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Crianças e adolescentes devem fazer uso saudável de tecnologia

Da Redação - 15/06/2020 17:31

Para minimizar os impactos do uso excessivo da tecnologia durante a pandemia, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou duas novas publicações para orientar pais e responsáveis sobre como conciliar a rotina de crianças e adolescentes com a utilização saudável de smartphones, computadores e tablets. Em sua mobilização, a entidade reitera todas as recomendações sobre o tempo de exposição às telas indicado para cada faixa etária, chamando atenção para a possibilidade de dependência digital e agravamento dos prejuízos causados pelo consumo exagerado dessas mídias, especialmente durante a atual crise.

Segundo a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, a entidade está atuando para alertar as famílias sobre os riscos inerentes a esse momento de tensão global, em que todos estão isolados em casa, em regime de adaptação. Na avaliação da pediatra, os pais devem redobrar especialmente os cuidados em relação à tecnologia e reavaliar a rotina dos filhos, para verificar se há extrapolação no uso de equipamentos digitais (TV, notebooks, celular e outros).

Para auxiliar os pais nessa tarefa, a nota de alerta “Recomendações sobre o uso saudável das telas digitais em tempos de pandemia da COVID-19 #BOAS TELAS #MAIS SAÚDE” elenca algumas sugestões para esse período de isolamento social. Segundo a publicação, é imprescindível equilibrar a rotina doméstica e estabelecer atividades múltiplas, principalmente fora das telas, para entreter, educar e desenvolver as habilidades dos filhos. Nesse contexto, os responsáveis devem reservar e delimitar um tempo para cada uma das áreas abaixo:

Afetividade: as crianças e adolescentes precisam conviver com amigos e demais parentes, mantendo ativo o círculo de afetividades. No entanto, é importante combinar um tempo mínimo e máximo para isto acontecer através das telas, sempre com algum acompanhamento.

Escola e atividades funcionais: o tempo dedicado às aulas, pesquisas e tarefas é variável em função da escola, dos equipamentos disponíveis e de outros fatores. É importante acompanhar a abordagem pedagógica e a qualidade de horas gastas com as aulas online. Estes fatos terão impacto no processo educacional e potencialmente na saúde, em casos de exageros.

Lazer: investir em jogos, brincadeiras e passatempos tradicionais. Os videogames, jogos online, filmes e aplicativos precisam ser sempre avaliados quanto à regularidade e à pertinência, conforme os critérios da Classificação Indicativa.

Convivência familiar: trocar experiências entre si, dialogar e conhecer. Este talvez seja o tempo mais precioso para observar e reconhecer o filho, em suas habilidades, valores, dificuldades e limites. Ocasião propícia para divisão de tarefas domésticas e criar novas formas de unir a família.

Saúde: respeitar as horas de sono adequadas para cada faixa etária e manter o horário habitual de ir para a cama; investir numa alimentação saudável e com horários pré-fixados para café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, evitando ao máximo produtos ultraprocessados; e praticar ao menos uma atividade física regular, seja por meio de exercícios ou brincadeiras com movimentos ativos.


Recomendações para o uso de telas por crianças e adolescentes

O Grupo de Trabalho sobre Saúde na Era Digital da SBP tem algumas recomendações que orientam sobre o uso de telas por crianças e adolescentes:

• Evitar a exposição de crianças menores de dois anos às telas, mesmo que passivamente. *Liberado apenas para o uso afetivo (contato breve com avós e familiares) gerenciado pelos pais;
• Limitar o tempo de telas ao máximo de uma hora por dia, sempre com supervisão para crianças com idades entre dois e cinco anos;
• Limitar o tempo de telas ao máximo de uma ou duas horas por dia, sempre com supervisão para crianças com idades entre seis e 10 anos;
• Limitar o tempo de telas e jogos de videogames a duas ou três horas por dia, sempre com supervisão; nunca “virar a noite” jogando para adolescentes com idades entre 11 e 18 anos.

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