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Diário da Região

11/10/2015 - 01h00min

Secretaria de Cultura

Orçamento menor exigirá um 'ajuste fino'

Secretaria de Cultura

Guilherme Baffi Secretário Alexandre Costa confirma o FIT e outros projetos do calendário cultural de Rio Preto para o próximo ano
Secretário Alexandre Costa confirma o FIT e outros projetos do calendário cultural de Rio Preto para o próximo ano

Comandando uma das seis pastas que teve seu orçamento reduzido para 2016 pelo prefeito Valdomiro Lopes, o secretário de Cultura de Rio Preto, Alexandre Costa, prevê um "ajuste fino" nos gastos para conseguir executar os projetos previstos para o próximo ano. Ele irá trabalhar com uma redução de 30% nos recursos. O orçamento de 2015 foi de R$ 4,8 milhões, enquanto que para 2016 serão R$ 3,3 milhões. 

Em entrevista ao Diário, o secretário fez questão de amenizar a atitude do prefeito, assinalando que "o momento é crítico em todo o País". "Entendo que a prefeitura apresenta uma proposta orçamentária que condiz com a realidade daquilo que arrecada e, ao mesmo tempo, dentro das prioridades emergenciais do município." 

Na primeira quinzena de dezembro, a pasta divulgará o calendário para o ano de 2016. Costa também comentou as críticas que a gestão atual vem recebendo, e falou que pretende propor e fazer acontecer uma série de encontros e debates no intuito de criar um plano de metas para a consolidação de uma política cultural no município. 
 
Diário - A forma como este governo tem conduzido as políticas na área da cultura tem sido motivo de frequentes críticas. Uma delas, por exemplo, é que a pasta tem se dedicado a fazer eventos, e não projetos sólidos e com continuidade. Qual a avaliação que o senhor faz desse momento?

Alexandre Costa - Não há como negar que o País passa por um momento crítico. Os cortes orçamentais tornaram-se comuns no Brasil de hoje. Reitero que aqui não é diferente. Entendo que a prefeitura apresenta uma proposta orçamentária que condiz com a realidade daquilo que arrecada e, ao mesmo tempo, dentro das prioridades emergenciais do município. Vamos dar início aos trabalhos de 2016 com a previsão orçamentária disponível, no entanto, tenho plena certeza de que o prefeito irá colaborar no que for preciso para que seja cumprida a agenda da secretaria, principalmente no que diz respeito a ações imprescindíveis como FIT, Núcleos de Arte e Lei de Incentivo.

No que diz respeito à nossa realidade, vou propor e fazer acontecer uma série de encontros e debates no intuito de criar um plano de objetivos e metas para a consolidação de uma política cultural ativa no município. Vamos ouvir e fazer ouvir o pensamento da classe artística, intelectual e da sociedade organizada que tem interesse legítimo no fomento cultural em nossa cidade. O resultado desses debates originará um documento que será conduzido aos próximos governantes e, consequentemente, para aqueles que são responsáveis pelo planejamento do orçamento público do município. 

Em relação aos projetos sólidos e de continuidade entendo que estamos trabalhando muito nesse sentido. O Janeiro Brasileiro da Comédia tem crescido ano a ano, sempre batendo recordes de inscrição, e o mesmo acontece com o FIT, que, mesmo com tantas dificuldades financeiras, tem agradado e trazido arte teatral para toda a cidade. Os festivais de música também demonstram essa continuidade. Vale lembrar que os Núcleos de Arte, bem como os editais do Cultura para Todos também se enquadram nesse quesito de projetos de fomento sólidos e de continuidade. Dentro de nossa realidade orçamentária, muito tem sido feito. 
 
Diário - Com o orçamento 30% menor em relação ao de 2015, quais serão as ações que a pasta irá priorizar em 2016?

Alexandre Costa - O próximo ano terá uma realidade muito parecida com a qual vivemos em 2015. Os projetos de fomento, vide Cultura para Todos, continuarão a apoiar projetos de artistas locais. Neste ano, 20 projetos foram apoiados. A expectativa é ampliar para mais de 30 com os novos editais. Os festivais de música e de teatro serão realizados da mesma forma. Os Núcleos de Arte também têm continuidade garantida. O Salão de Artes e a Feira do Livro vão acontecer em 2016. Entendo que vamos fazer um ajuste fino nos gastos para conseguirmos executar os projetos culturais previstos para o próximo ano.
 
Diário - Como ficará o FIT? A parceria com a Renova, para obter o apoio do ProAC, deverá se repetir?

Alexandre Costa - O FIT será realizado de 7 a 16 de julho de 2016. Temos uma reunião ainda neste mês para decidir seu formato e dar sequência no processo de inscrição e curadoria. Quanto a parcerias, todas são bem-vindas, uma vez que o apoio do ProAC demanda interesse e boa vontade da iniciativa privada em colaborar com o evento. Estamos providenciando e planejando o festival neste sentido. A Renova teve a iniciativa de buscar esses recursos, que, de certa forma, são necessários para complementar o orçamento destinado ao festival.

Diário - Algumas ações consolidadas na cidade têm sido prejudicadas nesses últimos dois anos, a exemplo do Festival de Música, que não teve edição ano passado, e do Salão de Artes Plásticas, que não acontecerá neste ano. Para 2016, tem alguma ação que será cortada por conta do orçamento menor?

Alexandre Costa - O FEM teve apenas sua data alterada, o que ocorreu foi uma tentativa de organização paralela, que não obteve êxito. Ele aconteceu normalmente em março deste ano. Para 2016, estamos planejando da mesma forma. O Salão de Artes Plásticas vai acontecer no primeiro semestre de 2016, com algumas alterações no sentido de ampliar sua estrutura. No que depender de nosso trabalho, nenhuma ação será cortada. O que vamos fazer é um ajuste fino em todo o orçamento, no sentido de diminuir o custo de cada ação.
 
Diário - A pasta vislumbra buscar apoio financeiro de outras fontes que não do município para tocar seus projetos, como o Estado e o Ministério da Cultura? O que está previsto neste sentido? 

Alexandre Costa - Nos últimos anos, temos buscado apoio do governo do Estado e do Ministério da Cultura, no entanto, o investimento feito por essas fontes também diminuiu. A Petrobras sempre patrocinou festivais, no entanto, nos últimos anos, esse recurso cessou para todos os festivais do Brasil. Os projetos do FIT e da Feira do Livro estão prontos com a finalidade de buscar investimento federal e estadual. Outras ações devem ocorrer até o final de novembro, como o pedido de emendas parlamentares, entre outras.

 

 


 

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