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Como a Nutrologia pode tratar a síndrome do pânico

Núcleo Digital - 04/08/2020 15:02

A Síndrome do Pânico está cada vez mais comum no nosso dia a dia, e com isso me reverte inicialmente a introduzir conceitos, que talvez para alguns sejam novidades, porém demonstram a evolução que a medicina passa dia após dia. Primeiramente, devemos falar das Glândulas Suprarrenais (pequenas e que se localizam em cima dos rins), que produzem hormônios bem conhecidos: a ADRENALINA presente nos momentos de luta e fuga, causando sintomas bem conhecidos, como a taquicardia, sudorese em extremidades, tremores excessivos, extremidades frias, formigamento nas extremidades e lábios, e assim também gerando uma crise de ansiedade e angústia (nesta última incluindo a falta de ar); a NORADRENALINA, que está ligada diretamente com o sono, com a depressão e no controle do peso; a DOPAMINA, que nos dá a motivação, agindo também no controle da fadiga, concentração e memória, entre outros sintomas; o CORTISOL, conhecido como hormônio do estresse, agindo também nas inflamações, no controle da glicose sanguínea, e sobre esta última que envolve um desencadeante do pânico, que se trata da hipoglicemia reativa, acelerando os batimentos cardíacos, mimetizando crises de ansiedades agudas, evoluindo para o pânico propriamente dito. E por último, o DHEA, que tem uma ação direta como precursor dos hormônios sexuais.


Bem, ao analisar os sintomas acima descritos em negrito, você poderá identificar que eles se confluem com os sintomas do pânico, e isso nos leva a investigar o funcionamento das Glândulas Suprarrenais, através de exames bioquímicos (isto mesmo, exames de sangue), para verificar onde está o erro no seu funcionamento, iniciando aí o tratamento propriamente dito.


Certo, aí vem os questionamentos sobre a SEROTONINA, onde ela entra nesta história? Bem, ela interfere diretamente nas suprarrenais, além de ser o hormônio mais importante no controle e tratamento da depressão, aí vemos que existe uma confusão ou às vezes uma integração de sintomas unindo as duas doenças, o pânico e a depressão, neste momento novamente na nutrologia utilizamos exames de sangue pra avaliar a situação da serotonina, e assim tratar.


Devo ressaltar que os neurotransmissores são produzidos a partir de um aminoácido, isto é, uma substância derivada de uma proteína de origem animal ou vegetal, como por exemplo, a DOPAMINA, que é feita a partir do aminoácido L-TIROSINA. Já a SEROTONINA vem do aminoácido L-TRIPTOFANO, e que utilizamos de reposições injetáveis destas substâncias pra corrigir as deficiências.

 

Por Júlio Palazzo de Melo

Médico Nutrólogo - CRM PR 16.401 | CRM SP 83.054

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