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Diário da Região

21/09/2015 - 20h09min

Brasília

Bendine diz que momento não é oportuno para discutir mudança no pré-sal

Brasília

Após reunião com líderes da base do governo na Câmara para debater a proposta de lei do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que acaba com o regime de partilha na exploração de petróleo, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse nesta segunda-feira, 21, que a companhia irá cumprir a legislação vigente, mas avaliou que o momento que não é oportuno para que haja uma mudança no regime de exploração. Ele destacou que o mercado de petróleo atualmente não é favorável para a empresa. "O preço do barril de petróleo (Brent) baixo e o dólar alto são desfavoráveis para a empresa. Temos que ter cautela e continuar o processo de redução de custos", disse Bendine. "A Petrobras sempre vai cumprir o que for determinado pelo Congresso, mas o momento não é oportuno para se discutir uma mudança no regime de exploração", acrescentou. Bendine lembrou que atualmente existem três regimes em vigor no País: o de partilha, no qual a Petrobras obrigatoriamente precisa participar com 30% em cada bloco de exploração; o regime de concessão e o de cessão onerosa. "Não queremos entrar em um debate sobre mudança neste momento", completou. De acordo com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), a base tentará derrubar a urgência já colocada para a votação do projeto na Casa. "Vamos conversar e tentar convencer os parlamentares de que essa é uma discussão que tem que ser feita mais para a frente. O presidente da Petrobars não entrou no mérito sobre qual regime é melhor, mas nos convenceu de que não é o momento apropriado para o debate", disse. Já o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), revelou que Bendine teria dito que o atual regime é melhor porque "divide entre todos os Estados". Ainda de acordo com o deputado, o presidente da estatal teria dito não ser favorável à participação de empresas estrangeiras no setor. "Ele é favorável ao atual regime. Nesse momento, com o petróleo barato, não é interessante que haja leilão, pois poderiam haver poucas empresas interessadas", disse o deputado. Na saída da reunião, ao ser abordado pelos jornalistas, Bendine disse que a licença do presidente do Conselho de Administração da empresa, Murilo Ferreira, na semana passada, ocorreu por "razões pessoais, inclusive de saúde". Ferreira se licenciou até o final de novembro. "O Murilo saiu de licença e vai voltar", frisou o presidente da Petrobras. Perguntado também sobre os próximos passos do programa de desinvestimento da companhia, que incluiria a venda em lotes da malha de transporte de gás da Petrobras, quebrando assim o monopólio do segmento, Bendine se limitou a dizer que não pode comentar a questão por razões legais.

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