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Diário da Região

26/01/2016 - 00h00min

Superpositivas

Gada mostra volta por cima de mulheres portadoras do HIV

Superpositivas

Walter Antunes/Reprodução Silvia Almeida, de São Paulo, é uma das ‘superpositivas’ que integram o projeto do Gada. Ela foi infectada pelo HIV na década de 1990, perdeu o marido para a doença e hoje ajuda outras mulheres que vivem com Aids
Silvia Almeida, de São Paulo, é uma das ‘superpositivas’ que integram o projeto do Gada. Ela foi infectada pelo HIV na década de 1990, perdeu o marido para a doença e hoje ajuda outras mulheres que vivem com Aids

Histórias de superação, desbravamento e luta de mulheres que se descobriram infectadas pelo HIV e deram a volta por cima dão vida ao projeto Superpositivas, uma iniciativa que se junta a outras do Grupo de Amparo ao Doente de Aids (Gada), de Rio Preto, que utiliza a arte como plataforma para a promoção da saúde e da cidadania. Com textos do jornalista Fábio Takahashi e imagens do fotógrafo Walter Antunes, o Superpositivas constitui exposição, livro e videodocumentário que buscam combater o preconceito que assola cerca de 700 mil pessoas que vivem com o vírus da Aids no Brasil, dos quais 240 mil são mulheres.

“Foi difícil encontrar mulheres que aceitassem compartilhar suas histórias. Isso demonstra que a discriminação ainda persiste na sociedade”, diz Takahashi, que já havia realizado juntamente com Antunes a exposição Interiores: Diversidades, que retratava o cotidiano do público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). A exposição Superpositivas reúne 28 painéis fotográficos com a história de mulheres de diferentes regiões do Brasil. “Essas mulheres saíram do anonimato para abrir novos caminhos para si e para outras mulheres que vivem com o HIV”, reforça.

 

Capa do livro do projeto Superpositivas - 26012016 Capa do livro do projeto Superpositivas

A primeira exposição foi feita em novembro de 2015, em João Pessoa (PB), durante o 10º Congresso de HIV/Aids. O projeto tem apoio da Prefeitura de Rio Preto e da empresa biofarmacêutica Abbvie. Para Takahashi, que atua como coordenador de projetos no Gada, a arte tem o poder de ampliar uma ação de promoção da saúde e da cidadania, contribuindo para fomentar o debate entre as pessoas. “A arte sensibiliza de uma maneira mais abrangente, conduzindo o público para a reflexão.”

Além das duas exposições fotográficas, o Gada realiza no Sesc Rio Preto há cinco anos a Interiores - Mostra de Cinema da Diversidade Sexual, com a exibição de longas e curtas nacionais que dialogam com a temática da sexualidade e da orientação de gênero. O histórico de ações culturais do Gada ainda traz uma série de esquetes teatrais com foco na prevenção da Aids e até mesmo uma coleção de camisetas com estampas concebidas por designers da cidade para a promoção da visibilidade de travestis e transexuais.

 

 

 

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