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Diário da Região

06/10/2015 - 10h09min

São Paulo

Com dólar alto, Harley pode ter prejuízo no Brasil

São Paulo

Até aquele sonho de liberdade vendido em duas rodas ficou mais caro. Com dificuldades por causa da desvalorização cambial, a Harley-Davidson, centenária fabricante norte-americana de motocicletas, decidiu aumentar os preços no Brasil para estancar as perdas, já que, depois de anos de bons resultados, a operação pode até dar prejuízo no ano que vem. A marca apresenta na quarta-feira, 7, no Salão Duas Rodas, em São Paulo, a linha 2016 com um aumento médio de 25% nos preços para o consumidor. Coma montagem no regime CKD em Manaus, a empresa também reduziu custos para absorver a alta de 50% do dólar somente este ano. Ainda assim, o modelo mais barato da linha 2016 da Harley sairá por R$ 42,9 mil. "A variação cambial deste ano é mais do que nós poderíamos arcar. Não esperávamos que o dólar fosse chegar a R$ 4", diz o diretor de marketing da Harley-Davidson do Brasil, Flávio Villaça. Segundo ele, a marca tomou a decisão no curtíssimo prazo de não alterar os valores, mas a situação se tornou "insustentável". A Harley-Davidson viu a economia brasileira passar de queridinha a patinho feio. Em 2011, a marca encarou uma disputa judicial para assumir o controle das concessionárias no País, de olho em um mercado consumidor numeroso e com mais dinheiro para gastar. Em três anos, as vendas explodiram 145% e atingiram o pico de 8.240 unidades vendidas em um único ano. Em 2014, no entanto, os números começaram a engasgar. As vendas caíram 10% e, neste ano, caminham para uma queda no mesmo ritmo. Segundo Vitor Meizikas, gestor de produto da Molicar, consultoria especializada no setor automotivo, o efeito da crise nas fabricantes de motos de alta cilindrada ainda é limitado. "As empresas estavam trabalhando com estoques e agora vão sentir com mais força o efeito do câmbio sobre os custos", diz. Potencial Villaça admite, que, "eventualmente", a operação no Brasil pode dar prejuízo em 2016. "Tudo depende do câmbio." Mas, independentemente do que aconteça ano que vem, a Harley diz manter a operação no País com foco no longo prazo. "Uma hora, essa crise vai passar. E nessa hora estaremos prontos para aproveitar o potencial do mercado brasileiro." Há mais gente interessada nesse mercado: a americana Indian - concorrente direta da Harley nos EUA - inicia suas operações no Brasil ainda neste ano. Outra fabricante de motos de alta cilindrada, a inglesa Triumph nem pensa em tirar os olhos do Brasil. Por enquanto, vai investir em promoções para aproveitar a euforia do Salão Duas Rodas. "Estamos no meio de um momento de grande volatilidade, então vamos acompanhar a variação cambial antes de reposicionar os preços da marca", diz o gerente-geral da Triumph no Brasil, Waldyr Ferreira. Marketing é a alma O encantamento faz parte do negócio da Harley-Davidson, que já passou por muitas crises em seus 113 anos de história. "Paixão não se explica", diz a enfermeira Zaira Araújo, de 46 anos. Ela comprou a primeira Harley em 2014 e já se preparava para trocar de moto. Com o reajuste, o modelo que ela quer vai sair de R$ 54 mil para quase R$ 70 mil. A estratégia agora é garantir um modelo em 2015, mesmo que ela tenha que financiar uma parte. Desistir não é uma opção para Zaira, e é nisso que a Harley-Davidson se agarra. Atendimento exclusivo, passeios e desfiles para fazer um "harleyro" se sentir parte de uma família. Para Villaça, é isso que garante o futuro da marca no País - além dos preços atuais. "A linha 2015 está disponível sem nenhum reajuste", garante ele, que chegou para a entrevista na sede da empresa guiando uma V-Rod recém tirada da concessionária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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