Diário da Região

11/06/2002 - 00h05min

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Prevenção diminui cegueira por glaucoma

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Somente exames preventivos podem indicar medidas que diminuem o risco de cegueira causada por glaucoma, uma doença que se caracteriza pelo aumento da pressão intra-ocular (PIO). O que a maioria das pessoas não sabe é que até resultar na cegueira, o glaucoma pode permanecer por um período de dez anos no organismo. O aumento da pressão do olho é causado pelo bloqueio de um fluido no interior do olho. Com o tempo, isso causa danos ao nervo óptico, podendo causar cegueira. O nervo é a parte do olho que transporta a informação visual até o cérebro. Ele é formado por mais de um milhão de células nervosas. Quando a pressão do olho é elevada, as células são comprimidas e danificadas. A morte destas células resulta na perda visual. Existem pelo menos sete tipos de glaucoma. O mais comum é o primário (de ângulo aberto), que não apresenta sintomas. Segundo o oftalmologista rio-pretense Luiz Kazuo Kashiwabuchi, essa é a principal dificuldade do paciente em detectar que está com o problema. A pressão normal do olho varia de 14 a 16 milímetros de mercúrio (mmHg). Quando a pressão ultrapassa a marca de 20 milímetros, a situação começa a ficar preocupante. É importante lembrar que nem todos os pacientes que apresentam pressão intra-ocular acima do normal desenvolvem o glaucoma, fato que motiva uma série de pesquisas da área médica.

Hereditariedade e estresse
O glaucoma pode ser hereditário, embora isso ainda não esteja bem definido. Segundo o oftalmologista Marcelo Mendonça, do Hospital do Olho de Rio Preto, quem tem pai, mãe ou outro parente próximo com glaucoma tem dez vezes mais chance de ter a doença. Negros e orientais também estão mais sujeitos a desenvolver a doença, ainda por motivos desconhecidos. Segundo Kashiwabuchi, se num paciente branco é necessário usar um tipo de colírio para controlar a pressão, o negro pode precisar de dois colírios e até cirurgia. “A mulher negra é a mais afetada, já que as complicações da menopausa também contribuem para o problema”, observa o médico. Diferente do glaucoma agudo (mais raro), que causa dor intensa, o primário pode ter como sintoma somente uma ardência e olhos lacrimejantes, situações consideradas comuns pois ocorrem normalmente quando a pessoa anda de moto ou fica em ambientes com fumaça. A doença também pode se agravar com o estresse. “A tensão pode elevar de 25 para 40 milímetros de mercúrio o nível de pressão intra-ocular”, explica o dermatologista Kashiwabuchi.

Formas de diagnosticar
Há três tipos de procedimentos que podem diagnosticar e acompanhar a evolução do glaucoma. São eles: a tonometria (exame que mede a pressão intra-ocular), a campimetria (teste de campo visual) e a oftalmoscopia (conhecido como exame do fundo do olho, que permite visualizar o aspecto do nervo óptico).

Tratamento
O glaucoma pode ser tratado com colírios, medicamentos orais, cirurgia convencional e a laser ou uma combinação desses métodos. Todos os tratamentos têm a função de impedir a perda visual ainda maior e manter a pressão intra-ocular em níveis baixos. Em muitos casos, a prescrição de colírio funciona como uma medida de prevenção. Como os medicamentos são caros, é comum que os pacientes desistam de usá-lo, o que pode trazer complicações futuras. “Como não sente dor, a pessoa ignora que pode vir a ficar cega e deixa de usar o colírio. Nossa orientação é para que o tratamento seja seguido à risca”, diz o oftalmologista rio-pretense Luiz Kazuo Kashiwabuchi. Outra forma de tratamento é a cirurgia a laser, que se tornou um método popular intermediário entre o uso de medicamento e a cirurgia convencional. No caso do glaucoma de ângulo aberto, o tipo mais comum é um procedimento chamado “trabeculoplastia”, que dura de 10 a 20 minutos, não causa dor e pode ser realizado no consultório médico. Nesta cirurgia, o feixe de laser é focalizado acima do ponto de drenagem do olho. Ao contrário do que a maioria imagina, não “fura” o olho, mas sim abre algumas áreas do mecanismo de drenagem (por meio do

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