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Diário da Região

07/07/2016 - 22h43min

Brasília

Há poucos países em que não há intervenção nenhuma no dólar, diz Goldfajn

Brasília

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, rebateu hoje que as atuações da instituição no mercado de câmbio têm como objetivo determinar uma cotação para o dólar. Ele enfatizou que há poucos países em que autoridades monetárias não interferem nesse mercado e que será saudável para a economia doméstica se a instituição conseguir reduzir seu estoque de swaps cambiais, atualmente na casa de US$ 60 bilhões. Em entrevista à GloboNews, Goldfajn disse que apenas em países desenvolvidos é que os BCs não atuam no câmbio, como no caso em que há relação entre o dólar e o euro, por exemplo. Para ele, as intervenções são necessárias quando é preciso corrigir algumas distorções do mercado. "No regime de câmbio flutuante (puro), o BC tem que ficar sozinho, de público, assistindo", disse. "Mas seja o que a gente fizer (no câmbio), sempre vai ter gente dizendo que buscamos algum valor", continuou. Para ele, essa crítica é recorrente porque se trata de uma avaliação "fácil". O presidente do BC enfatizou mais uma vez que é preciso deixar o câmbio flutuar e argumentou que esse regime, de certa forma, ajuda a economia brasileira. Como exemplo, citou que pode contribuir para a recuperação de crescimento, ao direcionar a com substituição de importações. A instituição voltou a atuar no mercado cambial na última sexta-feira e comercializou US$ 2,5 bilhões em 50 mil contratos de swap cambial reverso. Em todos os dias em que houve leilão, a cotação do dólar subiu. Hoje, o BC saiu do script e não anunciou os parâmetros para uma operação amanhã, como vinha fazendo. Swaps - Para Goldfajn, o estoque do BC de swaps cambiais já foi "muito elevado", quando chegou a US$ 110 bilhões. E voltou a sinalizar que pretende reduzir ainda mais esse montante, atualmente em torno de US$ 60 bilhões. "É saudável para a nossa economia, de forma parcimoniosa, sem determinar piso, tetos, direção, reduzir esse estoque ao longo do tempo", defendeu. "Se a gente conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo será ótimo", acrescentou em relação a essa diminuição do saldo de swaps do BC ao mesmo tempo que se mantém o câmbio flutuante. (Célia Froufe - celia.froufe@estadao.com)

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