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Diário da Região

24/05/2016 - 00h00min

Tarja Branca

Documentário destaca importância do brincar

Tarja Branca

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A violência nas ruas e a rotina corrida dos pais têm feito com que as crianças fiquem confinadas dentro de casa. Muitas, de até cinco anos de idade, não sabem o que é brincar, por exemplo, de bola queimada, mas sabem navegar na internet e usar smartphones ou tablets melhor que muitos adultos. Reféns da tecnologia, essas crianças já estão lidando com as consequências negativas da obesidade e do sedentarismo e perdendo a oportunidade de brincar ao livre e desenvolver atenção, autocontrole, criatividade, imaginação.

Vários estudos já provaram a importância da criança brincar. Crianças que interagem com outras crianças são mais felizes e saudáveis, possuem boa convivência social e têm melhor desempenho escolar. Pode ser brincar de carrinho ou boneca, uma preparação de comida de mentirinha, andar de bicicleta, skate ou patins, desenhar com giz de cera, pular corda. Parecem só simples brincadeiras, mas os especialistas são unânimes em afirmar que encorajar as crianças a brincar é tão essencial quanto cuidar da saúde para se tornar um adulto esperto.

O documentário Tarja Branca - A revolução de Faltava, sucesso de críticas, reforça estas informações. Dos mesmos produtores de O Começo da Vida, o filme foi dirigido por Cacau Rhoden e levanta a bandeira sobre o direito de brincar da criançada. O título do filme faz uma alusão aos medicamentos rotulados como tarja preta. A Maria Farinha Filmes afirma que o filme é um manifesto sobre a importância de continuar sustentando um espírito lúdico, que surge na infância e que o sistema incentiva a abandonar na vida adulta.

A partir dos depoimentos de adultos de gerações distintas, que inclui os músicos Antonio Nóbrega e Wandi Doratiotto e os escritores Bráulio Tavares e Marcelino Freire, além do ator Domingos Montagner e do jornalista José Simão, o filme fala sobre a pluralidade do ato de brincar e lembra o que a vida cotidiana perde ao se deixar de brincar. A produção tem 80 minutos.

Tarja Branca, que estreou em 2014, será exibido nesta terça-feira, 24, às 19h, no Teatro do Sesc. A entrada é gratuita. Após a exibição do documentário, haverá um bate-papo com Maria Helena Masqueti, representante do Instituto Alana, uma organização que aposta em projetos que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Uma das iniciativas do instituto é o Criança e Natureza, que busca caminhos para garantir que as crianças cresçam e se desenvolvam em contato direto com a natureza.

Maria Helena afirma que o encontro desta noite busca permitir e trazer à tona o que o filme suscitou nas pessoas, principalmente porque explicar o que é o brincar é algo difícil, já que é preciso sentir e não teorizar. “Vamos falar sobre a importânca na formação das crianças, que implica diretamente na alegria, uma linguagem da alma e que impulsiona a vida. Além disso, queremos resgatar as crianças nos adultos e incentivar que eles proporcionem condições para que as crianças possam brincar. É diferente de comprar brinquedos, mas compreender o mundo único, mágico e lúdico criado por elas”, explica.

Maria Helena afirma que a criança que brinca exercita os aspectos da personalidade, a parte física, os sentimentos e a criatividade. Neste cenário, diz ainda que o filme incentiva os adultos a despertarem ou resgatarem da memória onde deixaram dentro de si as crianças que tinham o poder de mudar o mundo. “A ideia é resgatar este universo maravilhoso que detém paz. Como disse Freud, o oposto de brincar não é sério, é a realidade”, explica.

Semana Mundial do Brincar

Além da exibição do filme Tarja Branca - A revolução de Faltava, o Sesc vai reforçar a importância das brincadeiras por meio da Semana Mundial do Brincar, comemorada em 2016 desde domingo (22) até 28 de maio, em todo o Brasil. Na quinta-feira, 26, das 10 às 18h, no ginásio de esportes da unidade, estão programadas várias atividades lúdicas, que incluem o resgate de novas e antigas brincadeiras como peão, peteca, bola de gude, betes e mãe da rua.

A programação, gratuita, contará ainda com a brincadeira denominada Rua do Balacobaco, em que vários utensílios usados nesta manifestação lúdica de rua ficarão à disposição das crianças para replicarem ou criarem suas próprias brincadeiras. Monitores vão organizar ainda uma caça ao tesouro, e brinquedos populares e antigos ficarão dispostos em um baú para a criançada brincar.

Para o técnico de programação do Sesc Rodrigo Machado, por meio das brincadeiras as crianças exercitam a criatividade e a imaginação, desenvolvem o contato social, a capacidade de resolver problemas e garantem uma boa saúde. Na sua visão, o brincar na infância é fonte de aprendizado e de lazer, uma maneira da criança se relacionar com outras crianças e reforçar o vínculo com os pais. “O evento é uma ótima oportunidade de resgatar e apresentar diversas brincadeiras para elas”, diz. Informações: (17) 3216-9300. 

Programação

Quinta-feira, 26

  • 10h às 18h - Vivência Se essa rua fosse minha
  • Novas e antigas brincadeiras de rua, como caça ao tesouro, peão, peteca, bola de gude, betes, mãe da rua, entre outros. Exercite sua criatividade com a invenção coletiva de novas brincadeiras
  • 14h às 15h - Rua do Balacobaco
  • Utensílios usados nas brincadeiras de rua ficam à disposição dos participantes para replicar ou criar seus próprios jogos
  • 15h às 16h - Decifradim do escondidin
  • Caça ao tesouro em busca de símbolos perdidos em meio a uma aventura criada pelos participantes
  • 16 às 17h - Baú da Vovó
  • Brinquedos populares do arco-da-velha dispostos em um grande baú. Basta chegar, pegar e brincar 

Outras atividades

Domingos e feriados
  • 14h às 15h e das 16h às 17h - Vivência Arteiros
  • Espaço para experimentar e agir livremente com diferentes materiais artísticos, possibilitando a criação e expressão de maneira coletiva e divertida. Atividade para pais e filhos

 

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