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Cultura

Dia Nacional do Livro Infantil: como incentivar a leitura na infância

Núcleo Digital
Publicado em 16/04/2021 às 10:26Atualizado em 21/12/2021 às 01:00

Dia 18 de abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida porque, nesse dia, em 1882, nascia o escritor Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. É na infância que se estabelece alguns hábitos que são levados para a vida toda. A leitura é um deve e, por isso, deve ser incentivada desde cedo. 

Entre os vários benefícios que o hábito da leitura traz para crianças e seu desenvolvimento, essa talvez seja a que mais se destaque, segundo a diretora educacional da Educação Básica do Grupo Marista, Marcia Maria Rosa. É a partir dessa conexão que se estabelecem muitos outros benefícios, como competências cognitivas, afetivas, emocionais, desenvolvimento da linguagem, criatividade, alfabetização, ampliação do vocabulário, oportunidade de reflexão e muito mais.

A gerente editorial de Projetos Especiais e Literatura/Paradidáticos da FTD Educação, Isabel Lopes Coelho, partilha da mesma opinião. "Ler um livro é abrir uma janela que conecta, ao menos, dois universos. O primeiro deles é um olhar profundo para dentro de nós, uma imersão nos nossos sentimentos, nas nossas paixões e crenças. O outro, provoca o sentimento inverso: olhar para fora, desta vez, observando o mundo com mais sensibilidade”.

Qual a melhor idade para começar?

Não existe idade certa para que a leitura passe a ser incentivada, mas quanto antes, maior será a conexão da criança com a leitura, explica Rosa. “A leitura é a experiência de passear por uma obra literária, de passear pelas letras, por imagens ou apenas cenários”. Antes mesmo de aprender a ler, os pais podem estimular os filhos por meio de contação de histórias, que podem ou não ter um livro como base. A diretora comenta que todos os envolvidos são beneficiados no processo: “as histórias têm o poder de envolver as crianças e o contador ou leitor em uma experiência única, em um tempo de qualidade, que gera laços e memórias afetivas, além de melhorar o foco e a capacidade de concentração desde cedo”.

Responsabilidade compartilhada

A família e a escola são os principais agentes de incentivo à leitura. Em casa, os pais podem desenvolver o gosto por histórias por meio de leituras na hora de dormir, pelo exemplo de ler por lazer e criar um ambiente de leitura em casa. Enquanto na escola, as atividades e projetos trabalhados em sala desenvolvem o leitor, com cada vez mais ferramentas para compreender o mundo e a si mesmo por meio de diferentes conteúdos.

Isabel Lopes Coelho defende que a leitura por crianças, desde pequenas, é um ato muito importante para a formação de indivíduos mais conscientes de si mesmos e cidadãos mais sensíveis ao próximo. “São habilidades necessárias em um mundo cuja convivência social é cada vez mais restrita e mediada pela tecnologia, à distância”, diz.

Tecnologia ajuda ou atrapalha?

Apesar de aparelhos eletrônicos não serem indicados para os pequenos, a pandemia mostrou que as telas podem ser usadas para lazer e aprendizado de maneira equilibrada. Na opinião de Marcia Maria Rosa, a tecnologia complementa a experiência da leitura e pode ser usada para despertar ainda mais o interesse de crianças e jovens. “Aproveitar vídeos, jogos e toda a possibilidade multimídia da tecnologia é algo que complementa a experiência do livro. É muito comum séries de filmes atraírem leitores para as obras originais, por exemplo, e vice versa”, relata.

Essa ampliação da experiência, desde que feita com equilíbrio, é benéfica e estimula ainda mais o hábito da leitura. Mas, o que o mundo digital ainda não conseguiu, foi substituir a emoção de acompanhar uma boa história a cada folhear de página, e a vivência única que só um leitor tem com seu próprio livro. Isabel conclui: “saber dosar quando devemos desligar da tela e aproveitar a leitura com outros sentidos: além do visual, tato e olfato (e até paladar, para as crianças pequenas) durante o manuseio dos livros são igualmente importantes no desenvolvimento da sensibilidade".

Confira alguns títulos sugeridos para comemorar o Dia Nacional do Livro:

Minha família Enauenê, de Rita Carelli (Editora FTD) (Divulgação)

Minha família Enauenê, de Rita Carelli (Editora FTD) (Divulgação)

Então quem é?, de Christina Dias (Editora FTD) (Divulgação)

O menino de calça curta, de Flavio de Sousa (Editora FTD) (Divulgação)

Cadê o livro que estava aqui?, de Telma Guimarães (Editora FTD) (Divulgação)

Mamãe gata e seus pintinhos, de Claudio Fragata (Editora FTD) (Divulgação)

Festa no céu, de Ana Maria Machado (Editora FTD) (Divulgação)

O túnel, de Renata Bueno (Editora FTD) (Divulgação)

Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato (Companhia das Letras) (Divulgação)

Pé de Pilão, de Mário Quintana (Editora Ática) (Divulgação)

Marcelo, marmelo, martelo, de Ruth Rocha (Editora Salamandra) (Divulgação)

Amoras, de Emicida (Companhia das Letras) (Divulgação)

Histórias meio ao contrário, de Ana Maria Machado (Editora Ática) (Divulgação)

 
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