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Diário da Região

19/08/2015 - 00h00min

Para ver com o coração

'O Pequeno Príncipe' reacende fascínio de leitores

Para ver com o coração

Divulgação Longa de animação baseado na clássica obra infanto-juvenil francesa estreia nesta quinta-feira nos cinemas de Rio Preto
Longa de animação baseado na clássica obra infanto-juvenil francesa estreia nesta quinta-feira nos cinemas de Rio Preto


"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos." O pequeno Enzo Guirado de Oliveira, 4 anos, ouve atentamente a história contada pela avó, Deise Rosa Guirado, sobre as aventuras de um garoto que deixa o solitário asteroide onde vive para descobrir os verdadeiros valores da vida. A história contada ao neto marcou a infância de Deise, que considera as lições do único habitante do asteroide B612 extremamente oportunas para os dias de hoje.

Lançado há 72 anos pelo escritor, ilustrador e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), o livro "O Pequeno Príncipe" é um fenômeno da literatura infantojuvenil que resiste ao tempo justamente por evidenciar a criança que habita o coração de cada adulto, esquecida pelas preocupações do cotidiano. E a história desse pequeno garoto e suas grandes lições mostra sua força mais uma vez com a animação "O Pequeno Príncipe", do diretor Mark Osborne ("Kung Fu Panda"), que estreia amanhã em Rio Preto.

 

Deise Rosa Guirado Deise Rosa Guirado com o neto Enzo, de 4 anos: lições de “O Pequeno Príncipe” atravessam o tempo e unem gerações

"O livro fala da verdadeira essência da vida, que é o amor, e é isso que faz dele uma obra atemporal, muito atual para o momento que vivemos, marcado pelo materialismo e pelo preconceito", opina a atriz e arte-educadora Reni Trombi, que não só leu "O Pequeno Príncipe" em diferentes fases da vida como também participou de uma montagem teatral da história.

Para a atriz rio-pretense, o escritor francês consegue abordar de forma sensível e emocionante assuntos que os próprios adultos evitam de conversar com as crianças, como a morte. "Os diferentes personagens que o pequeno príncipe encontra ao longo de sua trajetória existem em nós mesmos. Um ou outro aflora em cada pessoa", comenta.

Além da adaptação

Em sua nova animação, Osborne não se limita em fazer uma adaptação fiel da história contada no livro. 
Pelo contrário, ele evidencia a magia da descoberta dos valores presentes no universo criado por Saint-Exupéry a partir da experiência de uma garotinha que lê o livro pela primeira vez. Afinal, o encantamento provocado pelo personagem de "O Pequeno Príncipe" é imediato, servindo de inspiração para toda a vida.

 

Juliana Marchiote Juliana Marchiote decorou o quarto do filho Pedro com tema do livro que a conquistou quando ela já estava na faculdade

Foi assim com Juliana Marchiote, que não pensou em outro personagem da literatura ou dos desenhos ao conceber a decoração do quarto de seu filho recém-nascido, Pedro, de apenas três meses. "Já li o livro mais de uma vez. Mas a primeira vez que tive contato com a obra eu já estava na faculdade", comenta Juliana, que apresentou a história de "O Pequeno Príncipe" para o marido, Everson Faraguti. "Ele não conhecia o livro. 

Por isso, compramos um exemplar especial, repleto de desenhos, que hoje também faz parte da decoração do quarto do Pedro", conta. A mãe ainda espera que o filho cresça um pouquinho mais para ler a história de "O Pequeno Príncipe" a ele. E Juliana deseja que a história inspire Pedro, fazendo dele uma criança que valorize as amizades e o respeito às pessoas, aos animais e à natureza. "Espero que o livro seja um incentivo na formação de sua personalidade", comenta.

 

O Pequeno Príncipe Pequena Garota e Aviador: licença poética na adaptação

Técnicas de animação

O filme de Mark Osborne conta a história da Pequena Garota, uma menina que está sendo preparada pela mãe para a vida adulta, mas que descobre um mundo extraordinário ao conhecer o Aviador, um velho solitário que é seu vizinho. O Aviador apresenta à Pequena Garota um mundo que ele conheceu há muito tempo por meio do Pequeno Príncipe.

Ao mergulhar no livro de Antoine de Saint-Exupéry, a menina redescobre sua própria infância, aprendendo que o que importa são as relações humanas e que o essencial somente pode ser visto com o coração.

Para conduzir as tramas paralelas que dão vida ao filme, o diretor recorreu a duas formas de animação. A animação em 3D é usada para contar a história da Pequena Garota, enquanto as passagens contadas no livro "O Pequeno Príncipe" foram formatadas a partir da técnica do "stop-motion". 

 

Benedicto Silva “Não entendo como um livro infantil tem tantas traduções”, diz o professor aposentado

Benedicto, o colecionador

O professor aposentado Benedicto Silva, 87 anos, de Rio Preto, também foi conquistado pela história de "O Pequeno Príncipe" na infância. Sua admiração pela obra de Antoine de Saint-Exupéry é tanta que ele cultiva uma coleção desse livro em diferentes idiomas. "É um fenômeno. Até hoje não entendo como um livro infantil tem tantas traduções. 

Para mim, depois da Bíblia, é o mais traduzido no mundo", comenta Silva, que conta com 203 publicações de "O Pequeno Príncipe". Na coleção do aposentado, é possível encontrar a história em 190 idiomas diferentes. Há exemplares em francês, japonês, italiano e lituano, além de idiomas pouco comuns, como o aramaico, a língua que era falada por Jesus, e o zulu, idioma da África do Sul. 

 

 

 

 

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