Diário da Região

15/12/2002 - 07h27min

Nova técnica

Cordão umbilical já salva vidas

Nova técnica

Divulgação Sangue do cordão umbilical pode ser recurso para  salvar vidas
Sangue do cordão umbilical pode ser recurso para salvar vidas
Atualmente, existem 10 mil brasileiros com leucemia, um tipo de câncer no sangue. A informação é do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Rio de Janeiro. Muitos dos pacientes necessitam de um transplante de medula óssea para continuar a viver. Embora uma campanha nacional realizada há cerca de dois anos pela televisão tenha conseguido despertar a atenção do público para a necessidade de doação de medula óssea, ainda são incontáveis os casos de pessoas que não conseguiram um doador. A solução para o problema pode estar, agora, mais perto do que se imagina, no sangue contido no cordão umbilical dos bebês recém-nascidos, uma rica fonte de células-tronco que podem recuperar as funções das células prejudicadas pela doença.

“O sangue do cordão umbilical vai possibilitar a substituição do transplante de medula óssea da maneira tradicional, com doadores 100% compatíveis”, diz o pesquisador e hemoterapeuta carioca Luís Fernando Bouzas, responsável pelo Banco de Sangue do Cordão Umbilical do Inca (SCU), primeiro centro do País a realizar a coleta pública do material. Guardar esse tipo de sangue até agora era algo que não passava pela cabeça de muita gente. Especialistas garantem que, além de preventiva, a medida é uma alternativa terapêutica fundamental para quem necessita de um transplante de medula, em especial as crianças com leucemias, além de ser uma futura opção de tratamento de doenças genéticas, como a anemia hereditária e outros tipos de tumores de adultos.

Os cientistas já falam na possibilidade de produzir órgãos graças à capacidade das células-tronco em formar tecidos, como fígado, pele e células do coração, a partir do SCU. Há várias outras formas de aplicação prática das células, inclusive a sua replicação em laboratório. Uma coleta pode ter cerca de 500 milhões de células. Com a replicação, se expandiria de 1 milhão para 10 milhões. O único uso possível hoje das células-tronco no Inca é para o transplante de medula. O que é apenas o começo, pois logo haverá a possibilidade de realizar esse trabalho em larga escala e seus usos serão multiplicados. Para tanto, é preciso aumentar a demanda de doadores voluntários do sangue do cordão umbilical. Desde que começou a coletar o sangue do cordão, em julho, o Inca já armazenou material de cerca de 150 bebês, que estão disponíveis para quem precisar. “A meta é chegar a 4 mil nos próximos três anos. O uso destina-se a qualquer pessoa, inclusive ao próprio doador e a seus familiares”, diz Bouzas.

Estudos tiveram início há 12 anos
Todo o estudo em torno do sangue do cordão umbilical começou há cerca de 12 anos, quando alguns pesquisadores estrangeiros decidiram investigar a qualidade do material, oriundo da placenta. A descoberta não poderia ter sido melhor. “O sangue é riquíssimo e uma importante fonte de células-tronco, a exemplo daquelas encontradas na medula óssea, capazes de fornecer todos os componentes do sangue, hemácias, leucócitos, plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos etc., e isso tudo era jogado no lixo”, diz Bouzas. Daí surgiu a idéia de congelar esse sangue, num método específico de criopreservação, que torna viável o uso posterior desse material.

Com isso, crianças que precisam de transplante de medula hoje já podem recorrer ao banco, ao contrário do que acontecia há pouco mais de um ano, quando isso só era possível se médicos e familiares encontrassem um doador compatível na própria família ou nos bancos de medula óssea. Com o sangue do cordão umbilical, o paciente tem maior chance de compatibilidade, pois é possível se adequar ao restante após injetado na medula, desde que haja uma porcentagem mínima de 60% a 70% de compatibilidade. Já no caso de doação de medula óssea, é preciso haver 100% de compatibilidade.

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