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Calvície masculina: tratamento para a vida toda

Núcleo Digital - 09/01/2021 00:00

Falar da calvície masculina é dissertar sobre um dos problemas de saúde mais comuns entre os homens. De acordo com estudos da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração de Cabelo, 40% deles sofrem com a queda de cabelo antes dos 35 anos em todo o mundo. Número expressivo que pode estar associado a complicações hormonais por condições genéticas.


Se compararmos a queda capilar entre homens e mulheres, observamos que neles é mais evidente o problema, pois os hormônios masculinos enfraquecem e encolhem os folículos capilares e tornam a queda acentuada. Esta condição também chamamos de miniaturização dos fios.


As regiões mais afetadas são as famigeradas entradas laterais da testa e região da “coroa” – parte superior do couro cabeludo, conhecida como Vertex. Talvez, você deve estar se perguntando: “Mas por que o cabelo nessas regiões sofre mais?”. A explicação está na sensibilidade dos fios ao hormônio sexual DHT, conhecida como Di-hidrotestosterona, um dos responsáveis pelo surgimento de pelos.


A calvície masculina genética – conhecida no meio clínico como Alopecia Androgenética – vai do grau 1 ao 7, de acordo com a escala de “Norwood”. Inicialmente, quando está entre as fases um e dois, ela acomete somente as entradas nas laterais da testa. Quando evolui para o grau três é possível observar a queda expressiva na região do Vertex. E nos níveis superiores, seus fios são acometidos progressivamente. Já na mulher, a classificação é diferente e segue a escala de “Ludwing” até o grau três.

 

O tratamento
O tratamento da calvície genética deve ser periódico e feito com apoio de procedimentos clínicos associados ao uso de medicações orais ou loções e xampus apropriados. No consultório, de acordo com a avaliação médica, o tratamento pode ser realizado por meio da Mesoterapia Capilar, que é a infiltração de vitaminas com fatores de crescimento; Microagulhamento Capilar; Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP) direto no couro cabeludo, além dos tratamentos por LED e Laser. A frequência das sessões varia, pode ser a cada 15 ou 30 dias, no período de 6 meses a 12 meses. No entanto, destaco que o acompanhamento regular é imprescindível e deve continuar após o período das aplicações.

 

Calvície não tem cura
Um ponto importante a esclarecer: calvície é uma doença, não tem cura e sua principal causa está associada à genética. Mas não quer dizer que o tratamento não é efetivo, pelo contrário, o acompanhamento periódico ao médico tricologista garante a saúde dos fios, diminuindo os impactos da queda capilar ao longo da vida.
Se o homem tiver histórico familiar próximo, a preocupação é ainda maior e o tratamento já deve ser realizado na adolescência, a partir dos 16 anos. Por conta dessa pré-disposição genética, aos 35 anos, o paciente já apresenta a calvície em níveis mais avançados.


Para diferenciar uma simples queda capilar da calvície genética, o especialista precisa observar o afinamento dos fios por meio do exame de imagem. Se não apresentar este afinamento, a queda capilar é simples e o tratamento pontual. Nesta situação, as causas estão associadas a condições psicológicas (estresse e ansiedade), uso de determinados medicamentos e pacientes pós-bariátricos, pois passam a ter uma diminuição de absorção de nutrientes.

 

Homens, atenção!
Ao ter um desses sintomas, procure um médico tricologista:

- Queda de cabelo durante o banho;
- Quantidade excessiva de fios no travesseiro;
- Aumento das entradas nas laterais da testa;
- Perda capilar na região do Vertex;
- Aumento de oleosidade capilar.

 

Serviço:
Dr. Carlos Bedin
CRM/SP: 154.750 – Médico

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