Diário da Região

27/11/2008 - 01h26min

Morte súbita

Coração pode ser afetado por hipertensão pulmonar

Morte súbita

Lézio Júnior NULL
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Os pulmões se enchem de sangue, respirar fica quase impossível e a morte é um desfecho esperado. Trata-se de uma doença rara, em geral, desconhecida, que além de grave, até o momento não tem cura, a hipertensão arterial pulmonar. A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) afirma que a doença surge em conseqüência da elevação da pressão sangüínea nas artérias que levam o sangue do coração aos pulmões. Contudo, não surge do nada, antes dá muitos sinais, como falta de ar, tonturas e desmaios, além de dor no peito e cansaço. Esses são os principais sintomas da hipertensão pulmonar. De acordo com a pneumologista Jaquelina Ota, da SPPT, os pacientes também podem desenvolver sintomas de insuficiência cardíaca, quando as contrações musculares do coração não forem fortes o suficiente para bombear sangue através das altas pressões nas artérias pulmonares.

O detalhe é que este mal tem afetado com certa predileção, aos homens. De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 2005, embora as mulheres sejam maioria na população, são os homens que morrem mais, e mostram que das mais de um milhão de mortes ocorridas naquele ano, mais da metade foi de pessoas do sexo masculi?no - 57,8% do total. O detalhe é que a principal causa de morte desses homens foram as doenças isquêmicas do coração, grupo que inclui o infarto agudo do miocárdio. Ao todo, foram 49.128 vidas perdidas por essa causa. As doenças cerebrovasculares foram a segunda causa de morte para os homens, com 45.180 óbitos. A pneumologista Jaquelina observa que muitos fatores podem estar associados ao aumento da pressão nas artérias pulmonares, um deles é o uso de remédios para emagrecer. Além disso, quem possui alguns tipos de doenças reumatológicas, portadores do vírus HIV, cirrose hepática ou cardiopatias congênitas também integram o grupo de possíveis candidatos à hipertensão pulmonar. A outra forma, a do tipo desconhecida (idiopática), é mais comum afetar as mulheres jovens.

Embora a doença ainda não tenha cura, existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida, a capacidade ao exercício e o tempo de vida destes pacientes. De acordo com o pneumologista José Eduardo Defini Cançado, presidente da SPPT, o tratamento depende da causa: quando não é idiopática existe a indicação de medicações que dilatam os vasos do pulmão e que diminuem a proliferação celular, em casos específicos, por exemplo. ?Esses medicamentos hoje estão disponíveis na rede pública?, afirma Cançado. Entretanto, há casos muito graves, em que apenas o transplante de pulmão poderá oferecer qualidade de vida ao paciente.

Os médicos lamentam que ocorra uma dificuldade de diagnóstico muito expressiva. Segundo a especialista Jaquelina os dados internacionais estimam um a dois casos de hipertensão arterial pulmonar idiopática entre um milhão de habitantes, porém acredita que a doença ainda é subdiagnosticada. Está em curso um levantamento da doença no Brasil, uma vez que mesmo em centros mais avançados, as vítimas da doença fazem uma verdadeira peregrinação entre o aparecimento dos sintomas até o início do tratamento da hipertensão pulmonar. ?Os pacientes percorrem vários médicos até alguém suspeitar da doença, levando uns dois anos mais ou menos, o que dificulta o tratamento?, diz Jaqueline Ota.

Infarto ocorre durante ato de acordar
No capítulo ?Perfil da Saúde do Homem?, ao descrever os principais motivos e tendências da mortalidade no sexo masculino, entre 1980 e 2005, divulgado pelo Ministério da Saúde, as doenças do aparelho circulatório (cardiovasculares, isquêmicas e cerebrovasculares) foram as mais comuns. E por este motivo, não apenas a Sociedade Paulista de Pneumologia alerta para a hipertensão pulmonar. Daí a preocupação do cardiologista Paulo Nogueira, do Instituto do Coração e diretor representante junto às regionais estaduais da Sociedade Brasileira do Coração/Funcor, e também professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), que alerta para o fato do infarto agudo do miocárdio ser mais freqüente na parte da manhã, mediante o ato de ac

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