Diário da Região

25/10/2009 - 01h26min

Alerta

Câncer de mama, 1 óbito a cada 15 dias

Alerta

Thomaz Vita Neto Luciana Tajara fala sobre a importância do exame que detecta câncer de
Luciana Tajara fala sobre a importância do exame que detecta câncer de

A cada 15 dias, uma mulher morre em Rio Preto vítima do câncer de mama. No ano passado, a doença provocou 28 mortes na cidade, segundo a Secretaria de Saúde do município. Entre 2001 e 2008, 212 mulheres morreram. Os números servem como um alerta: se o câncer for diagnosticado no início, a paciente tem 90% de chances de cura. No caso do diagnóstico tardio, as chances caem para 40%.


O coordenador do programa da saúde da mulher, Clodoaldo Sardilli, afirma que toda mulher com mais de 40 anos deve fazer mamografia uma vez ao ano. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, 80% dos casos da doença aparecem após os 50 anos. Mas se houver casos na família, os cuidados devem se intensificar após os 35 anos. Se alguma alteração da mama for identificada, a mulher deve procurar o médico, independentemente da idade.


É fundamental que a mulher conheça sua mama. É preciso colocar a mão nos seios, apalpar, principalmente após a menstruação. Se notar alguma diferença, o melhor é procurar um médico”, diz Sardilli. Foi assim que a secretária Maria José de Castro, 57 anos, descobriu a doença. Na época, ela tinha 42 anos e nunca tinha feito mamografia. “Durante o banho, percebei um caroço no seio, que parecia um grão de milho. Não me preocupei muito, pois estava passando por uma fase emocional muito difícil, e achei que era uma consequência disso.


Mesmo assim, ela decidiu procurar um médico. No exame, descobriu que o tumor já tinha o tamanho de um ovo. “Operei na mesma semana”, diz. Zezé, como é conhecida, retirou um quarto da mama e fez a recomposição em seguida. “Meus seios ficaram menores, diferentes, mas isso não me abala hoje. Enfrentei a doença de frente. Acho que foi um chacoalhão, para que eu percebesse o grande valor da vida.”


Prevenção


A melhor maneira de a mulher prevenir o câncer de mama é conhecer seu corpo e fazer a mamografia periodicamente. É por meio do exame que o médico poderá detectar o câncer ainda em estágio inicial. “Quando a mulher sente um carocinho no seio, quer dizer que o tumor já está em estágio avançado. O exame é o melhor diagnóstico. Quanto mais cedo o câncer é descoberto, maiores são as chances de cura e menos mutilante será a cirurgia”, diz o mastologista Gustavo Zucca Matthes, integrante da Divisão de Mastologia do Hospital do Câncer de Barretos.


Em Rio Preto, cerca de 20 mil mamografias são disponibilizadas anualmente pela Secretaria de Saúde. Apesar disso, no ano passado, foram realizados 12.912 exames. “Apesar de a doença ser bastante divulgada, muitas mulheres não procuram as unidades de saúde e não se interessam pelo exame”, diz Sardilli. De acordo com o coordenador, não é possível estimar o número de moradoras que não fizeram o procedimento porque há muitas clínicas particulares que disponibilizam o exame em Rio Preto.


Para o mastologista, a falta de informação e o medo da mamografia são fatores que afastam as mulheres dos consultórios. “Ninguém deve ter medo do exame. Ele é um aliado na cura do câncer.” Sardilli orienta as mulheres que quiserem fazer a mamografia a procurar uma das 23 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade e pedirem para se consultarem com um ginecologista. O profissional fará a indicação do exame.

Edvaldo Santos Maria José diz que levou chacoalhão para perceber o grande valor da vida

Iniciativa chama paciente para exame

Se não está anotado na agenda, o aviso chega por carta: é hora de se prevenir contra o câncer de mama e fazer a mamografia. Com a autorização em mãos, basta a mulher fazer o exame. O programa, chamado Preventiva, começou no ano passado no Hospital Austa. A cada dois meses, pacientes do hospital com mais de 40 anos recebem comunicado sobre a necessidade da mamografia. O aviso é repetido a cada 60 dias, até que a mulher faça o exame. Desde o início do projeto foram emitidas 1.677 guias e 414 mulheres fizeram a mamografia. Apesar de o índice de comparecimento ser de 24,6%, o coordenador do programa e ginecologista Adhemar Leandro Ferreira considera os resultados positivos. “O trabalho está focado na prevenção. Queremos alertar as mulheres sobre a necessidade de se fazer a mamografia uma vez ao ano.”A dona de casa Maria Mercedes Costa Campos, 57 anos, atendeu ao chamado do hospital. Após dois anos sem fazer mamografia, ela se submeteu ao exame. “Graças a Deus não deu nada, mas é preciso fazer o exame sempre. É preciso tempo para cuidar da saúde.” Para o coordenador do Preventiva, a desinformação continua sendo o principal desafio dos médicos quando se fala em câncer de mama. “A mamografia precisa ser feita, pois é o exame que detecta o câncer no início. Quanto mais cedo for tratado, maior serão as chances de cura. As mulheres não precisam ter medo. O exame não é sinônimo de câncer, é prevenção”, afirma. MutirãoEm novembro, a Secretaria Estadual de Saúde promove um mutirão de mamografia. Na região, o procedimento será disponibilizado em 18 cidades. Para participar, é preciso agendar o atendimento nas unidades de saúde e apresentar uma guia médica. Os exames serão realizados no próximo dia 14. Implante de silicone pode ser um vilãoCampeão das cirurgias plásticas, o implante de silicone nos seios pode ser tornar um vilão na vida das mulheres. O objeto que eleva a autoestima pode camuflar o câncer de mama. “Em alguns casos, o silicone pode prejudicar a mamografia, o que não significa que o exame não deve ser feito anualmente por quem tem mais de 40 anos, independentemente se tem ou não silicone”, diz Luciana Martins Tajara, radiologista especialista em diagnóstico de mama. “Se o médico tem dúvidas ou quer um diagnóstico mais detalhado, ele pode recorrer a uma ressonância magnética. Um exame não substitui o outro. A mamografia precisa ser rotina. Foi graças a ela que a mortalidade por câncer de mama diminuiu.”A professora aposentada Heleny Pereira Benes, 69 anos, descobriu em uma consulta de rotina que estava com câncer graças à mamografia. Antes de fazer a cirurgia, o médico solicitou uma ressonância para ter a exata localização do tumor. O resultado indicou a presença de um segundo câncer, que não foi visto na mamografia. “Sem ela, não teria descoberto o câncer no começo. Faz um ano que operei e levo uma vida normal”, diz a professora aposentada. “Quando recebi a notícia, fiquei assustada, mas sempre fui otimista. Ninguém deve se entregar a uma doença.”De acordo com a radiologista, a ressonância existe para complementar o diagnóstico feito por meio da mamografia e auxiliar médicos antes da cirurgia. Além de indicar a exata localização do tumor, indica o tamanho e visualiza tumores menores ou aqueles que não aparecem na mamografia. “De 10% a 15% dos tumores não aparecem na mamografia devido à característica de algumas mamas e à densidade do tumor. A ressonância indica a presença de todos.”

   

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