio e prestação de serviços do que em indústria", afirma .

Para quem está fora do mercado, a orientação é foco. Segundo Ana Martinez, as pessoas têm buscado apenas salários maiores, esquecendo-se do que realmente querem e de solidificar a carreira que está em construção. "O lado ruim disso é que essas pessoas acabam não possuindo estabilidade nas empresas e uma grande dificuldade de recolocação. Portanto, quem está desempregado deve ter foco no que realmente quer e no que realmente gosta de fazer", sugere.

De funcionária a empresária

A empresária Maysa Luchetti saiu do mercado formal e abriu seu próprio negócio no ano passado justamente escolhendo o setor de serviços. Ela abriu a Grife da Unha Esmalteria Express e hoje já tem duas unidades, emprega 20 pessoas e já formata o negócio para entrar no mercado de franquias. Ela investiu cerca de R$ 100 mil nas duas empresas. 

Com experiência no mercado de vendas, ela sempre almejou ter o próprio negócio até para ter mais disponibilidade de horário. "O setor de serviços também é venda, mas não de produtos", afirma. Nesse caso, o que conta muito, segundo a empresária, é a qualidade do serviço e o atendimento prestado. "Não tenho do que reclamar do setor", afirma. 

 

 


 

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