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A importância do tratamento precoce para evitar a calvície

Núcleo Digital - 07/11/2020 00:00

A alopecia androgenética, mais conhecida como calvície, é um problema recorrente que atinge cada vez mais homens e mulheres. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cabelo (SBC), cerca de 42 milhões de brasileiros sofrem com a queda de cabelo, que acaba afetando a autoestima dessas pessoas e pode até mesmo provocar o surgimento de outras doenças, como a ansiedade e depressão.

Atualmente, existem diversos procedimentos que podem auxiliar para evitar a queda e estimular o crescimento dos fios. Neste caso, o diagnóstico precoce é fundamental para identificar a alopecia e iniciar os tratamentos, que incluem desde remédios e loções até processos com Led e laser no couro cabeludo.
O diagnóstico é feito por meio de um exame de imagem, chamado de Tricoscopia. Trata-se de uma câmera que aumenta as imagens para poder identificar doenças do couro cabeludo. Também podem ser necessários alguns exames de sangue para obter um diagnóstico mais assertivo.

“Orientamos aos pacientes que procurem um profissional quando começarem a perceber os primeiros sinais de afinamento no cabelo, como fios no travesseiro ou queda no banho. No caso das mulheres, os sinais costumam ser couro cabeludo bem oleoso, afinamento de fios e muita queda”, explica o Dr. Carlos Bedin, médico especialista em tricologia e terapia capilar e membro da Sociedade Brasileira de Cabelo (SBC).

No caso do homem, a alopecia é mais associada ao fator hereditário, mas outros motivos também podem desencadear em uma piora no quadro de calvície, como estresse, ansiedade, tabagismo e até mesmo má alimentação. Os primeiros sinais começam a surgir entre os 18 e 25 anos.

Tratamento e prevenção
Após identificar a alopecia androgenética, o profissional indica o tratamento mais recomendado para cada tipo de estágio da doença. Com o uso de tônicos, vitaminas e um shampoo antiqueda já é possível prevenir a queda capilar ainda quando o paciente começa a ter os primeiros sinais.

Já para quadros mais avançados, é possível associar todas essas medicações com alguns procedimentos no couro cabeludo, como infiltrações de vitaminas, microagulhamento e microinfusões de vitaminas, que estimulam a fase do crescimento e o surgimento de novos fios.

Outros métodos utilizados são o led e laser capilar. Indicados para qualquer tipo de pessoa com queda de cabelo, esses procedimentos não são invasivos e fazem uso de luzes que estimulam as células e aceleram o crescimento e espessura dos fios. O ideal, neste caso, é fazer uma sessão toda semana.

“O último recurso seria o transplante capilar, que vem se modernizando bastante com novas técnicas. Hoje, usa-se muito a técnica do FUE, que é o fio a fio, em que é retirado um bulbo capilar único e depois é implantado nas regiões onde existem uma menor densidade de fios”, explica o especialista.

Calvície nas mulheres
Apesar de ser frequentemente associada aos homens, a calvície também afeta muitas mulheres, motivada principalmente por questões emocionais e hormonais.
“No caso das mulheres, o diagnóstico é muito mais complexo, pois envolve vários fatores. Durante a fase fértil, por exemplo, a mulher pode desenvolver o quadro de síndrome do ovário policístico, em que ela produz mais hormônios masculinos e isso aumenta a calvície”, conta o médico especialista em tratamento capilar.

Primeiros resultados
Ao iniciar os tratamentos recomendados por um profissional da área, o paciente já começa a perceber a diferença de 45 a 60 dias após o uso das vitaminas, loções e shampoo. Além disso, é muito importante realizar consultas frequentes com o médico, que irá acompanhar a evolução do tratamento e identificar se o cabelo está se mantendo, regredindo ou melhorando.

 

Serviço:
Dr.Carlos Bedin
Médico Tricologista - CRM/SP 154.750

Editorias:
Cabelos
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