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Diário da Região

07/09/2016 - 00h00min

BRAÇOS CRUZADOS

Consumidores reclamam da paralisação dos bancários

BRAÇOS CRUZADOS

Mara Sousa 6/9/2016 Simone: “Eu estou grávida e sem um veículo para me locomover”
Simone: “Eu estou grávida e sem um veículo para me locomover”

A funcionária pública Simone Barbosa Miranda, 34 anos, foi na manhã desta terça-feira, dia 6, até a agência bancária onde tem conta para tentar falar com o gerente. Ela só ficou sabendo poucas horas antes que os bancos entraram em greve.

Simone precisava fazer uma transferência para a conta de outra pessoa que ultrapassa o limite desse tipo de transação no caixa eletrônico e a única alternativa é que a gerência libere o dinheiro.

“Eu estou grávida e comprei um carro. Tenho que pagar hoje para poder pegar o veículo, mas o valor está acima do que consigo transferir pelo caixa”, diz.

Ela conta que logo cedo recebeu uma mensagem do atual dono do carro questionando se eles terão que aguardar até o fim da greve para concretizar a venda. “Eu estou grávida e sem um veículo para me locomover. Não posso esperar encerrar a paralisação. Por isso vim ao banco tentar falar com o gerente”, diz.

Os bancários de Rio Preto aderiram à greve geral da categoria. Segundo o sindicato dos trabalhadores do setor, na cidade 90% das agências ficaram fechadas nesta terça-feira. Eles pedem aumento de 14,78% e a Federação Brasileira dos Bancos ofereceu reajuste de 6,5% mais R$ 3 mil de abono. “É inaceitável, não repõe nem mesmo a inflação do período”, diz o primeiro-secretário do Sindicato dos Bancários de Rio Preto e Região, Edson Aparecido Favaron.

Quem também não sabia da greve é o técnico de refrigeração Fernando Marques Drico, 46. Ele esteve na agência e viu os cartazes anunciando a paralisação dos serviços. “Já virou praxe. Todos os anos eles fazem greve, mas não sabia que começava hoje (terça-feira)”, diz.

Segundo Drico, a cada greve ele precisa aprender novas formas de usar os dispositivos oferecidos pelas instituições financeiras para conseguir pagar todas as contas, fazer transferências e evitar ficar com dívidas pendentes.

“A gente aprende na marra a se virar sem a ajuda dos funcionários. Nos prejudica, mas acredito que os bancos até gostam da greve. É que com isso cada vez mais os clientes se tornam autônomos e vão precisar menos dos funcionários e aí o banco pode demitir”, diz.

A advogada Sueli José de Paulo, 63, também se sente prejudicada com a greve. “Contas menores podemos resolver no caixa eletrônico ou mesmo em outros mecanismos, como internet. Mas as transações maiores não temos como resolver. Até o final da greve é negociar para não entrar em dívidas”, afirma.

Transações de valores maiores, acima dos aceitos em caixa eletrônico, também são problema para o autônomo Kalil Abud, 70. “A greve prejudica o Brasil inteiro e não só eu. Sou contra essas paralisações. Os bancos deveriam ter mais responsabilidade e os bancários olharem para a situação da população, que precisa dos serviços. Eu trabalhei a minha vida inteira, sem nunca ter parado”, conta.

Segundo o supervisor de atendimento do Procon Rio Preto, Arthur José de Toledo Silva, para os casos em que os clientes não conseguem resolver os problemas nas opções oferecidas fora da boca do caixa, a orientação é procurar o gerente da agência para tentar solucionar a questão.

Internet facilita, mas é preciso ter cuidado

Entre as opções para as movimentações bancárias durante a greve estão os terminais de autoatendimento e bankfones e internet banking, canais pelos quais é possível realizar quase todos os tipos de operações bancárias.

Mas o uso da internet pode causar receio entre os clientes em relação a possíveis “roubos” de dados.

Segundo o secretário-executivo da Associação de Profissionais de Empresas de Tecnologia da Informação (Apeti), Fernando Chagas, as próprias instituições financeiras são obrigadas a oferecer segurança aos clientes. “Elas têm aplicativos e senhas para confirmar se quem está fazendo a transação é a detentora da conta”, diz.

Mas ele alerta para as pessoas tomarem cuidado com seus computadores. Chagas orienta a não acessar sites que não sejam totalmente seguros para evitar que a máquina seja contaminada por vírus. 

Ele diz ainda que não se deve usar computadores de lan house para nenhuma operação bancária. “O mais seguro neste período é ir até o caixa eletrônico”, diz.

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