Diário da Região

21/03/2012 - 07h12min

Perigo íntimo

Câncer de ovário é um dos mais agressivos

Perigo íntimo

Divulgação Consultar com regularidade um ginecologista é importante para prevenção
Consultar com regularidade um ginecologista é importante para prevenção

As dores começaram de forma inesperada. Tomavam conta de todo o abdômen e irradiavam para os rins. No hospital, os médicos fizeram todos os exames e nada de encontrar a causa. Não demorou, o jeito foi fazer uma tomografia computadorizada e, depois, uma biópsia dos ovários.


Lá estava o motivo de tanta dor: um câncer no ovário, que já se espalhava por todos os órgãos. Não se definia o que fazer: se a cirurgia ou a quimioterapia, no caso dela. Mas o câncer de ovário é implacável e não houve tempo. A dona de casa, aposentada, E.A.D., 63 anos, não conseguiu se submeter a nenhuma alternativa de tratamento. Ela morreu no último domingo, vítima da doença.


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse é, de todos, o câncer mais agressivo, por isso, sua prevenção é prioridade total. É o câncer que mais causa morte entre os cânceres ginecológicos e a quinta causa de morte por câncer nos Estados Unidos. Infelizmente, apenas 1/4 dos tumores do órgão são benignos. Os demais, em sua maioria, já estão em estágio adiantado quando descobertos. O Inca estima que mais de 6 mil novos casos vão ser diagnosticados em 2012. Só em 2009, cerca de 3 mil mulheres morreram vítimas da doença no Brasil.


O oncologista Ricardo Caponero, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, explica que esse é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. Contudo, o médico lembra que é importante que as mulheres consultem regularmente o seu médico, principalmente quando já passaram dos 50 anos.“Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário. História familiar é o fator de risco isolado mais importante, com cerca de 10% dos casos”, afirma.


Doenças ginecológicas


Evidente que vários sintomas podem ser confundidos com o problema. Por isso, a ginecologista Denise Gomes, de São Paulo, observa que é preciso saber diferenciar a presença de cistos no ovário, que são bastante comuns entre as mulheres, e de um tumor maligno. No caso dos cistos, quando estão acima de dez centímetros, possuem áreas sólidas e líquidas e oferecem riscos. O mesmo ocorre com as massas sólidas nos ovários, que devem ser sempre investigadas. “Em ambos os casos, a cirurgia é o tratamento de escolha”, explica a médica.


A prevenção é sempre o melhor remédio, mas não há muitas alternativas no caso do câncer de ovário, que não sejam visitas regulares a um especialista.“O chamado exame preventivo ginecológico (papanicolaou) não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero”, pondera.


DLP reduz efeitos colaterais Segundo a radioncologista Ana Maria Garcia Cardoso, da Unidade Regional de Radioterapia e Megavoltagem (Urrmev), de Rio Preto, o tratamento da doença é feito, geralmente, por meio de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A má notícia é que, dependendo da extensão e da gravidade do tumor, é um tratamento que traz vários desconfortos para a paciente. Qual tratamento fazer depende, principalmente, do tipo do tumor, da idade da paciente, de suas condições clínicas e do estágio de evolução da doença.


Se o câncer for detectado no início - especialmente em mulheres mais jovens -, existe a possibilidade de se remover somente o ovário afetado. O oncologista Ricardo Caponero, do Einstein, destaca que a medicina avança a passos largos e dispõe de uma série de medicamentos para salvar vidas e garantir maior conforto à paciente, mesmo nos casos avançados do câncer de mama e de ovário. “Hoje, uma das opções é a doxorrubicina lipossomal peguilada, mais conhecida como DLP, um fármaco que, além de trazer resultados eficazes, provoca a diminuição dos temíveis efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e queda de cabelo”, finaliza.

   

   

   

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