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Diário da Região

28/11/2016 - 12h47min

Brasília

CNT: empresário prevê receita maior em 2017, mas recuperação do País só 2018

Brasília

A maioria dos empresários que atuam na área de transportes acredita que terá uma faturamento mais alto no ano que vem, mas considera que a melhora na economia brasileira só deve ser percebida em 2018. Para os transportadores, as medidas de ajuste fiscal são necessárias. E mais de 90% avaliam que o aumento de impostos não vai resolver a crise. De acordo com a Sondagem de Expectativas Econômicas do Transportador 2016, realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 47,7% dos empresários consultados espera um crescimento na receita bruta em 2017. Para 42,3%, a receita deve se manter igual à de 2016. Uma parcela de 8,1% avalia que o faturamento deve cair no próximo ano. Para 49,3% dos empresários do setor, a retomada do crescimento econômico só será sentida em 2018. Para 23,5% dos consultados, o crescimento será percebido já no próximo ano; outros 13,5% consideram que os resultados só virão em 2019; para 11,6%, somente em 2020. Entre os empresários consultados, 48,8% acreditam que haverá uma melhora na atividade econômica no ano que vem; 34,8% avaliam que o PIB deve ficar estável; e 11,1% acreditam que a economia deve cair no próximo ano. Sobre a crise política, 90,7% dos entrevistados avaliam que ela prejudicou o desempenho do setor transportador no País. Em relação a 2015, 53,5% relataram que sua confiança na gestão econômica do governo aumentou; para 23,4%, a confiança se reduziu; e para 22,1%, ficou estável. Para 61%, o grau de confiança dos entrevistados na gestão econômica do governo é moderado; para 26,7% dos empresários, baixo; e para 11,2%, alto. A maioria (60,2%) aprova as medidas fiscais propostas pelo governo, mas 29,8% são contra. Para 92,2%, o aumento de impostos não iria ajudar o governo a solucionar a crise. Viagens Entre os empresários entrevistados, 48,1% projetam um crescimento na quantidade de viagens em 2017. Para 41,5%, o número de viagens deve se manter estável, e para 8,8%, deve cair na comparação com este ano. Em relação à quantidade de carga transportada, 58,1% dos entrevistados consideram que deve aumentar em 2017; 37% acreditam em manutenção; e 3,7% avaliam que haverá queda. Sobre o número de passageiros transportados no ano que vem, 40,4% dos consultados afirmam que deve haver aumento em 2017; 39,7% esperam manutenção; e 18,7% acreditam em redução. A pesquisa consultou 795 empresários por telefone entre os dias 17 de outubro e 11 de novembro em todo o País. Foram entrevistadas companhias que atuam nas áreas de transporte rodoviário e ferroviário de cargas, transporte rodoviário e urbano de passageiros por ônibus, transporte aquaviário, metroferroviário e aéreo de passageiros.

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