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Diário da Região

01/12/2016 - 16h37min

São Paulo

Maioria das Bolsas da Europa fecha em baixa com proximidade de referendo

São Paulo

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quinta-feira, 1º de dezembro, com os investidores preocupados com o referendo que acontecerá na Itália no próximo domingo sobre uma reforma na Constituição, o que pode gerar incertezas políticas e refletir no sistema bancário do país. Por outro lado, as ações de petrolíferas ainda se beneficiaram com o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de cortar a produção e limitaram as perdas. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,45%, aos 6.752,93 pontos; Paris caiu 0,39%, aos 4.560,61 pontos; Frankfurt perdeu 1,00%, aos 10.534,05 pontos; Madri cedeu 0,22%, aos 8.669,20 pontos e Lisboa recuou 0,42%, aos 4.436,25 pontos. Por outro lado, a Bolsa de Milão subiu 0,99%, aos 17.098,33 pontos. A aproximação do referendo na Itália sobre uma reforma na Constituição tem deixado os investidores preocupados, uma vez que a vitória do "não" poderá levar o primeiro-ministro, Matteo Renzi, a renunciar, o que pode gerar incerteza política em uma economia já debilitada e causar implicações para o sistema bancário. Na quarta, o banco central italiano alertou que os três principais bancos do país poderão precisar de mais capital em 2018. Ainda assim, nesta quinta, o ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, disse que economia de seu país está "crescendo no ritmo mais rápido desde 2011 e empregos estão sendo criados". O Credit Suisse vê uma probabilidade de 25% de uma vitória do "sim", 50% da vitória do "não" apoiado pela maioria simples e 25% de um "não" apoiado pela maioria esmagadora. "Enquanto uma vitória do 'sim' não deve ser descartada, o cenário mais provável é que a população opte pelo 'Não', conforme as pesquisas de intenção de voto", apontou o banco. Para o Credit, a vitória do "não" iria frustrar a capacidade do atual governo para prosseguir com as reformas - e encorajaria o pedido da oposição para eleições antecipadas. Já a vitória do 'não' com menos de 60% ofereceria uma janela de oportunidade para um governo Renzi ou similar, apoiado pela mesma maioria no Parlamento. "De fato, mais de 40% do apoio ao 'sim' proporcionaria pelo menos ao primeiro-ministro uma maioria relativa em apoio a suas políticas", pontuou o banco. Ainda que as preocupações tenham se disseminado para outros setores, nesta quinta os bancos subiram, em um movimento de ajuste e notícias pontuais. Laudio De Vincenti, subsecretário do gabinete do primeiro-ministro da Itália, disse que a Banca Monte dei Paschi di Siena não precisará de nenhum auxílio estatal. "O Monte dei Paschi é um banco perfeitamente capaz de recapitalizar no mercado", diz Vicenti. "O aumento de capital do banco está progredindo e estamos muito, muito otimistas que será concluído muito bem", acrescentou. O papel da instituição avançou 3,7%, o que ajudou a impulsionar o índice italiano. Em Madri, o Banco Popular, que é amplamente considerado o elo mais fraco do setor bancário espanhol, anunciou nesta quinta-feira que o presidente Angel Ron será substituído depois que os acionistas se rebelaram contra uma limpeza decepcionante de 30 bilhões de euros (US$ 31,9 bilhões) em ativos considerados ruins. As ações avançaram 13,6%. Entre os principais indicadores do dia, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro subiu para 53,7 em novembro, em linha com as projeções do mercado financeiro e no maior patamar em 34 meses. Já o da Alemanha caiu para 54,3 no mês passado, enquanto o do Reino Unido recuou a 53,4. As leituras acima de 50,0, de qualquer forma, indicam expansão da manufatura. Outro setor que se destacou positivamente foi o de energia, que mais uma vez terminou com ganhos consistentes puxado ainda pelo acordo da Opep. Em Londres, as ações da BP subiram 2,31% e em Paris, o papel da Total avançou 1,66%. No câmbio, a libra subiu mais de US$ 1,13 depois que secretário encarregado de supervisionar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, David Davis, disse que seu país pode considerar fazer pagamentos à União Europeia para assegurar a continuidade de seu acesso ao mercado comum europeu. Com informações da Dow Jones Newswires

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