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Diário da Região

05/02/2016 - 00h00min

Música brega

Pra tocar no seu radinho

Música brega

Johnny Torres Samara Bueno abre hoje o projeto com releituras de hits bregas: Sandra Rosa Madalena vem com pegada hardcore e Garçom com um toque de blues
Samara Bueno abre hoje o projeto com releituras de hits bregas: Sandra Rosa Madalena vem com pegada hardcore e Garçom com um toque de blues

Atire a primeira pedra quem nunca cantou ou dançou ao som de Amado Batista, Reginaldo Rossi, Wando, Sidney Magal ou Luiz Caldas. E nem adianta dizer que não. Você pode até não assumir em público, mas provavelmente já cantarolou e mexeu o esqueleto embalado por Tieta ou afogou as mágoas acompanhado de Garçom. Esses artistas e essas músicas representam o chamado gênero brega, tipicamente brasileiro, que canta o amor, a desilusão e a beleza da mulher da forma mais popularesca possível.

Originado na década de 70, o brega é tema do projeto Pra Tocar no seu Radinho, do Sesc Rio Preto. A partir de hoje, bandas da cidade apresentam nova roupagem para clássicos do gênero. Os shows serão toda sexta-feira, a partir das 21h, na Comedoria. Conhecida no cenário musical rio-pretense com releituras de músicas internacionais e nacionais, Samara Bueno estreia o projeto. Acompanhada de Pedro Henrique (bateria), Kelvin Miura (baixo) e Victor Murad (guitarra), ela vai apresentar 15 músicas no show.

“Faz menos de um mês que fui convidada para o projeto. É algo que vou fazer só para o Sesc. É interessante e divertido ao mesmo tempo cantar o brega. Quando começamos a ensaiar as músicas, percebemos que sabíamos praticamente todas. Elas fazem parte da nossa memória musical”, conta Samara. A cantora vai apresentar os hits bregas ao seu melhor estilo - rock’n roll. “Preparamos uma Sandra Rosa Madalena no estilo hardcore e Garçom com uma pegada de blues.

 

Kelly Boschetti - 05022016 Kelly Boschetti vai com o projeto Ombreira e Patins

Vamos apresentar o rock com elementos cômicos, que fazem parte do brega”, destaca. Para compor o repertório do seu show, Kelly Boschetti, cantora de MPB e de bossa nova, mergulhou nas próprias memórias. “Busquei músicas que eram tocadas em uma época que eu nem tinha nascido. Mas outras eu lembro de minha vó escutando quando tocava no programa do Chacrinha.”

Kelly vai encerrar o projeto, no dia 26, com o show De Ombreira e Patins. “Está sendo uma corrida contra o tempo para tirar as músicas e apresentar uma leitura, sem tirar a roupagem delas. Queremos deixar o foco sobre as canções e que as pessoas sintam o ritmo e se divirtam também.”

Conceito de brega

Não existe uma estética musical que defina as características do gênero brega. Inicialmente, o termo se referia ao tipo de música romântica, com arranjo musical sem grandes elaborações, bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas fáceis e palavras simples. Mas assim como outros estilos musicais, o brega da década de 70 evoluiu, virou brega pop e tecno brega, populares na cena regional do Norte do Brasil.

O romantismo de Amado Batista e Reginaldo Rossi, os excessos líricos e visuais de Sidney Magal e Wando, o pop sintético de Rosana e a excentricidade de Gaby Amarantos representam o brega. Confira nesta página algumas letras clássicas do brega que provavelmente farão você passar o resto do dia com elas na cabeça. Sim, essas canções também são ‘chicletes’.

Programação

  • Hoje, às 21h - Samara Bueno. Cantora, guitarrista e compositora apresenta versões de músicas brega com a banda de rock que a acompanha, composta por Pedro Henrique (bateria), Kelvin Miura (baixo) e Victor Murad (guitarra)
  • Dia 12, às 21h - Os Maravilhas. Potente e sem pudor, “Os Maravilhas” é formado pelo grupo instrumental Agulhada e a matilha de Caio Lobo. Aqui apresentam releituras enérgicas, frenéticas e contemporâneas dos clássicos do brega. Os Maravilhas são Caio Maravilha (voz e violão), Filipe Maravilha (voz, guitarra), Dj Bocka Maravilha (turntable) e Jeison Maravilha (baixo e voz)
  • Dia 19, às 21h - Chique é ser Feliz, com Banda Megido. O quarteto rio-pretense que tem mais de dez anos de estrada faz um especial de músicas bregas, num repertório que abrange compositores como Sidney Magal, Reginaldo Rossi, Márcio Greyck, Ovelha entre outros. Com Vagner (baixo), Alessandro (voz), Luis Fernando (bateria) e Laercis (guitarra) 
  • Dia 26, às 21h - De Ombreira e Patins, com Kelly Boschetti. Passeando por clássicos do tecnobrega, a cantora traz um vasto, divertido e nostálgico repertório que rolava na boate Hipopotamus, na época das anáguas e dos pigmaleões. Com Evandro Lopes (guitarra e violão), Miqueias Adriel (baixo) e Amanda Rodrigues (bateria), esse show promete ser só balanço e saudade

 

 

Arte - Cantores bregas 1 - 05022016 Clique na imagem para ampliar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Arte - Cantores bregas 2 - 05022016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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