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Por dentro da HPB – Hiperplasia Prostática Benigna

Núcleo Digital - 09/01/2021 00:00

É normal que problemas urológicos afetem os homens com o passar dos anos. A partir dos 50, a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que é popularmente conhecida como aumento prostático benigno, é detectada por muitas vezes nos pacientes que vão realizar alguns exames.


A HPB é o tumor não-cancerígeno mais comum no homem, porém, felizmente, existem diversos tratamentos para a doença que são muito efetivos e podem não requerer cirurgia. É importante ressaltarmos que o homem que sofre o distúrbio não possui uma predisposição para o desenvolvimento do câncer de próstata.


Ainda não se sabe ao certo quais as causas do transtorno, mas estudos indicam que as mudanças hormonais que o organismo masculino sofre ao ficar mais velho estão relacionadas a sua origem.


Com o aumento da próstata bloqueando o fluxo urinário, os primeiros sintomas começam a aparecer. Inicialmente, existe uma grande de dificuldade em iniciar a micção, além da sensação de a mesma estar incompleta. Como a bexiga não está totalmente vazia, o fluxo urinário aumenta, principalmente durante a noite. Volume e força também oscilam durante o período do transtorno.


Outros problemas podem ser causados pela HPB, mas apenas em alguns casos específicos. A partir do momento que o fluxo de urina é obstruído, retendo um pouco dentro da bexiga mesmo após o término da micção, a pressão no órgão aumenta, intensificando o esforço dos rins. Esta obstrução pode causar uma falha renal, porém, temporária se aliviada rapidamente.


O tratamento varia de acordo com a intensidade dos sintomas. Homens que levantam algumas vezes para urinar durante a noite, que possuem sintomas mais fracos, não necessitam de tratamento, porém, precisam ser acompanhados com exames periódicos que incluem o toque retal e PSA. Aqueles com sintomas mais intensos, como dores e sangue na urina, devem conversar com um urologista a possibilidade de um tratamento com medicamentos ou cirurgia.


O uso de medicamentos é a primeira opção de tratamento para os casos de HPB. Caso eles não surtam efeito, é cogitado o procedimento cirúrgico. Uma das escolhas possíveis é a cirurgia realizada através da uretra, com um cistoscópio dotado de pequenas garras que abrem um canal na próstata para facilitar a passagem da urina. O paciente também pode optar pela cirurgia a laser.


É recomendado que, a partir dos 50 anos de idade, todos os homens marquem uma consulta com o urologista pelo menos uma vez ao ano e que, caso possuam algum parente próximo com um histórico de HPB, mencionem para o médico realizar a avaliação e o exame da melhor maneira possível.

 


Serviço:

Dr. Glauco Melo – Urologista – CRM - SP 121235

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