Diário da Região

21/09/2013 - 00h50min

Dia da Árvore

Dez tesouros verdes de Rio Preto

Dia da Árvore

Johnny Torres JATOBÁ (Hymenaea courbaril). Nativa, chega a 30 metros - Local - Avenida Fernando Costa, Jardim Primavera
JATOBÁ (Hymenaea courbaril). Nativa, chega a 30 metros - Local - Avenida Fernando Costa, Jardim Primavera

Rio Preto não é a cidade mais arborizada do planeta, mas nem por isso deixa de ter seus encantos naturais. Para celebrar hoje o Dia da Árvore, nada melhor do que garimpar dez ‘tesouros verdes’, ou seja, espécies que se destacam pela beleza, generosidade de sombra, localização, importância científica, informações genéticas e, é claro, imponência.


Elas devem ser tratadas como patrimônio. E não é exagero. Ano passado, o então secretário de Meio Ambiente Lima Bueno estimou que o município tinha 270 mil árvores, ante as 810 mil preconizadas. O atual mandatário da pasta, Ademir Perez, diz que os dados foram atualizados. O déficit atual é de 130 mil. Fora a questão matemática, o fato é que realmente falta verde na paisagem.


Nunca é demais lembrar: as árvores têm impacto direto na qualidade de vida. Elas filtram a poluição, oferecem sombra, transformam a paisagem urbana e reduzem o calor. Estudo da própria pasta constatou que em um bairro arborizado, como o Jardim Aclimação, a temperatura chega a ser cinco graus mais baixa que em áreas cobertas de concreto.


O ‘top ten’ verde foi sugerido pela bióloga Andréia Alves Rezende, doutora em botânica e pesquisadora da Unesp. São três figueiras, dois jatobás e um tamboril, guapuruvu, ipê roxo, ipê amarelo e cedro. Com exceção das figueiras, todas são remanescentes da vegetação original. “São importantes porque resguardam informações da flora original. É um banco genético.”


Todas chamam a atenção, cada qual a seu modo. É o caso do guapuruvu da Oficina Cultural Fred Navarro. O frondoso exemplar, que tem iluminação exclusiva e especial, é atração pela beleza e pela altura de 30 metros. “Quando ocorre a florada, em novembro, o chão fica cheio de flores amarelas. É lindo”, afirma Mara Lima, coordenadora da instituição. A produtora cultural Edna Salina acrescenta que, mesmo previsível, o espetáculo surpreende todo ano. Um antigo morador da Imperial semeou a árvore há 80 anos, que segue firme e forte.


O taxista Adelino Selari, 77 anos, não esconde a satisfação ao falar das quatro figueiras que plantou, em 1968, na escola Cardeal Leme, Centro. Não imaginava que iriam crescer tanto e alcançar 30 metros. “Um vizinho derrubou uma figueira para construir sua casa. Peguei mudas e coloquei aqui. É bom vê-las.” Ele trabalha, há 45 anos, no mesmo ponto, na frente da instituição.


O secretário Ademir Perez afirma que a pasta trabalha com afinco para zerar o déficit com rapidez. Por ano, são plantadas pelo menos 12 mil unidades nas áreas urbana (maioria) e rural. A pasta está empenhada em conseguir lugar no antigo IPA para criar um cinturão verde. “Nossa ideia é começar até o fim do ano.”Segundo Perez, Rio Preto está bem na questão quando se fala sobre a presença de árvores por imóvel.


Segundo o IBGE, 129,1 mil dos 133,8 mil domicílios urbanos têm pelo menos uma espécie no entorno. No ranking das 38 cidades com mais de 200 mil habitantes do Estado, a cidade só perde para Araraquara (97,1%) e Americana (97%). O estudo, no entanto, ignora as áreas verdes, que são raras em Rio Preto. Uma prova da necessidade de investir na arborização.


Confira abaixo outros importantes exemplares para celebrar o Dia da Árvore

Johnny Torres Taxista Adelino Selari mostra orgulhoso uma das quatro figueiras que plantou, em 1968, na escola Cardeal Leme

Johnny Torres CEDRO (Cedrela odorota) É uma árvore nativa cujo tronco pode ultrapassar um metro de diâmetro - Local - av. Anísio Haddad, Moysés Haddad

Johnny Torres FIGUEIRA (Ficus elastica) Pode crescer de forma enérgica. Assim, não é indicado seu cultivo perto de casas - Local - rua Silva Jardim, Santa Cruz

Johnny Torres GUAPURUVU (Schizolobium parahyba) Mede 30 metros, tem flores amarelas e floresce entre outubro e dezembro. É nativa - Local - Av. Coronel S. de Castro, Imperial

Johnny Torres IPÊ AMARELO (Handroanthus ochraceus) É nativa. - Local - Rua 15 de Novembro, Vila Redentora

Johnny Torres FIGUEIRA (Ficus elastica). Não é nativa - Local: rua São João, bairro Boa Vista

Johnny Torres TAMBORIL (Enterolobium contortisiliquum). É nativa - Local: Rua São Paulo, Jardim dos Seixas

Johnny Torres IPÊ ROXO (Handroanthus heptaphyllus) É uma árvore vistosa, que chega a ter entre 8 e 12 metros. É nativa - Local - avenida Bady Bassitt, Centro

Johnny Torres CEDRO (Cedrela odorota) Nativa, tem risco de extinção devido ao desmatamento - Local - Raul Silva, N. Redentora

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