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Diário da Região

27/08/2015 - 17h12min

São Paulo

Juros futuros acompanham alívio externo e fecham em baixa

São Paulo

A melhora da percepção mundial sobre a China nesta quinta-feira, 27, foi determinante para um dia mais ameno e o mercado futuro de juros ajustou as taxas para baixo. A queda acompanhou principalmente a tendência do dólar, que recuou 1,11%, após quatro altas consecutivas. Pela manhã, o Banco do Povo da China (PBoC) anunciou que vai usar swaps cambiais para abrandar as crescentes expectativas de recuo do yuan e o governo do país flexibilizou as regras sobre investimentos em imóveis por empresas e indivíduos estrangeiros, como parte dos esforços para estimular o enfraquecido mercado imobiliário local e dar suporte à economia. Ontem, o BC chinês já havia injetado US$ 21,8 bilhões no sistema financeiro local. Na terça-feira, a instituição cortou a taxa de juros e o compulsório dos bancos. Assim, as bolsas da China finalmente se recuperaram de cinco pregões de baixa. A bolsa de Xangai fechou em alta de 5,34% e impulsionou as negociações ao redor do planeta. Os preços das commodities subiram significativamente, com destaque para o petróleo brent para outubro, que fechou em alta de 9,50%, maior porcentual diário desde março de 2009. Nos EUA, o alívio vindo da China foi reforçado por dados domésticos. A economia norte-americana cresceu a uma taxa anualizada de 3,7%, contra projeção de alta de 3,3% e leitura original do dado de 2,3%. No cenário brasileiro, contribuíram fatores como a confirmação de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República e a concessão de mais 15 dias de prazo para que o governo justifique ao Tribunal de Contas da União as pedaladas de 2014. Por outro lado, ainda geram tensão a possível discussão em torno do retorno da CPMF em 2016 e a proposta de Orçamento da União para o próximo ano. O principal destaque do dia ficou por conta do déficit de R$ 7,223 bilhões do governo central em julho, pior resultado desde o início da série histórica, em 1997. Os dados divulgados pelo Tesouro influenciaram discretamente o mercado de juros, com redução do ritmo de baixa das taxas. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou em 14,21%, contra 14,245% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 ficou em 13,87%, ante 13,96% da véspera. O vencimento de janeiro de 2021 terminou o dia em 13,72%, ante os 13,76% de ontem.

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