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Diário da Região

07/08/2016 - 00h00min

ALEGRIA DE VIVER

Yongey Mingyur Rinpoche ensina o caminho para o amor através da meditação

ALEGRIA DE VIVER

Divulgação Monge budista Yongey Mingyur Rinpoche viveu durante quatro anos como andarilho. “Passei pela dificuldade de me acostumar a viver nas ruas e me desapegar dos preconceitos e confortos físicos”, diz. Hoje, ele viaja o mundo transmitindo sua mensagem de paz e felicidade
Monge budista Yongey Mingyur Rinpoche viveu durante quatro anos como andarilho. “Passei pela dificuldade de me acostumar a viver nas ruas e me desapegar dos preconceitos e confortos físicos”, diz. Hoje, ele viaja o mundo transmitindo sua mensagem de paz e felicidade

O monge budista Yongey Mingyur Rinpoche, do Nepal, considerado um dos homens mais felizes do mundo, desembarcou no Brasil no final de julho, onde realizou uma série de palestras que englobaram temas como meditação, alegria de viver e sabedoria na vida cotidiana. Ele também lançou a edição brasileira do seu segundo livro, Alegre Sabedoria - Abraçando a Mudança e Encontrando Liberdade. É dele também o livro A Alegria de Viver - Descobrindo o Segredo da Felicidade.

Pela quarta vez no Brasil, o monge compartilhou mais uma vez suas experiências após um período prolongado de retiro solitário. Seguindo a tradição antiga dos yogis andarilhos, Rinpoche peregrinou entre Índia e Nepal, permanecendo em cavernas remotas e locais sagrados. O retiro durou quatro anos e terminou em novembro de 2015. Durante sua estada no Brasil, o feliz monge falou com a reportagem do Diário sobre seu papel no mundo.

 

Diário da Região - Por que o senhor decidiu escrever o livro Alegre Sabedoria? A prática da meditação pode chegar a todas as pessoas?

Yongey Mingyur Rinpoche - Sim, a meditação não é algo esotérico, ela pode e deve ser incorporada ao nosso dia a dia. Você pode meditar a qualquer hora, em qualquer lugar. Basta estar presente.

 

Diário - Seu primeiro livro, A Alegria de Viver – Descobrindo o Segredo da Felicidade, esteve na lista dos mais vendidos do The New York Times e foi traduzido para mais de 20 idiomas. O senhor chegou a ter retornos de leitores informando uma mudança em suas vidas após lerem o livro?

Rinpoche - Aprender a meditar é como aprender o caminho para casa. É algo familiar, mas se estamos num local estranho e não sabemos o caminho de volta precisamos de ajuda de alguém ou algo para nos guiar. Através dos livros e das minhas palestras, meu objetivo é ajudar cada um a voltar para seu lar.

 

Livro de Yongey Mingyur Rinpoche - 07082016

Diário - O senhor é conhecido pelo interesse em neurociência e psicologia, sendo um dos mestres budistas que fazem a ponte entre a meditação e a ciência moderna. Como consegue conciliar seu trabalho com estudos de neurocientistas e físicos, por exemplo?

Rinpoche - Como disse, a meditação não é esoterismo. Antes de sair do meu retiro, participava de pesquisas de neurocientistas sobre a meditação. Ter a ciência como parceira para explicar as coisas como elas são é muito bom. Mas o mais importante é ir além do entendimento intelectual, é vivenciar a experiência. Um cérebro inteligente e um coração caloroso tornam o mundo melhor.

 

Diário - O senhor também é conhecido por ser um dos homens mais felizes do mundo e um mestre na arte do bem-estar. Qual é a fórmula?

Rinpoche - Durante o meu retiro - foram quatro anos e meio como um andarilho - passei pela dificuldade inicial de me acostumar a viver nas ruas e me desapegar dos preconceitos e confortos físicos. Passei logo nos primeiros meses do meu retiro por uma situação onde quase morri, devido a uma intoxicação severa. Neste momento, quando encarei a morte, e voltei, passei a apreciar o mundo e a vida como ela é. O segredo da felicidade está na prática constante de gratidão e apreciação do nosso dia a dia e do momento presente.

 

Diário - O que é felicidade para o senhor?

Rinpoche - A felicidade é uma experiência de alegria, confiança e apreciação que não depende de fenômenos externos, somente de nós. É apreciar o viver, o olhar, o ouvir, as experiências como elas são.

 

Diário - A meditação é uma forma de disciplinar a mente e preparar as pessoas para enfrentar os problemas da vida e o estresse cotidiano?

Rinpoche - Meditar é fazer as pazes com a mente do macaco, e enxergar o nosso potencial e a nossa bondade inerente. É nos familiarizarmos com a nossa mente. Os problemas são criados por nós, são manifestações da nossa mente, portanto, meditar nos ajuda a estar mais próximos da nossa verdadeira natureza para desenvolver a felicidade duradoura.

 

Diário - E qual é o papel do amor neste mundo?

Rinpoche - O amor é importantíssimo! O amor é o desejo de ser feliz. Todos os seres deste mundo têm o desejo de ser feliz. Isso é muito importante entender para que tenhamos uma relação harmoniosa com todos que nos cercam. Todos nós temos o amor dentro do nosso coração, o tempo todo. Mesmo a essência de um sentimento negativo, como a raiva, é o amor. Mas o problema é que não reconhecemos isso o tempo todo. Quando há este reconhecimento, expandimos este amor a outros.

 

Diário - A infelicidade e os obstáculos também têm seu papel na vida das pessoas? Eles servem para a evolução?

Rinpoche - Costumo dizer que as pessoas do mundo moderno são muito sortudas. Muitos mestres buscam criar problemas para si para evoluir na prática de meditação. As dificuldades que encontramos do cotidiano podem ser grandes aliados na meditação. O sofrimento e os problemas são preciosos! Eles nos ajudam a crescer, eles se tornam nossos professores. Quem olha desta forma percebe que eles nos auxiliam no nosso aprendizado e desenvolvimento pessoal.

 

Diário - O senhor nasceu em 1975, em Nubri, no Nepal, e foi educado segundo a filosofia budista. Hoje, o senhor mora em qual cidade?

Rinpoche - Passei os últimos anos como um monge andarilho no Himalaia. Fico agora em Bodhgaya, na Índia (onde fica o Monastério Tergar), mas atualmente passo a metade do ano viajando.

 

Diário - O senhor está em turnê mundial, divulgando seus ensinamentos e compartilhando experiências. Por que incluiu o Brasil em sua turnê?

Rinpoche - O meu objetivo não é pregar uma religião ou uma crença, mas trazer ao maior número de pessoas tudo que aprendi ao longo destes anos sobre a prática da meditação e tudo que ela traz de benefício para a nossa vida cotidiana. Esta é minha quarta vinda ao Brasil, e é um grande prazer estar com um povo tão aberto e acolhedor.

 

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