Diário da Região

22/06/2012 - 00h44min

Baixa temperatura

Frio aumenta as dores nas articulações

Baixa temperatura

Divulgação Pescoço e coluna vertebral estão entre as regiões do corpo que ficam comprometidas pela dor, especialmente no frio e em quem apresenta histórico de artrite, artrose e outros males
Pescoço e coluna vertebral estão entre as regiões do corpo que ficam comprometidas pela dor, especialmente no frio e em quem apresenta histórico de artrite, artrose e outros males

Chegou o inverno e, com ele, as queixas dos mais variados tipos de dores. Isso porque os músculos ficam mais contraídos e rígidos para evitar a perda de calor. “Por isso cresce o risco de lesões, contraturas, distensões, estiramento, lesões articulares em geral, entre outros distúrbios nesta época”, diz Cristiano Castellani, fisioterapeuta, de São Paulo. A artrose, por exemplo, doença degenerativa que afeta as articulações e costuma se manifestar a partir dos 50 anos, a que mais causa incômodo nesta época do ano. Também não é difícil encontrar no tempo frio pessoas que se queixam de fibromialgia, dor na coluna cervical, como torcicolo, e dores no joelho. De acordo com a reumatologista Vicenzina Santangelo, de Rio Preto, as dores ficam mais frequentes e intensas em função da contratura muscular. Sobre a artrose, fenômeno degenerativo que chega a afetar em torno de 80% da população acima dos 80 anos, ela explica que tem características hereditárias. Assim, também pode afetar mais cedo algumas pessoas.


Outro problema que também se manifesta no frio é a gota. “Ela se caracteriza pelo excesso de ácido úrico depositado nas juntas, que leva a dor, inchaço e vermelhidão. As crises ocorrem mais no frio, bem como as crises de cálculo renal, que devem ser acompanhadas de perto pelo especialista”, explica a reumatologista.


O inconveniente é que esses problemas levam muito tempo para ser detectados, uma vez que até ter a indicação para exame diagnóstico já está avançado. No início (por volta dos 40 anos), quando as dores começam a se manifestar, as pessoas não levam o problema muito a sério pelo incômodo ser ainda leve.


Vicenzina observa que é preciso estar atento, por exemplo, à dificuldade em subir escadas, aos levantar-se de locais desconfortáveis após longos períodos sentado, estalos nas articulações e rigidez.


Associação de técnicas


Além de tratamento medicamentoso, é sempre importante associar uma dieta saudável, evitar o sobrepeso e controlar o estresse para amenizar a situação de quem sofre com dor. “Muitas vezes, ocorre piora da artrite de mãos, por exemplo, após momentos de intenso estresse”, diz a reumatologista Vicenzina Santangelo.


A médica lembra ainda que existem inúmeras medidas não medicamentosas que podem ajudar a promover a analgesia e minimizar a evolução dos quadros dessas doenças. Medidas auxiliares como o uso de órteses de descanso articular, analgesia com gel transdérmico e reabilitação de mãos com exercícios articulares, ou mesmo o uso de calor com parafina podem contribuir para melhorar o resultado e atenuar as dores. Evidente que cada conduta terapêutica deve ser indicada de acordo com cada situação.


Jovens também são vítimas A prática de algumas atividades ajuda a evitar desde lesões graves até problemas musculares mais corriqueiros. “O importante é procurar sempre um profissional especializado e fazer a avaliação física para saber qual o melhor exercício a ser feito, no frio ou no calor”, explica o fisioterapeuta Cristiano Castellani.


E para quem pensa que a dor articular ou muscular só afeta idosos, engana-se. Jovens também estão sujeitos, em especial quando se expõem a eventos que exigem muito movimento. O especialista em coluna Alexandre Reis Elias, de São Paulo, alerta para a importância de se tomar cuidado com o esqueleto vertebral.


“Ele é a sustentação que permite o pulo, os movimentos corporais, os quilômetros de caminhada, entre outros, por isso alguns cuidados são fundamentais para evitar problemas depois da descontração, e a prevenção começa com um alongamento antes das atividades intensas”, aconselha.


O médico recomenda que se tenha especial atenção com as mochilas sobrecarregadas que alguns jovens costumam carregar. Além de saltos, exageradamente altos, que as garotas gostam de usar. Tudo isso pode causar sobrecarga na região lombar e coluna. “O ideal é levar apenas o necessário. Para quem já tem problemas como lombalgia, a exigência de cuidado é ainda maior”, diz.


Um estudo realizado na Finlândia por médicos do Hospital Central de Jyvaskyla constata que a musculação pode auxiliar na prevenção de dores musculares, principalmente na região cervical. “Com a diminuição do impulso nervoso por causa do frio, a dor aumenta. É justamente ele que controla este incômodo, mas, com os exercícios, pode melhorar”, explica a médica fisiatra Elaine Scaff Hadad


Osteoporose Ao contrário da artrose, a osteoporose começa a afetar pessoas cada vez mais jovens. Uma mulher de 40 anos já pode ter o diagnóstico. Da mesma forma, tem sido descoberta de forma tardia, porque o exame que ajuda a identificar a densitometria óssea tem sido solicitado só quando a pessoa já está sentindo muitas dores.


De acordo com a reumatologista Vicenzina Santangelo, como a osteoporose é um fenômeno de perda de massa óssea, é indolor e, em geral, tem início na menopausa. Porém, quando gera dor, já está em estágio avançado e pode provocar fraturas.


Hidroterapia


Segundo a especialista em hidroterapia e reposição postural global (RPG), a fisioterapeuta Bruna Silveira, de Rio Preto, o ideal é fazer uso da hidroterapia para tratar problemas relacionados a dor articular. Isso porque a técnica trabalha o tecido conjuntivo que envolve e protege todas as partes do corpo, conhecida como fáscia.


“Com a chegada do inverno, e o corpo para- do, os músculos e osossostendem a ficar reprimidos, o que pode causar traumatismos e até lesões, gerando uma grande pressão na fáscia, que resulta em uma pressão excessiva dos músculos”, explica.


Ahidroterapia promove flexibilidade e elasticidade e é indicada não apenas no caso da artrose, mas também para dores nas costas, cervicais, dores de cabeça, dores crônicas, tendinites, hérnias discais, fibromialgia, síndrome de fadiga crônica, escoliose e lesões musculares, entre outras.

   

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