Diário da Região

24/11/2001 - 00h05min

Conscientização

Criança vai combater a dengue

Conscientização

Elisandro Ascari Alunos da escola Guiomar Maia, assistem à aula no dengue-móvel
Alunos da escola Guiomar Maia, assistem à aula no dengue-móvel
Decididamente, as crianças têm se firmado como importantes aliadas ao combate à dengue em Rio Preto. Campanhas educativas sobre a doença, trabalhos escolares de prevenção e até treinamentos realizados por agentes de saúde voltam-se hoje a esse público como reconhecimento de que a conscientização dos pequenos é garantia de atingir também os adultos com informação. Iniciada na última quinta-feira, uma das mais novas propostas municipais para combater o mosquito Aedes aegypt, que transmite a dengue, está sendo levada a alunos de 4 a 11 anos da rede pública de ensino. O dengue-móvel, como foi batizado o ônibus da Circular Santa Luzia que traz em seu interior faixas, banners e folhetos informativos sobre o Aedes, percorre as escolas durante as manhãs e tardes e atende, em média, diariamente, 20 salas de aula - ou 600 estudantes.

Em dois dias de atuação, a novidade já conseguiu dados preciosos sobre o sucesso da iniciativa junto à garotada. Conduzidos ao interior do ônibus para aprender e participar de 15 minutos de uma aula no mínimo diferente, os meninos e meninas surpreendem pela demonstração de conhecimento. “As crianças nos fazem muitas perguntas precisas sobre o assunto, provando que já possuem uma certa informação a respeito”, afirma Ivan Bezerra da Silva, um dos seis agentes da equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC) da Secretaria Municipal de Saúde que vem trabalhando na conscientização infantil. Com atenção redobrada nas orientações do agente sobre criadouros do mosquito, sintomas e procedimentos para se evitar a doença, os estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Guiomar Maia conheceram o dengue-móvel na manhã de ontem e retornaram para as classes confiantes de que aprenderam de fato a lição.

Clene José Dourado Domingues, de 10 anos de idade, aluno da 4ª série, disse que nunca mais irá deixar uma garrafa vazia virada para cima em sua casa ou na dos parentes. “Todos devemos aprender que a dengue tem de ir embora de vez do Brasil”, ressalta. A colega Beatriz Pinheiro Batista, 10 anos, fez questão de reforçar que jogar sal em vasos sanitários pouco utilizados é medida eficaz contra o desenvolvimento dos mosquitos. “É tão simples se prevenir”, reconheceu. “Não deixar água parada é o principal procedimento a ser tomado por todos nós. Vou dizer isso para os meus pais, meus avós, meus amigos e vizinhos, para todo mundo que eu conheço”, comenta Felipe Alves de Souza, também de 10 anos e da 4ª série da Guiomar Maia. O repasse do conteúdo apreendido pelas crianças às pessoas em volta é tudo o que desejam as autoridades locais como parte da estratégia de controlar a proliferação do mosquito.

A agente de saúde do IEC Cleonice Maria de Souza Rezende, confirma que o público infantil é solidário com o próprio conhecimento. “Eles não ficam calados diante das descobertas que fazem, muito menos ao ver o pai, a mãe ou o irmão cometendo erros de conduta na prevenção da dengue.” O dengue-móvel percorre as escolas durante todo o mês de dezembro. Nas férias, o ônibus e as dicas contra a dengue percorrem Unidades Básicas de Saúde, Calçadão e Cidade das Crianças. Mas os trabalhos devem permanecer em 2002. Rio Preto registrou, até o momento, 6.755 casos confirmados de dengue e mais de 10,5 mil notificados, segundo a Vigilância Epidemiológica do município.

Trabalho educativo tem reconhecimento

O trabalho realizado pelas escolas locais tem participação decisiva na sabedoria demonstrada pelas crianças quanto ao tema da dengue. O reconhecimento pela conscientização das crianças saiu publicado, inclusive, na revista Escola Nova, número 143, edição de junho de 2001. Desenvolvendo projetos sobre o assunto durante todo o ano, as professoras Joanadir Rodrigues Falcochio e Gizele Cristina Andrade, da Emef Riscieri Berto, no Solo Sagrado, conseguiram mobilizar alunos e comunidade na eliminação dos criadouros do Aedes aegypt naquele bairro. “Limpamos o terreno baldio localizado ao lado da escola, retiramos todo o li

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