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Diário da Região

23/06/2015 - 08h00min

São Paulo

Giraffas lança modelo de franquia para crescer no mercado americano

São Paulo

A rede de restaurantes Giraffas vai oferecer franquias nos Estados Unidos para investidores brasileiros, na tentativa de acelerar seu plano de expansão no país. A empresa, que já tem dez unidades na Flórida, pretende chegar a 150 restaurantes nos EUA até 2020. O lançamento das franquias em solo americano será feito na ABF Franchising Expo, feira de franquias que começa na quarta-feira, 23, em São Paulo. O Giraffas abriu um escritório em Miami em 2009, aproveitando a queda no preço de locação de imóveis após o estouro da bolha imobiliária americana em 2008. Com a assinatura "Brazilian Grill", a empresa vende feijão, arroz e grelhados nos EUA. As nove primeiras unidades foram criadas pela própria empresa e começaram a ser repassadas a franqueados há quase seis meses. Até agora, três lojas próprias foram convertidas em franquias e apenas uma unidade foi construída do zero por um franqueado. De acordo com o sócio-diretor do Giraffas nos EUA, João Barbosa, as quatro franquias são administradas por investidores brasileiros - dois deles já moravam nos EUA e outros dois se mudaram para lá para administrar o negócio. Neste momento, o foco do Giraffas para acelerar o crescimento no país é justamente recrutar brasileiros como franqueados. "Lá não existe esse modelo que temos aqui de franquias individuais. As redes locais têm grandes franqueados que desenvolvem grandes áreas. Na sequência, vamos procurar também parceiros locais nesse formato." O investimento em cada franquia varia entre US$ 250 mil e US$ 500 mil e a estimativa de faturamento mensal bruto é de US$ 90 mil, de acordo com o Giraffas. Apesar da alta do dólar, que torna mais caro para o brasileiro investir no exterior, o fundador do Giraffas, Carlos Guerra, diz que há demanda de brasileiros por franquias nos Estados Unidos. "A presidente Dilma está nos ajudando. Existem hoje muitas pessoas que estão insatisfeitas com o Brasil e que querem se mudar para os Estados Unidos", afirmou. Um dos franqueados do Giraffas em Miami fez justamente este caminho. O empresário Eduardo Santa Maria, de 54 anos, vendeu as três lojas no Rio de Janeiro da marca Lilica e Tigor, de roupas infantis, para investir em uma franquia do Giraffas em Miami. "Foi uma decisão motivada por razões pessoais. Tenho dois filhos, de 8 e 11 anos. Eu e minha esposa trabalhávamos longe de casa e tínhamos muito medo da violência no Rio", afirmou Santa Maria. O empresário começou a procurar negócios nos EUA há aproximadamente um ano e entrou em contato com o Giraffas. A opção pela rede vem da experiência de Santa Maria no ramo - ele administrou duas lojas do McDonalds no Brasil entre 1995 e 2005. Segundo ele, a alta do dólar, que subiu 37% nos últimos 12 meses, deixou o negócio mais caro, mas não o fez mudar de ideia. "A questão da segurança foi o principal motivação (para a mudança). Mas a conjuntura política e financeira do Brasil pesou na decisão. Sabíamos, mesmo antes das eleições, que os próximos anos seriam difíceis." Conjuntura As redes de alimentação fora de casa estão passando por um dos melhores momentos nos últimos sete anos nos Estados Unidos, afirmou o fundador da Food Consulting, Sergio Molinari. Com a recuperação da economia americana, o emprego e a renda voltaram a subir no país, fatores que impactam diretamente nos gastos com alimentação fora de casa. Os mesmos fatores econômicos caminham no sentido contrário no Brasil e devem levar o setor a uma retração neste ano. "A perspectiva é de crescimento entre 2% a 5% no faturamento nominal dos restaurantes. Descontada a inflação, é uma retração no mercado", afirma Molinari, que estima receita de quase R$ 400 bilhões em 2014 para os restaurantes no Brasil. Segundo ele, o mercado americano é 5,5 vezes maior. Molinari diz que há uma demanda crescente por "comida de verdade" e não apenas lanches no país que pode beneficiar o Giraffas, mas o desafio da rede é ter escala nos EUA. "Não basta ter dez ou quinze lojas para ser lucrativo. É preciso ter centenas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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