Diário da Região

17/05/2013 - 00h42min

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Traumatismo craniano é a 3ª causa de morte no país

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Stock Images/Divulgação Traumatismo cranioencefálico é a terceira causa de óbito no Brasil
Traumatismo cranioencefálico é a terceira causa de óbito no Brasil

Os acidentes com traumatismo cranioencefálico afetam de 5% a 15% da população brasileira, de acordo com a Sociedade Brasileira de Coluna, baseada em estudo apresentado pela Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O trabalho, conduzido pelo professor de ortopedia Almir Ferreira de Andrade, diretor da Unidade de Emergência, identificou que é frequente a associação entre traumatismo cranioencefálico e lesões raquimedulares.


No universo pesquisado de 185 pacientes, o problema foi sempre associado a acidentes. Só por atropelamentos, são 31,1%; quedas, 25%; outros, 16,1%; acidentes automobilístico, 15,6%, e motociclístico, 12,1%. Em todas essas situações, o médico observa que, além da cabeça, a coluna cervical é o local mais afetado.


Segundo o neurocirurgião Dionei Morais, especialista em neurotraumatologia e coluna vertebral do Centro do Cérebro e Coluna, de Rio Preto, aproximadamente 60% das mortes correm dentro das primeiras 24 horas do trauma. “Os avanços dos métodos de monitorização, melhor compreensão dos efeitos secundários do traumatismo, novas abordagens terapêuticas de terapia intensiva, equipes multidisciplinares, especializadas em atendimento pré-hospitalar e hospitalar e os avanços dos meios diagnósticos têm reduzido a mortalidade e a intensidade das sequelas”, diz.


Por outro lado, o médico observa que graças à evolução da sociedade moderna o homem está mais exposto a lesões traumáticas, principalmente nos centros urbanos e nas estradas que conectam esses centros. O médico ressalta que os altos níveis de velocidade atingidos pelos veículos, atrelados a maior concentração populacional dos centros urbanos e à precariedade e não obediência às medidas de segurança são os principais responsáveis pelos elevados resultados negativos.


Fisioterapia auxilia vítimas


A boa notícia é que hoje já se pode auxiliar as vítimas de traumatismos, seja raquimedulares ou cranioencefálicos, com a ajuda da fisioterapia. E quem atua nesta área com sucesso são as fisioterapeutas Fabiana Morais e Eliana Guidotti, especialistas em reabilitação neurológica, do Centro de Reabilitação Física, de Rio Preto, que enfatizam a importância da recuperação global dos pacientes, por meio do trabalho interdisciplinar, em que o fisioterapeuta desempenha um papel fundamental em restaurar as funções motoras e respiratórias.


Segundo Fabiana, tratar um lesão deste porte requer a abordagem abrangente de uma equipe de reabilitação especializada em cada tipo de situação. “É preciso, por exemplo, promover a boa função respiratória e a prevenção de deformidades que trarão anormalidades de movimento”, diz. A fisioterapeuta Eliana explica que a fisioterapia respiratória visa a evitar o acúmulo de secreções, possível infecção e insuficiência respiratória, e ampliar a oxigenação nos tecidos. Já a fisioterapia motora precoce proporciona aumento significativo na independência da locomoção.


O objetivo é encorajar o paciente a sentir o movimento e aprender a distinguir as respostas motoras corretas das incorretas. Além disso, é função da fisioterapia, além da reabilitação, fornecer estimulação visual, tátil, olfatória, sensorial e auditiva quando afetadas.Quem passou por uma experiência traumática foi o motorista E.A.R., 32 anos, vítima de um acidente automobilístico, com politraumatismo, após ser submetido a três cirurgias, e só após 30 dias do acidente, com melhora do quadro neurológico, passou a se submeter à fisioterapia, e hoje afirma que está salvo por milagre.


“Nem acredito que estou andando depois do estado que fiquei. Reconheço que a imprudência foi minha, mas graças a muita persistência dos fisioterapeutas que me atenderam recuperei todos os movimentos”, diz. Segundo Fabiana e Eliana, a reintegração da pessoa à sociedade é o objetivo da fisioterapia. “Para maior autonomia pessoal e consequente interação social, o ideal é que a família participe das sessões de fisioterapia para o aprendizado das técnicas adequadas e exercícios planejados para apoiar a independência do paciente”, diz.


Quem concorda com elas é o fisioterapeuta André Fujita, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, de Rio Preto, que recomenda a fisioterapia personalizada. Ele observa que é um sistema que tem aumentado a procura por pacientes que buscam um resultado mais satisfatório durante o tratamento de traumas e lesões. O método, dependendo do diagnóstico, substitui procedimentos cirúrgicos e traz melhorias aos pacientes com o uso de aparelhos sistemáticos, que possibilitam mais conforto ao paciente durante o tratamento.


”Desta forma, evitam-se invasões desnecessárias no corpo, que, com as técnicas fisioterapêu-ticas, proporcionam melhora mais rápida e eficaz ao paciente”, diz. O objetivo da fisioterapia personalizada é proporcionar às pessoas que sofrem traumas na coluna, por exemplo, buscar uma vida normal. Isto é feito de forma individual, respeitando o diagnóstico de cada paciente, por meio de um programa de tratamento e atividades físicas saudáveis que resultam numa melhoria da qualidade de vida.


Fique atento>


:: Qualquer pessoa que sofreu um acidente, é preciso que os familiares observem se acontece o aparecimento de sonolência excessiva, perda dos sentidos, convulsão, fraqueza ou diminuição de movimentos de um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, alteração da respiração, vômitos, dor de cabeça intensa, comportamento estranho, febre, saída de líquido ou sangue pelo nariz ou ouvido


Você sabia?


:: Anualmente, meio milhão de pessoas requer hospitalização devido a traumatismos cranianos; destas, 75 a 100 mil pessoas morrem no decorrer de horas, enquanto outras 70 a 90 mil desenvolvem perda irreversível de alguma função neurológica (dificuldade para se comunicar ou para movimentar determinadas partes do corpo, problemas mentais, entre outros) após esão cerebral


:: Traumatismo cranioencefálico é qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges, encéfalo e ou vasos sanguíneos. Ocorre quando o paciente sofre um impacto no crânio e também o cérebro


:: É a terceira causa de óbito no Brasil; perde apenas para doença cardiovascular e câncer. É também a causa mais frequente de mortalidade entre 2 e 42 anos: 60% das mortes ocorrem no local do acidente, antes que qualquer socorro possa ser prestado


Previna-se


:: Use o cinto de segurança: ele diminui morbidade e mortalidade 22% a 54%


:: Use o capacete, motociclista: ele diminui a incidência de traumatismo cranioencefálico grave em 30%.


:: Evite o álcool e as drogas, pois eles aumentam o risco de acidente e mascaram o diagnóstico no início


te: Centro do Cérebro e Coluna


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