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Diário da Região

27/06/2015 - 12h38min

Frankfurt

Grécia pede extensão do atual programa de ajuda, mas proposta é rejeitada

Frankfurt

O ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, pediu extensão por um mês da atual ajuda financeira externa que vence no final de junho, mas a proposta foi rejeitada pelos ministros da zona do euro. "Não há apoio para tal proposta", disse uma autoridade. Outras duas confirmaram que o pedido havia sido negado. Frente à situação, o Eurogrupo, de 18 ministros da zona do euro, irá se reunir sem a Grécia no fina deste sábado, informaram autoridades. Sem a extensão do atual programa de ajuda, o sistema bancário pode entrar em colapso. A extensão é pedida para que haja tempo de conduzir o referendo sobre o novo pacote, convocado ontem pelo primeiro-ministro, Alexis Tsipras, para 5 de julho. O referendo foi chamada após falharem as negociações entre os líderes dos governos da Grécia e da União Europeia sobre os termos do novo pacote. Mais cedo, a Alemanha havia sinalizado que não apoiaria a extensão do programa de ajuda à Grécia até a realização do referendo. O ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, disse em Bruxelas que as negociações com a Grécia estavam suspensas e que o atual pacote de ajuda financeira irá vencer na terça-feira, dias antes do referendo proposto. "Estamos em uma posição em que o programa termina na terça-feira porque não há mais discussões", afirmou Schäuble ao se dirigir para o encontro de ministros da zona do euro. A extensão do plano exigiria aprovação do Parlamento na Alemanha e em outros países da zona do euro. O ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, disse ao chegar ao encontro que as discussões deveriam se concentrar em como lidar com as consequências de um default grego. "O plano B se transforma no plano A", disse. Membros seniores do governo grego haviam afirmado que o governo defenderá junto à população a rejeição dos termos do novo pacote de ajuda a Grécia no referendo. Sem a aprovação do pacote até o final de junho, a Grécia entrará em situação de calote no pagamento de 1,55 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que vence em 30 de junho. Ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu, que tem concedido linhas de emergência aos bancos gregos para fazer frente aos saques, ficaria desobrigado dessa assistência. A expectativa é que, sem essa ajuda, os bancos tenham de fechar suas portas ou o governo abrir mão de medidas drásticas de controle de capital. Ao saber da convocação do referendo, a população correu aos caixas eletrônicos de Atenas para realizar saques e também aos postos de combustíveis.

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