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Diário da Região

26/01/2016 - 16h30min

Rio

CVM remarcará julgamento de Directa Auditores por falha na auditoria da Mundial

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu a sessão de julgamento de Directa Auditores e seu sócio Antonio Carlos Bonini Santos Pinto, após pedido de vista do diretor da autarquia Gustavo Borba. A nova data ainda será definida. A acusação é de irregularidades na elaboração do relatório de auditoria independente das demonstrações financeiras da Mundial S.A., referente ao ano de 2010. O relator do caso, Pablo Renteria, chegou a ler seu voto pela condenação da Directa a multa de R$ 50 mil - uma vez que a empresa já não atua mais - e de R$ 200 mil a Pinto. A CVM questionou a falta de provisão para perdas relativas a créditos a receber da coligada Hercules S.A., que tem os mesmos controladores da Mundial. Segundo o relatório, a companhia teria R$ 272,5 milhões a receber da Hercules naquele ano, valor equivalente a 32,7% do ativo total da Mundial. A devedora enfrentava dificuldades para quitar a dívida, cujo saldo crescia a cada ano. Naquele exercício pagou apenas R$ 1,2 milhão. Apesar de a Mundial ter optado por não fazer uma provisão para a possível perda do valor recuperável dos créditos da Hercules, a Directa não emitiu nenhuma ressalva no relatório. A justificativa para a prática contábil era que a administração da companhia tinha um plano de reestruturação que viabilizaria o pagamento da dívida. A Directa também destacou que a incerteza quanto à recuperação do crédito da Hercules, diante de sua situação financeira precária, constava de parágrafo de ênfase no relatório. O documento apontava o risco de descontinuidade operacional da Mundial, o que seria suficiente para divulgar a situação ao mercado. Para a acusação, as informações repassadas verbalmente pela administração da companhia não é evidência suficiente para concluir que a provisão era desnecessária. Em 2011, a Mundial protagonizou um dos maiores escândalos do mercado de capitais brasileiro, que ficou conhecido como a "bolha do alicate". O caso levou o Ministério Público Federal (MPF) a denunciar dez pessoas por manipulação de mercado, uso de informação privilegiada e formação de quadrilha. A movimentação atípica das ações da Hercules, fabricante de talheres do mesmo grupo, também já foi investigada.

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