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Uma nova abordagem no controle do diabetes e obesidade

Núcleo Digital - 05/12/2020 00:00

Estudos recentes publicados na Revista Nature demonstraram, com mais ênfase, a necessidade de se dosar a serotonina em casos relacionados à obesidade e ao diabetes. À primeira vista, falar sobre a relação entre diabetes e serotonina torna-se até estranho, mas foi demonstrado que esta relação é muito mais íntima do que se imagina. As células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, também produzem serotonina, que, por sua vez, entre suas ações principais, controla a saciedade e, com isso, o equilíbrio do nosso peso.


A serotonina é um hormônio produzido 95% no intestino e tem, também, entre outras funções, ajudar regular a mobilidade intestinal (importante na gênese da síndrome do intestino irritável) e evitar a dilatação de vasos sanguíneos que levam ao quadro da enxaqueca (nestes casos, a medicação mais utilizada são os triptofanos).


As dores musculares que dão origem à fibromialgia, as perturbações do sono (como o despertar precoce) e as crises de ansiedade, que podem até gerar os transtornos obsessivo-compulsivos, também têm essa relação direta com o déficit de serotonina.


No tratamento, o uso do aminoácido L-Triptofano é o mais utilizado pela população desavisada, isso mesmo, muitos pacientes tomam este suplemento achando que irá aumentar a produção da serotonina. Mas é aí que mora o perigo, pois o L-triptofano vai se transformar em quinurenina, e esta, ao invés de trazer bem-estar, pode gerar o aparecimento de "tiques", piorando o quadro de ansiedade ou de outros transtornos.


Portanto, sempre reafirmo a necessidade de se dosar a serotonina antes de repô-la, e, indo mais além, utilizar a forma de reposição mais adequada e, se necessário, injetável para otimizar os resultados. Sempre lembrando que o mais importante é prevenir as doenças.

 

Serviço:
Dr. Júlio Palazzo de Mello
Médico Nutrólogo – CRM PR 16.401 / CRM SP 83.054

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