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Diário da Região

10/11/2016 - 00h00min

Inflação

Custo de vida recua em Rio Preto no mês de outubro

Inflação

Mara Sousa IPVA corresponde a 37,3% do total repassado para Rio Preto
IPVA corresponde a 37,3% do total repassado para Rio Preto

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor de Rio Preto (IPC-RP) fechou outubro com forte queda, a -1,13%, a maior deflação mensal registrada desde junho de 2006, quando registrou -1,22%. O resultado no mês passado, o único resultado negativo para o mês de outubro da série histórica do IPC-RP iniciada em 2004, foi influenciado principalmente pelos preços dos alimentos, especialmente dos que compõem a cesta básica.

Segundo o economista das Faculdades Dom Pedro II Bruno Sbrogio, um dos coordenadores da pesquisa, o resultado surpreendeu. "Foi um choque quando vimos os resultados, pois esperávamos uma pequena inflação." Sbrogio diz que uma composição de fatores levou ao resultado. "Mostra um cenário recessivo, de desemprego, queda do poder de compra e que o mercado ainda busca uma sintonia com o consumidor. Houve uma retração acentuada no consumo e os preços foram revisados para baixo", afirma.

O grupo alimentação teve queda de 1,49% e ele é o que mais compromete o orçamento das famílias, com peso de 33,66% no cálculo do índice. Dos dez itens que tiveram as maiores quedas no mês, todos são alimentos. O leite é o que teve o preço mais reduzido em comparação com setembro. Dos seis hipermercados pesquisados, o resultado final ficou em -71,43%. Arroz (-22,66%), feijão (-26,48%), carne (-9,44%), ovos (-16,17%), também aparecem entre os que tiveram os valores abaixados.

 

Arte - IPC - 10112016 Clique na Imagem para ampliar

Já entre os aumentos, os principais foram bebidas não alcoólica exceto água (110,75%) e aguardente e outras bebidas alcoólicas (211,07%). A previsão inicial de que a inflação em Rio Preto fechasse 2016 no centro da meta de 4,5% agora foi reduzida. É que de janeiro a outubro ela registra alta 2,5%. "Novembro e dezembro devem ter inflação, mas será pequena. A população está endividada e o 13º será mais para quitar dívidas ou guardar parte do dinheiro para alguma necessidade futura", diz Sbrogio.

Apesar de a deflação sinalizar recessão econômica, ela só trará preocupação caso se mantenha nos próximos meses. "No momento, ter deflação é positivo principalmente pelo fato de que quem puxou o índice foram os alimentos, que são os que mais comprometem a qualidade de vida das pessoas de baixa renda", afirma. Sbrogio lembra que outro fator que precisa ser considerado quando se trata de alimentos é a sazonalidade. "Disseram que a seca fez com que o leite aumentasse de preço, já que a produção ficou mais cara com complementação da ração do gado, mas agora ele voltou a preços praticados anteriormente."

Nos 13 anos em que IPC é levantado em Rio Preto, apenas os meses de outubro de 2002 (-0,92%), 2007 (-0,02), 2009 (-0,35%) e 2016 (-1,49) o grupo alimentação mostrou queda, nos preços. A pesquisa é feita em parceria entre as Faculdades Dom Pedro, a Prefeitura de Rio Preto e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Todos os meses são coletados preços de 20 mil produtos dentro dos grupos: alimentação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde, transporte e vestuário.

Terceira idade

A deflação para a terceira idade em outubro, em Rio Preto, foi ainda maior. É que entre os grupos pesquisados, o de alimentação registrou queda de 2,03%. Como tratasse do mais importante, com peso total de 44,84% das despesas, o IPC fechou em -1,76%. "O custo de vida das pessoas da terceira idade é diferente em comparação com o restante da população. A alimentação é o mais importante para eles e a deflação se torna interessante", diz Sbrogio. Assim como o IPC geral, os dez itens com maior queda de preços em outubro em comparação com setembro são alimentos.

IPCA sobe e acumula 7,87%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou outubro com alta de 0,26% ante uma variação de 0,08% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa apurada fechou outubro no menor patamar para o mês desde 2000, quando estava em 0,14%. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de uma taxa de 0,23% a 0,39%, com mediana de 0,29%. A taxa acumulada no ano foi de 5,78%. Em 12 meses, o resultado ficou em 7,87%, ainda muito acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. Entretanto, é o menor resultado desde fevereiro de 2015, quando era de 7,70%. 

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,17% em outubro, após ter registrado alta de 0,08% em setembro.

 

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